Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta quarta-feira, dia 11

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• A produção média de petróleo da Petrobras (BOV:PETR4) (BOV:PETR3) no Brasil em 2016 atingiu recorde histórico anual, alcançando a marca de 2,14 milhões de barris por dia (bpd), 0,75% acima do resultado do ano anterior e em linha com a meta prevista para o período. A companhia afirma que, pelo segundo ano consecutivo, cumpre o planejamento previsto. A média anual da produção operada na camada pré-sal também foi a maior da história, atingindo a marca de 1,02 milhão barris de óleo por dia e superando a produção de 2015 em 33%.

• O CADE aprovou, sem restrições, a venda do portfólio de marcas e de outros ativos relacionados à linha de produtos Lysoform à SC Johnson & Son.

• A OSX (BOV:OSXB3) e o agente fiduciário dos titulares dos títulos de dívida emitidos pela companhia no mercado internacional em 2012 negociarão com o fim de solucionar definitivamente os litígios existentes. A companhia prevê que, na ocasião da celebração dos documentos definitivos, os litígios serão encerrados, com completa e recíproca quitação entre as partes.

• Após rumores de uma nova emissão de ações, em comunicado ao mercado, a Biosev (BOV:BSEV3) afirmou avaliar constantemente alternativas de captação de recursos para fortalecer sua estrutura de capital, inclusive através de uma oferta subsequente de ações e/ou de uma emissão de bonds no mercado internacional.

• A Renova destituiu seu diretor vice-presidente de meio ambiente e sustentabilidade. A destituição faz parte do processo de adequação da estrutura corporativa da companhia.

• A Braskem (BOV:BRKM5) vendeu para a GTM do Brasil a Quantiq, uma das maiores distribuidoras de produtos químicos no Brasil, por R$ 550 milhões. A venda da distribuidora está em linha com a estratégia da companhia de reforçar sua operação petroquímica.

• Após um acordo com credores e a conversão de todos os débitos em ações da OGX (BOV:OGXP3), a companhia pretende aprovar um grupamento de ações objetivando um preço por ação entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

• A Usiminas (BOV:USIM5) informou que o veto imposto por um dos acionistas minoritários à redução do capital social de sua subsidiária de mineração Musa constitui abuso de direito, violando o Código Civil. A companhia buscará pelas vias legais, a invalidação do voto contrário a fim de que prevaleça seu voto majoritário.

• A Marfrig (BOV:MRFG3) aprovou a utilização de reserva de capital disponível para a aquisição de até 1,81% de suas próprias ações em circulação no mercado.

• A Linx (BOV:LINX3) assinou um acordo de cooperação comercial com a Redecard, subsidiária do Itaú Unibanco, para o desenvolvimento de aplicativos relacionados a soluções de meio de pagamento, bem como promover as soluções de pagamento da Rede e as soluções de gestão da companhia.

• A CBD aprovou a realização da terceira emissão pública de notas promissórias comerciais no valor total de R$ 800 milhões.

 

• Uma eventual fusão da operadoras de telefonia Oi (BOV:OIBR4) e TIM (BOV:TIMP3), após a solução para a recuperação judicial da Oi, não seria um processo de aprovação difícil na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), disse o presidente do órgão regulador, Juarez Quadros, à Reuters.

Os comentários foram feitos um dia após o bilionário egípcio Naguib Sawiris, um dos principais interessados na Oi, afirmar ao jornal Folha de S.Paulo que a Oi poderia se unir com a TIM se sua oferta pelo grupo brasileiro de telecomunicações em recuperação judicial for bem sucedida.

“As empresas se complementariam. É claro que teriam de ser limitadas as sobreposições (principalmente na telefonia móvel), teria de se fazer um condicionamento dessas sobreposições”, disse Quadros.

Mais cedo, nesta terça-feira, a Telecom Italia afirmou que não tem intenção de unir a TIM com a Oi. No Brasil, o vice-presidente regulatório e institucional da TIM, Mario Girasole, afirmou que “qualquer rumor sobre hipótese de integração entre TIM e Oi é absolutamente sem fundamento e nenhuma iniciativa nesse sentido faz parte dos planos da empresa. Não temos interesse”. Veja mais clicando aqui.

• A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), terá uma audiência nesta quarta-feira, às 10h, com o presidente do Banco do Brasil (BOV:BBAS3), Paulo Rogério Caffareli, e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal Filho, para tratar dos planos econômicos.

A discussão no STF sobre a constitucionalidade dos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990, que teriam provocado perdas no rendimento das cadernetas de poupança, está parada há mais de dois anos na Corte.

O motivo inicial para a interrupção era a falta do quórum mínimo de oito ministros para análise do tema. Desde fevereiro passado, no entanto, Cármen Lúcia, que havia se declarado impedida de analisar o caso, passou a se declarar apta, depois que o pai dela desistiu de uma ação movida contra a Caixa Econômica Federal.

O julgamento dos planos econômicos no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema importante para o governo em razão do impacto no sistema financeiro. As estimativas do impacto do julgamento dos planos econômicos pelo STF variam de R$ 10 bilhões a R$ 400 bilhões, com números mais baixos ligados a instituições que defendem o interesse dos poupadores.

Bancos e governo estimam os maiores números. O governo se preocupa porque poderia haver novo rombo nas contas públicas caso a Justiça obrigue bancos oficiais a reparar prejuízos dos seus poupadores.

Segundo publicou a Coluna do Estadão no fim de dezembro, o governo federal tenta negociar com vários segmentos – entre eles Banco Central, BB, Caixa, Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e Febraban – a costura de um acordo com a Justiça em torno das perdas com os Planos Bresser e Collor. A ideia é que os poupadores recebam de volta os valores pedidos, mas não a totalidade. Como as ações se arrastam há anos, seria uma vantagem.

 

• A estatal paranaense Copel (BOV:CPLE6), uma das maiores elétricas do Brasil, tem travado uma disputa com a empreiteira Engevix e ameaça romper os contratos de fornecimento assinados com a empresa para a hidrelétrica de Colíder, que está sendo construída no Mato Grosso.

O presidente da unidade de geração e transmissão da Copel, Sérgio Lamy, disse à Reuters que o fornecedor não tem conseguido cumprir o ritmo esperado nas obras, alegando dificuldades financeiras, o que complicou a reta final da construção da usina, orçada em cerca de R$ 2,2 bilhões.

A Engevix, atingida pelos desdobramentos da Lava Jato –operação da Polícia Federal que também processou a construtora– é a responsável pela entrega de equipamentos auxiliares e por serviços de montagem eletromecânica e construção de uma linha de transmissão associada à usina, que terá 300 megawatts em potência instalada.

“Caso a Engevix se comprometa e demonstre que vai superar os problemas, a alternativa de continuar com eles não está descartada, mas diria que a alternativa de saída deles é muito forte… pretendemos de fato terminar a usina o mais rápido”, disse Lamy.

Procurada, a Engevix não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O presidente da Copel GT disse que a empresa pretende concluir as negociações com a Engevix até o próximo mês, para já em fevereiro retomar o ritmo das obras. A empresa trabalha com um cronograma que prevê a entrada em operação em dezembro deste ano da hidrelétrica.

A data representa atraso de três anos em relação ao prazo original, o final de 2014, e de quase três meses ante a última projeção do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), colegiado de autoridades do governo que acompanha as obras de elétricas. A última turbina da usina seria acionada em abril de 2018.

A Copel, no entanto, espera minimizar perdas financeiras com esse atraso da usina por meio de recursos junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nos quais alega que houve atrasos fora do controle da empresa, como no licenciamento ambiental.

A companhia também espera reduzir impactos com negociações para descontratar parte da energia da usina, autorizadas pelo governo devido à queda do consumo registrada em meio à recessão brasileira, que deixou as distribuidoras de eletricidade com excesso contratação.

• Eletrobras (BOV:ELET6): o Ministério de Minas e Energia autorizou a descontratação, em sua totalidade, da central geradora termelétrica instalada em Santarém, a partir de janeiro de 2017.

 

• O Conselho de Administração do Pão de Açúcar (BOV:PCAR4) aprovou a emissão de R$ 800 milhões em notas promissórias. A oferta para investidores qualificados (CVM 476), aprovada pelo conselho de administração nesta terça-feira, constituirá a terceira emissão pública de notas promissórias comerciais da empresa, diz a GPA em ata da reunião enviada à CVM. O prazo de 180 dias e remuneração de 103,95% do DI.

• A Rumo (BOV:RUMO3) quer ‘desalfandegar’ Uruguaiana e Santana do Livramento, processo não terá efeito relevante na receita, disse a companhia.

 

• A Bombril (BOV:BOBR3) obteve aval do Cade a negócio com Ceras Johnson sobre Lysoform. A Operação é aprovada sem restrições e consiste na aquisição pela Ceras Johnson de todos ativos relativos às atividades de pesquisa e desenvolvimento e comercialização das marcas Lysoform e Créo Crystallino, da Bombril. Os documentos da aprovação estão publicados no Diário Oficial e Cade.

Bolsas mundiais
O dia é de cautela para as bolsas mundiais, com os olhos voltados para a coletiva do presidente eleito dos EUA Donald Trump (veja mais no tópico 3). O mercado está atento a pistas sobre a política do novo dirigente dos EUA com relação a questões fiscais, ao câmbio e ao comércio exterior, entre outras questões. Além da coletiva de Trump, os analistas observam com atenção as falas de dirigentes regionais do Fed.

Já o petróleo tem um dia de alta, em meio a indicações de corte de produção pela Arábia Saudita. Os últimos dois dias foram de quedas expressivas com investidores ponderando cortes de produção de membros da Opep e projeções de alta da produção nos EUA. Já o cobre e níquel têm leve baixa em Londres, enquanto o minério fica estável na China à medida que se aproxima ano novo lunar.

Desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +0,32%

* CAC-40 (França) +0,22%

*DAX (Alemanha) +0,32%

* Xangai (China) -0,77% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,84% (fechado)

* Nikkei (Japão) +0,33% (fechado)

*Petróleo brent +0,97%, a US$ 54,16 o barril

*Petróleo WTI +0,92%, a US$ 51,29 o barril

Agenda de indicadores
Além dos dados do IPCA, o dia também conta com o resultado da reunião do Copom. O Comitê de Política Monetária deve anunciar, após o fechamento dos mercados, a magnitude do corte da taxa básica de juros. A maioria do mercado aposta em uma redução de 50 pontos-base, mas há quem espere uma redução de 75 pontos-base.

Já nos EUA, destaque para os estoques semanais de petróleo a serem revelados às 13h30. A expectativa é de uma alta de 1,5 milhão de barris de petróleo e de 2,75 milhões de barris de gasolina. Entre as falas a serem observadas com atenção, William Dudley, presidente do Fed de Nova York, fala em simpósio, às 16h20; Já Mark Carney, do BOE, fala ao parlamento britânico às 12h15.

Agenda política

Às 14h (horário de Brasília), as atenções se voltam para a primeira entrevista coletiva que Donald Trump dará como presidente-eleito dos Estados Unidos. Ele deve trazer mais detalhes sobre suas propostas e quais as primeiras medidas que tomará logo que assumir. Por conta disso, o JPMorgan fez uma lista de 10 perguntas (em ordem de importância) que deverão ser feitas e que os investidores precisam ficar atentos às respostas na coletiva, que você pode conferir clicando aqui.

Vale destacar que o presidente Barack Obama fez na noite da véspera seu discurso de despedida poucos dias de deixar o cargo após oito anos de mandato. Durante quase uma hora de fala, Obama pediu aos americanos que se unam para lutar contra os desafios que ameaçam a democracia norte-americana. Em um discurso emocionado transmitido para todo o país, ele alertou o povo americano que uma mudança nos rumos do país só ocorrem “quando as pessoas comuns se envolvem para exigi-la”.

O governo se prepara para entre hoje e amanhã finalizar o pacote de ajuda federal ao Rio de Janeiro com as contrapartidas que o governo Luis Fernando Pezão deverá se comprometer a entregar. O pacote, dependendo ainda de alguns detalhes, irá ao presidente Michel Temer e depois será mostrado à ministra Carmem Lúcia para um aval prévio do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente em 2017 o alívio para o governo fluminense será de R$ 7 bilhões, o quanto ele deixará de pagar ao Tesouro Nacional como amortização de sua dívida. Em três anos, o alívio será de R$ 20 bilhões. Mesmo com a ajuda federal, os estados mais “calamitosos” – Rio, Minas e Rio Grande do Sul – deverão fechar o ano com um rombo no Orçamento de R$ 19,5 bilhões. Confira mais clicando aqui.

Nesta quarta, Temer participa de reunião com o Núcleo de Infraestrutura no Palácio do Planalto às 10h, depois se reúne com deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, e membros da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, 11h30, com senador Aécio Neves (PSDB-MG), às 15h, com a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), 16h, e com Jackson Barreto, governador de Sergipe, 16h30. Já o ministro da Fazenda Henrique Meirelles se reúne com embaixador do Japão no Brasil, Satoru Satoh, às 15h. Destaque ainda para a disputa pela presidência da Câmara: um dos candidatos, Rogério Rosso (PSD-DF) admitiu na véspera que pode abrir mão de sua candidatura se, quando estiver mais próximo do pleito, avaliar que não conseguiu se viabilizar politicamente.

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