Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta quinta-feira, dia 19

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• A Samarco e suas acionistas, a Vale (BOV:VALE5) e BHP Billiton (ASX:BHP), celebraram acordos preliminares com o Ministério Público Federal, definindo os procedimentos e o cronograma de negociações para a celebração de um termo final, previsto para ocorrer até o final de junho de 2017. Este acordo cria as bases para a conciliação em torno de duas ações civis públicas que buscam estabelecer reparações e compensações socioeconômicas e socioambientais para os impactos do rompimentos da barragem de Fundão ajuizada pelo MPF, no valor conjunto de R$ 175 bilhões.

• A Vale (BOV:VALE3) (BOV:VALE5) esclareceu hoje pela manhã que não há qualquer discussão ou deliberação sobre eventual unificação das ações de sua emissão. No entanto, afirmou que suas acionistas controladoras estão em tratativas com objetivo de elaborar um novo acordo de acionistas.

Além disso, a companhia divulgará o relatório de produção e desempenho financeiro referente ao quarto trimestre de 2016 nos dias 16 e 23 de fevereiro, respectivamente, antes da abertura do mercado.

• Um incêndio atingiu a unidade de destilação da Refinaria Duque de Caxias da Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) na tarde de ontem, sem vítimas ou danos ao meio ambiente. A companhia afirmou que não haverá disrupção no abastecimento de combustíveis.

• A Lojas Renner (BOV:LREN3) aprovou a realização da sétima emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 300 milhões. Os recursos serão destinados para o alongamento do perfil de endividamento da companhia.

• A Lupatech (BOV:LUPA3) informou a conclusão da venda de participação na Delta Compresión, sociedade localizada na Argentina, pelo valor de US$ 100 mil dólares.

• O Banco Pine (BOV:PINE4) criou um novo programa de recompra de ações, pelo qual serão adquiridas até 500 mil de suas ações preferenciais em circulação, para permanência em tesouraria e posterior alienação.

• A receita bruta da Cia. Hering (BOV:HGTX3) totalizou R$ 515,2 milhões no quarto trimestre de 2016, retração de 15,3% na comparação anual. Em 2016, as vendas brutas totalizaram R$ 1,7 bilhão, queda de 8%.

• O Carf retirou da pauta da sessão de hoje o caso de ágio da BM&FBovespa (BOV:BVMF3). O julgamento do recurso da bolsa já teve início do Carf, mas foi interrompido por pedido de vista e sofreu vários adiamentos. O processo questiona multa aplicada pela Receita Federal após amortização de ágio gerado na fusão da BM&F com a Bovespa em 2008.

O fisco entendeu que o ágio não poderia ser utilizado para reduzir o valor dos tributos devidos pela nova empresa e autuou a bolsa, que recorreu da decisão. Em seu balanço, a BM&FBovespa indicou que a ação poderia render o pagamento de R$ 1,1 bilhão, mas o valor atualizado poderá ser ainda maior.

• O Credit Suisse revisou suas estimativas para o Pão de Açúcar (BOV:PCAR4) e, apesar de acreditar que o curto prazo ainda deve apresentar os mesmos desafios vistos nos últimos meses, os analistas afirmam que a empresa esta conseguindo passar alguns sinais de que o futuro pode ser melhor do que se esperava.

No curto prazo, a percepção deles é de que os principais drivers devem ser o resultado do quarto trimestre, avaliação do montante de não recorrentes, uma nova estratégia de “pricing” do business de food que apesar de ter ajudado no fluxo das lojas ainda não se mostrou suficiente maduro para estabilizar margens.

Os analistas colocam como novo preço-alvo para ação os R$ 70 – ante R$ 58 previstos anteriormente – e apontam que a possível venda da Via Varejo deve ser vista como positiva. “A venda da Via Varejo parece iminente e deve ajudar a destravar valor e permitir que o Pão de Açúcar possa acelerar o crescimento orgânico, desalavancar e aumentar o foco”, disseram.

• O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) condenou a BRF (BOV:BRFS3) ao pagamento de R$ 2,089 milhões por manipular os preços do leite pasteurizado tipo C. Além da companhia, dona da marca Elegê, também foram condenadas e multadas por envolvimento em cartel de preços no ramo de laticínios diversas cooperativas e sindicatos.

• A Airlink, maior companhia aérea regional independente da África do Sul, adquiriu cinco E-Jets da Embraer (BOV:EMBR3), sendo três E170 e dois E190 da ECC Leasing, subsidiária integral da companhia. A Airlink começará a receber os aviões no primeiro semestre de 2017.

• O Goldman Sachs cortou seu preço-alvo para as ações da Ambev (BOV:ABEV3) de R$ 21 para R$ 19.

• O Conselho de Administração da BR Insurance (BOV:BRIN3) aprovou a eleição de Luiz Roberto Mesquita Salles como novo diretor presidente da companhia, após a renúncia de Marcelo Moojen Epperlein.

Construtoras
O jornal Folha de S. Paulo informou que o governo tenta fechar com as construtoras nas próximas semanas um pacote de estímulo ao setor que envolva o aumento do teto do valor dos imóveis que podem ser enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, novas regras para multas no caso de desistência pelo comprador e melhoria nas fontes de financiamento das incorporadoras.

De acordo com a publicação, além de socorrer as companhias que vêm sofrendo com o aumento dos distratos (cancelamentos de contrato), o governo espera que as medidas ajudem na geração de empregos – o setor promete 150 mill novas vagas.

• O Itaú BBA diz ver fortes “ventos favoráveis” para o setor de telecomunicações no Brasil. O setor de tecnologia, mídia e telecomunicações enfrentará uma combinação favorável de racionalidade de mercado, recuperação econômica gradual, novos investidores potenciais, mudanças regulatórias e o fim do período de capex intensivo, segundo relatório assinado por Susana Salaru e Vitor Tomita.

Mudanças regulatórias seriam “final feliz”, facilitando a capitalização da Oi (BOV:OIBR4) e destravando valor para ela e também para a Telefônica Brasil (BOV:VIVT4). Além disso, os analistas disseram que a potencial capitalização da Oi por um novo investidor “poderia aliviar receios sobre a interdependência de rede, troca de fibra e acordo de partilha-RAN, em última análise, reduzindo o risco sistêmico”.

O Itaú BBA tem como suas “top picks” a Telefônica Brasil, com preço justo de R$ 50,5 para este ano, e a Totvs, com preço justo de R$ 28. Enqunato isso, Tim e Linx têm recomendação market perform e a Oi tem recomendação underperform.

• O BTG Pactual (BOV:BBTG11), que tem apostado em créditos podres, espera que a queda na taxa básica de juros dê impulso aos seus negócios de trading e de gestão de ativos, segundo Huw Jenkins, vice-presidente do conselho do banco, em entrevista para a Bloomberg em Davos.

“Taxas mais baixas de juros significam essencialmente alta de preços dos ativos financeiros, por isso a área de trading dos bancos deve ir muito bem e a gestão de ativos deve crescer”, disse Jenkins na entrevista.

A escassez de crédito no Brasil, “especialmente com a retração dos bancos públicos”, significa que as margens de lucro nos empréstimos se manterão altas mesmo com o recuo da taxa básica da Selic, disse ele. “As taxas estão caindo, mas estão em um nível tão elevado que ainda possibilitam ganhos para os bancos”, completou.

Bolsas mundiais
As bolsas europeias têm um dia de leve queda com os mercados atentos à decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e para a fala do presidente da autoridade monetária Mario Draghi. Conforme destaca a Reuters, com o crescimento e a inflação na zona do euro acelerando lentamente o ritmo, o BCE deve argumentar nesta quinta-feira que sua postura de política monetária ultrafrouxa ainda é necessária para manter a recuperação no curso. O BCE deve deixar inalterada a política monetária e manter a promessa de estímulo prolongado, tendo prorrogado seu programa de compra de títulos no mês passado.

Já o dólar opera em leve baixa após disparar na véspera, com receios sobre Donald Trump se somando a incertezas geradas pelo Brexit e às expectativas em relação ao Federal Reserve. Janet Yellen, que fará discurso hoje, falou ontem que a economia dos EUA assegura altas graduais de juros.

Os mercados da China, por sua vez, registraram queda, com as empresas de energia e de infraestrutura recuando depois de uma correção de preços nesta semana e com os investidores cautelosos antes do feriado do Ano Novo Lunar. A queda foi liderada por grandes empresas estatais, em particular a China United Network Communications, que caiu 5,14% para perto da mínima de dois meses.

No mercado de commodities, o petróleo retomou alta e devolveu parte da queda de 2,7% da véspera com API indicando queda de estoques nos EUA, enquanto os metais têm leve baixa em Londres e minério de ferro recua na Bolsa de Dalian.

Desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) -0,59%

* CAC-40 (França) -0,23%

*DAX (Alemanha) -0,12%

* Xangai (China) -0,36% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,21% (fechado)

* Nikkei (Japão) +0,94% (fechado)

*Petróleo brent +0,80%, a US$ 54,35 o barril

*Petróleo WTI +0,69%, a US$ 51,43 o barril

* Minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian -0,78%, a 637 iuanes a tonelada

Agenda política
No exterior, as atenções se voltam para a decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu), às 10h45 e para a coletiva do presidente da autoridade monetária Mario Draghi às 11h30. Atenção também para os pedidos de auxílio desemprego e os dados de construção de casas dos EUA, às 11h30, os estoques norte-americanos de petróleo, às 14h, e ao discurso de Janet Yellen, presidente do Fed, às 23h.

Na véspera, a chaiwoman do Fed afirmou que vai acompanhar de perto as políticas econômicas que podem surgir na nova administração dos Estados Unidos e vai levá-las em consideração nas suas projeções e nas decisões futuras sobre a taxa de juros. O Fed também está prestando muita atenção ao impacto potencial do fraco crescimento global e dos preços das commodities na economia dos Estados Unidos, disse ela, mas considera que os riscos de curto prazo para a economia estão “equilibrados”.

No Fórum Econômico Mundial, os destaques ficam com a fala da primeira-ministra britânica, Theresa May, que afirmou que o Reino Unido “estará sempre aberto para negócios”, e do diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Roberto Azevedo, às 15h. Em Davos, o presidente do Banco Central do Brasil Ilan Goldfajn concederá entrevista coletiva às 14h30.

 

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