Yellen discursa hoje e Grécia discute bailout

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Mercados Globais

 Após vários pregões de queda, a bolsa de Tóquio subiu hoje, levando as bolsas da Ásia para a alta. O yen também retomou a trajetória de desvalorização em relação ao dólar, após uma valorização de 5% em janeiro, que ajudou à realização do índice Nikkei. Na Europa, além do desemprego na Inglaterra, que veio dentro das expectativas, foi divulgado o IPC de dezembro, que veio em 1,1% em termos anuais, também dentro do esperado. A manutenção da inflação abaixo dos 2% é sinal para manutenção da taxa de juros por parte do BCE, o que vai continuar pressionando o euro em relação ao dólar. Veja o gráfico da inflação da Zona do Euro e da União Européia:

As bolsas da Europa estão em queda moderada, aguardando os principais fatos políticos se desenvolverem, a saber, a posse de Donald Trump e o avanço das iniciativas da Inglaterra para sua saída da União Europeia. Voltam às discussões, problemas da Grécia, que agora discute um Bailout, um programa de socorro aos seus bancos, que precisa do apoio do BCE, da Zona do Euro e, ainda incerto, do FMI.

Os futuros dos EUA estão praticamente sem variação, em dia de agenda carregada, com divulgação da produção industrial, redbook, beigebook, IPC e discurso de Janet Yellen. Após fecharem em queda ontem, os principais índices de ações devem apresentar um dia volátil. No ano, o índice S&P está com alta de 1,3%.

O petróleo está em queda de 1,3%, o cobre em ligeira alta e os futuros do minério de ferro na CME em queda de 0,8%.

Brasil

A divulgação da ata da última reunião do Copom, ontem, atuou para aumentar o otimismo em relação à inflação e às expectativas em relação às taxas de juros. Espera-se que a SELIC termine 2017 abaixo de 10%, com a inflação muito próxima à meta. Essas duas expectativas permitem mudar as projeções para os preços de ações e para o crescimento. O nível da bolsa ao final de 2017, partindo apenas das taxas de juros, passou a ser maior, necessariamente, após a redução significava da taxa básica. O mesmo podemos dizer do crescimento da economia, que deve sentir os efeitos das reduções dos juros básicos a partir do segundo semestre. Isso vem sido apontado pelo mercado nos juros mais longos, na taxa de câmbio e no Ibovespa (BOV:IBOV), que está em alta de 6,8% no ano.

Hoje foi divulgada a taxa de inflação da segunda semana de janeiro pela Fipe. Ela caiu de 0,75% para 0,69%, mostrando uma desaceleração da alta dos preços, que é normal para o mês de janeiro. Veja a tabela da Fipe com as duas primeiras semanas do ano:

Essa inflação colabora para sustentar o otimismo do mercado quanto a aceleração dos preços.

Na agenda de hoje, temos apenas a divulgação do fluxo cambial, às 12 horas. A oscilação do mercado ficará, com certeza, à mercê do mercado dos EUA e dos eventos corporativos.

O volume da Bovespa ontem foi de R$ 7,0 bilhões.

 

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