A Palavra do Gestor - Fevereiro/2017

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O ano de 2017 começou com várias notícias positivas colocando a Bolsa na máxima histórica de 66.593 pontos, alta de 10,57% desde o fechamento de 2016. Entretanto, com a posse do novo presidente dos EUA, a Bovespa encerrou janeiro com alta de 7,38%, a 64.670 pontos.

Desde o início de janeiro, os indicadores da China de Produção Industrial ficaram no maior nível desde janeiro de 2013. Isso fez com que o preço do minério de ferro, grande produto exportado pelo Brasil, atingisse próximo de US$ 83,4/ton ante US$ 78,86/ton em dezembro/16. As ações da Vale subiram 41,73% até o dia 26/01/17 com a alta do minério de ferro e também, com a notícia que o Conselho possa estudar a unificação das ações em Ordinárias.

Outro dado importante, o indicador de inflação ficou abaixo das estimativas em dezembro/16, fazendo com que o Banco Central decidisse pela redução da taxa básica de juros (Selic) de 13,75% para 13% na primeira reunião do Copom em 2017. As expectativas são de mais duas reduções de 0,75% no curto prazo, animando o mercado para compra de papéis de varejo e energia elétrica, que são sensíveis à redução dessas taxas. Outra boa notícia está sendo a forte entrada de recursos estrangeiros de R$ 6,170 bilhões até o dia 30/01/2017, assim pressionando o R$/US$ de R$ 3,259 para R$ 3,131.

Além disso, a Petrobras realizou a captação externa de US$ 4 bilhões, onde a demanda ficou bem acima do estimado, chegando na casa de US$ 20 bilhões. Várias outras empresas estão na fila da mesma captação: Fibria, Raizen, Braskem, Rumo, Vale, Cemig, etc…

Na política, o Congresso estava em recesso, mas tivemos o evento da morte do Ministro Teori Zavascki. Entretanto, a Ministra Cármen Lúcia retomou os trabalhos da Lava-Jato, homologando a delação dos 77 executivos da Odebrecht. Em breve, teremos acesso nessas informações.

Além disso, o mercado está acompanhando de perto algumas medidas que possam sair para ajudar, ainda mais, a retomada da economia nos próximos meses. A redução do compulsório aos bancos, utilização do FGTS e a possibilidade das grandes empresas entrarem novamente no parcelamento de alguns débitos, através do Refis (Programa de Parcelamentos de Débitos Tributários Federais).

Nos EUA, no dia 20/01/17, Donal Trump assumiu a Presidência da República. Seu discurso continua nacionalista, mas colocando barreiras à entrada de refugiados e muçulmanos de sete países. Acreditamos que são medidas duras que podem não ser mantidas, pois a população e várias empresas são contrárias a essas medidas.

Em 2017, mantidas as atuais tendências na China e nos EUA, mantemos um cenário positivo para o Brasil neste 1º semestre, através de entrada de recursos de estrangeiros, captação externa das empresas, novos IPOs e novas medidas do governo para reativar a economia. Logicamente, ainda, teremos um mercado volátil, já que temos uma delação homologada, uma eleição na Câmara dos Deputados e um novo Ministro em substituição do Ministro Teori Zavascki.

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