Dólar cai para R$ 3,06, menor desde maio de 2015; juros recuam e Vale derruba Ibovespa

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O dólar comercial, das grandes operações comerciais e financeiras, encerrou o dia de hoje cotado a R$ 3,058, com queda de 0,46%,  o menor valor desde maio de 2015. Já o dólar turismo, de varejo, das viagens e passagens, ficou estável, em R$ 3,24 para venda.

Os investidores animaram-se com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), não subirá os juros da economia americana em um horizonte próximo.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu ontem (22) a Selic, taxa básica de juros da economia, em 0,75 ponto percentual, de 13% para 12,25% ao ano. Foi a segunda redução em 2017. O BC tem sinalizado intenção de manter o ritmo de redução dos juros.

Com isso, os contratos futuros de juros na BM&FBovespa reduziram as projeções para os próximos anos O contrato de Depósito Interfinanceiro (juro diário DI) para janeiro de 2018 fechou projetando 10,335% ao ano, ante 10,445% ontem. Para janeiro de 2019, a taxa caiu abaixo de 10% ao ano, para 9,81%, ante 9,97% ontem. Para 2021, o juro projetado ficou em 10,04%, ante 10,14% ontem.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa), terminou o pregão desta quinta-feira em terreno negativo, com queda de 1,64% e aos 67.461 pontos.

O mercado aproveitou a queda do minério no exterior, de 3,14%, para US$ 91,34, para vender ações da Vale e de outras empresas importantes e colocar um pouco dos ganhos do ano no bolso. Mesmo com a queda de hoje, o índice acumula alta de 4,32% no mês e 12,01% no ano. Bancos, que têm o maior peso no índice, fecharam em queda. Itaú Unibanco PN (BOV:ITUB4) (papel preferencial sem voto) caiu 1,51% e Bradesco PN (BOV:BBDC4), 1,52%. Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3) (papel ordinário, com voto) recuou 2,17%.

Já a Vale caiu mais, 4,15% no papel PNA (BOV:VALE5) e 4,28% no ON (BOV:VALE3). A empresa divulgou hoje também seu resultado no quarto trimestre do ano passado, revertendo o forte prejuízo do mesmo período de 2015 e anunciou ainda o pagamento de R$ 4,7 bilhões aos acionistas. Mesmo assim, a queda do minério serviu de pretexto para a realização de lucros, que ainda passam de 35% no ano no caso da PNA.

Petrobras também fechou em baixa, apesar da alta do petróleo no exterior. O papel PN (BOV:PETR4) caiu 0,89% e o ON (BOV:PETR3), 0,72%.

Apenas 10 papéis dos 59 do Índice Bovespa fecharam em alta, liderados por Smiles ON (BOV:SMLE3), com 2,34%, JBS ON (BOV:JBSS3), 0,85%, Localiza ON (BOV:RENT3), 0,79%, Equatorial ON (BOV:EQTL3), 0,78% e Eletrobrás ON (BOV:ELET3), 1,75%.

As maiores quedas do dia foram de Natura ON (BOV:NATU3), 6,17%, Bradespar PN (BOV:BRAP4), 5,48%, CCR ON (BOV:CCR3), 4,91%, Usiminas PNA (BOV:USIM5), 4,72% e as ações da Vale.

Bolsas na Europa caem e batem recorde nos EUA

As bolsas na Europa fecharam em queda, com as perdas do minério derrubando os papéis das mineradoras. O Euro Stoxx 50 caiu 0,16% e o DAX, de Frankfurt, 0,42%. O CAC, de Paris, recuou 0,09% e o Financial Times, de Londres, perdeu 0,42%.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o Standard & Poor’s 500 voltaram a bater recordes de pontos. O Dow subiu 0,17%, para 20.810 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,04%. Já o Nasdaq caiu 0,43% puxado para baixo pelo setor de biotecnologia. Apesar da queda de hoje, o Nasdaq ainda sobe 8% no ano. O dólar recuou diante da maioria das moedas do mundo.

Já o petróleo subiu, apesar dos estoques maiores nos Estados Unidos. O barril do tipo WTI subiu 1,6%, para US$ 54,45 o barril, enquanto o Brent ganhou 1,33% em Londres, para US$ 54,45 o barril.

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