Lucro líquido do Banco do Brasil recua 44% em 2016

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O Banco do Brasil (BOV:BBAS3) obteve lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016, valor 44,2% abaixo do resultado de 2015. Na comparação com o resultado do quarto trimestre do ano passado, houve retração de 61,6%, passando de R$ 2,246 bilhões para R$ 963 milhões. O Lucro Líquido Ajustado foi de R$ 7,2 bilhões, valor 38,2% inferior a 2015.

O lucro por ação atingiu R$ 2,84 em 2016, ante R$ 5,05 no ano anterior, e a projeção, segundo analistas externos da instituição, é atingir neste ano R$ 4,03. A remuneração aos acionistas alcançou R$ 284,7 milhões no quarto trimestre e R$ 2,4 bilhões no acumulado anual. A Margem Financeira Bruta cresceu 13,0% (R$ 59,3 bilhões) e as Rendas de Tarifas, 6,8%.

A instituição destaca que as despesas administrativas cresceram 3,5% em 12 meses, o menor nível em dez anos e abaixo dos indicadores de inflação para o período. Em relação ao índice de Eficiência, que mostra a relação entre as despesas administrativas e as receitas operacionais, a taxa ficou em 39,7%, ante 41,6% no ano de 2015, “mostrando rígido controle das despesas”, diz comunicado do BB.

Agronegócio

As operações de financiamento do agronegócio fecharam o ano com saldo de R$ 179,8 bilhões na carteira ampliada. Levando em consideração os desembolsos antecipados nas linhas de custeio no primeiro semestre, as contratações da atual safra somaram R$ 47,1 bilhões. Entre os maiores avanços estão o crédito rural (8,6%), que atingiu R$ 150,5 bilhões, e as operações de custeio.

Pessoas físicas

O crédito para pessoas físicas teve saldo de R$ 172,3 bilhões, com alta de 3,3%. Foram mantidas as estratégias de baixo risco, com as linhas de Crédito Consignado, CDC Salário, Financiamento de Veículos e Imobiliário, que alcançam 75,5% do total da carteira.

Imóveis

O financiamento para a compra de imóveis atingiu saldo de R$ 53,7 bilhões no encerramento do ano, com avanço de 9,5% em 12 meses, sendo R$ 42,1 bilhões destinados a pessoas físicas e R$ 11,7 bilhões a empresas.

Inadimplência

O índice de inadimplência atingiu 3,29%, abaixo do registrado no mercado (3,7%).

As transações financeiras relativas aos cartões de crédito e débito somaram R$ 271 bilhões no ano, com alta de 5,5% sobre o ano anterior. As movimentações referentes a compras em estabelecimentos comerciais do varejo aumentaram 8,1% e no agronegócio, 26,3%.

O BB informa que as novas ferramentas de acesso aos clientes para escolher a melhor solução na renegociação de créditos aumentou a flexibilidade de negócios. Desde o lançamento da função no mobile, foram feitas, por meio do aplicativo, 34.123 contratações, com valor total de R$ 244,8 milhões.

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