Títulos públicos ganham 417% em 10 anos; dólar sobe 53% e bolsa 35%, abaixo da inflação

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Os investimentos em títulos públicos foram os mais rentáveis no período com um ganho bruto de 417,60% no período. É o que mostra estudo feito pelo Instituto Assaf, que levantou o desempenho das principais aplicações financeiras nos últimos 10 anos, ou seja, de janeiro de 2007 a dezembro de 2016. O rendimento supera com folga outras opções como dólar, imóveis e deixa longe a bolsa de valores.

Os valores acumulados são dos rendimentos nominais brutos, sem considerar custos operacionais e imposto de renda. O título usado como referência é o IPCA+, ou NTN-B, explica o professor Fabiano Lima, responsável pelo estudo. Foi feita uma média com a rentabilidade de todos os prazos desses papéis a cada fim de ano, tanto as com juros semestrais quanto as que pagam a remuneração só no final. “Os números impressionam pela diferença em relação a outras aplicações”, diz Lima.

Ele observa também que a rentabilidade não considera custos como corretagem ou taxas de manutenção das corretoras e custódia da bolsa. Também não considera imposto de renda, o que é preciso considerar quando se compara com a poupança, que já é liquida de imposto, assim como o ouro para pessoa física. “E o investidor deve sempre analisar esses fatores, prazo, custos e tributação”, lembra.

No caso do CDB, também foi usada a média entre as taxas de pessoas físicas e empresas. Dólar, ouro e CDB tiveram seus desempenhos retirados do site do Banco Central (BC).

O estudo analisou também o ganho real no período, descontando do rendimento a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conforme tabela abaixo. Já as aplicações em renda fixa foram calculadas atreladas à  rentabilidade do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), atingindo 182,57% no período.

Rentabilidade Nominal
Rentabilidade Real
Título Público
417,60%
182,64%
Renda Fixa
182,57%
54,30%
Ouro
173,20%
49,19%
CDB
163,20%
43,73%
Poupança
102,25%
10,44%
Imóveis
100,03%
9,23%
Dólar
53,28%
-16,30%
Bolsa
35,43%
-26,05%
Inflação
83,13%
0,00%

O ouro vem logo em seguida com uma rentabilidade de 173,20% acumulada no período. O investimento em metais preciosos como o ouro também é uma forma de poupança e investimento. O ouro está acessível aos investidores por meio do mercado de balcão e para os investidores mais sofisticados principalmente via contratos negociados na BM&FBovespa. O investimento ganhou força mais precisamente com as crises americana, europeia e agora no Brasil, que fez o dólar subir e puxar também o metal.

Na sequência veio o CDB (Certificado de Depósito Bancário) calculado pela média entre as aplicações pagas feitas por empresas e pessoas físicas. A aplicação mais tradicional do Brasil, a caderneta de poupança teve um ganho de 102,25% no período.

Os imóveis também foram considerados no estudo. Geralmente a avaliação do valor do imóvel é feita com base no valor por metro quadrado da construção. O indicador escolhido nesta pesquisa foi o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção Civil) que afere a evolução dos custos de construções habitacionais.

O dólar teve rendimento acumulado de 53,28% no período. Embora não seja uma aplicação oficial, é popularmente considerado como uma alternativa para preservação de valor, principalmente quando as incertezas econômicas do país aumentam. A consultoria lembra que há muitas alternativas legais para investimentos em fundos e contratos baseados na moeda americana, como os contratos derivativos, negociados nos mercados futuros e de opções. E há os fundos que investem no exterior e que, na maioria dos casos, têm suas cotas em dólar.

A Bolsa de Valores sofreu nos últimos anos e vem se recuperando. Seu desempenho foi calculado pela consultoria usando o Índice Bovespa, que retrata o comportamento dos principais papéis negociados na BM&FBovespa.

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