Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta segunda-feira, dia 27

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• A B2W (BOV:BTOW3) aprovou em assembleia extraordinária de acionistas no sábado (25), um aumento de capital de R$ 1,21 bilhão, com emissão de 110 milhões de novas ações da companhia de comércio eletrônico. O preço por ação será de R$ 11, com desconto de 14,5% em relação à media ponderada do valor do papel entre 6 de fevereiro e 8 de março deste ano, de forma a “estimular a adesão dos acionistas da companhia ao aumento de capital”. Os acionistas terão o direito de preferência na subscrição das novas ações emitidas, na proporção de suas participações no capital da B2W em 25 de março.

• Em resposta a Operação Carne Fraca, a BRF (BOV:BRFS3) instituiu o Grupo Certificador de Qualidade para reatestar a adesão da companhia aos padrões internacionais de qualidade. O grupo contará com o assessoramento de renomados profissionais e empresas especializadas na área. A companhia também criou o Comitê Especial de Resposta, liderado por Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e conselheiro da companhia, que acompanhará a situação atual.

• A BR Malls (BOV:BRML3) teve a recomendação rebaixada de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra pelo Credit Suisse, com preço-alvo de R$ 14,50 por ação. De acordo com o Credit, o setor de shopping centers passou por uma forte reclassificação nos últimos meses e teve uma performance de 65% desde o inicio de 2016, principalmente em função do fechamento da curva de juros. “O call agora não parece mais tao óbvio”, apontam os analistas. Eles voltaram a cobrir Multiplan (BOV:MULT3) com recomendação neutra e Iguatemi (BOV:IGTA3) é o único outperform dentro da cobertura, em grande parte devido a um valuation interessante quando comparado a qualidade do portfólio, apontam os analistas.

• Segundo o jornal Valor Econômico, André Esteves, maior acionista e ex-controlador do BTG Pactual (BOV:BBTG11), manteve sua participação de 30% durante o rebalanceamento de participações, contrariando a expectativa de parte da equipe do banco. Esteves foi preso no ano passado, acusado de obstrução à Justiça no âmbito da Operação Lava Jato.

• O acionista minoritário da CCR (BOV:CCRO3), João Carlos de Magalhães Lanza, indicou Mailson Ferreira da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda na década de 80, para integrar o quadro de candidatos que participarão do processo de eleição em separado de membro efetivo do Conselho de Administração da companhia que ocorrerá em abril.

• A CESP (BOV:CESP6) reverteu perdas e registrou lucro consolidado de R$ 305,09 milhões em 2016.

• A CPFL (BOV:CPFE3) realiza assembleia geral extraordinária para decidir sobre cancelamento de registro no Novo Mercado às 10h.

• Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, três integrantes do conselho de administração da Eletrobras (BOV:ELET6), inclusive o seu presidente, estão deixando suas cadeiras. Nove meses depois de assumir a presidência do conselho, José Luiz Alquéres cede seu lugar à conselheira Elena Landau. Também estão de saída também Mozart Siqueira e a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi.

• José Aurélio Drummond Jr. renunciou ao cargo de presidência da Eneva (BOV:ENEV3) , mas continuará como membro do conselho de administração. Pedro Zinner assumirá a presidência da companhia, acumulando o cargo de diretor de relações com investidores.

• Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a JBS (BOV:JBSS3) estuda adiar a oferta pública inicial na bolsa de valores de Nova Iorque após a Operação Carne Fraca da Polícia Federal.

• As ações da Multiplus (BOV:MPLU3) foram elevadas, pelo Morgan Stanley, de equalweight para overweight, enquanto o preço-alvo foi cortado de R$ 43,50 para R$ 39,10.

• A Petrobras (BOV:PETR4) aprovou a recondução de seu presidente, Pedro Parente, para um novo mandato de dois anos. Pedro Parente havia sido eleito para o cargo de presidente em maio do ano passado, com a saída de Aldemir Bendine.

• A “novela mexicana” envolvendo a Sanepar (BOV:SAPR4) na Bovespa entrou em sua reta final na última sexta-feira (24), quando foi realizada a tão esperada audiência pública no Paraná para que população, acionistas, investidores, políticos e órgãos reguladores pudessem expor seus argumentos sobre qual deve ser o veredicto final sobre o reajuste tarifário a ser implementado para a companhia paranaense de saneamento para os próximos anos.

• O Morgan Stanley elevou a recomendação de underweight para overweight para a Smiles (BOV:SMLE3) com preço-alvo sendo elevado de R$ 40,60 para R$ 71,00.

• A Vale (BOV:VALE5) anunciou um importante avanço na ação coletiva relacionada a valores mobiliários proposta contra a companhia e três de seus executivos perante o Tribunal Distrital dos EUA. A corte emitiu decisão julgando extinta a ação com relação à maior parte dos pedidos contra a Vale, todos os pedidos formulados contra o diretor-presidente da companhia, Murilo Ferreira, e todos os pedidos relativos à responsabilidade pessoal de controle dos réus indivíduos. A pequena parte da ação que permanece é limitada a algumas declarações relativas à mitigação de risco que constaram nos Relatórios de Sustentabilidade da Vale em 2013 e 2014, e declarações isoladas a respeito da responsabilidade da Vale pelo rompimento da barragem de Fundão, feitas durante uma conferência telefônica em novembro de 2015. A companhia afirma está satisfeita de que a corte tenha reconhecido amplamente a falta de embasamento desta ação e continua confiante de que os poucos pedidos que permaneceram não têm mérito.

• Após a queda superior a 8% na sexta-feira em meio a rumores de suspensão de venda da companhia, a Via Varejo (BOV:VVAR11) informou, em conjunto com o Pão de Açúcar, que o processo de venda continua e não tem prazo para conclusão.

Bolsas mundiais
A segunda-feira começa com aversão a risco nos mercados, com os investidores inseguros com a capacidade política do governo de Donald Trump de implementar sua agenda econômica. Os preços das ações e commodities recuaram de forma generalizada, o que favoreceu os bônus do Tesouro Americano, conforme destaca a LCA Consultores. Na avaliação da consultoria, agora o governo parte para a importante reforma tributária, que é um tema que conta com maior apoio no Partido Republicano. Entretanto, o revés na reforma da Saúde e a forte divisão dentro do partido governista aumentam as incertezas com a capacidade política de se chegar a um consenso.

Já a Opep sinalizou que poderá estender o corte da produção, em função do fato de que a metade dos doze países membros do cartel pleiteia por mais tempo para reduzir os seus estoques de óleo. Esse pedido foi feito por Kuwait, Argélia e Venezuela. Rússia e Omã, que não pertencem ao cartel também apoiaram a medida. A proposta é conceder mais seis meses e uma decisão final será tomada na reunião da Opep no dia 25 de maio. Contudo, em meio a incertezas sobre o corte da produção, o dia é de queda para o petróleo.

Na Ásia, os mercados acionários da China caíram nesta segunda-feira, com o otimismo sobre os dados mostrando aumento dos lucros nas indústrias ofuscados por novas restrições imobiliárias e sinais de que a política monetária pode ser apertada ainda mais.

Desempenho dos principais índices:
Ibovespa (Brasil) -0,86%

Dow Jones (Estados Unidos) -0,65%

Nasdaq Composite (Estados Unidos) -0,59%

FTSE 100 (Reino Unido) -0,85%

DAX Index (Alemanha) -0,94%

Cac 40 (Reino Unido) -0,47%

Nikkei 225 (Japão) -1,44%

Commodities:
Ouro +1,14%

Prata +1,74%

Cobre -2,37%

Petróleo -1,89%

Petróleo Brent Crude -1,55%

Um pouco de política
Em Brasília, os destaques são o anúncio do corte de gastos do governo e um possível aumento de impostos que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anuncia na terça-feira. A estimativa é de que algo entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões virá de ajuste de tributos, aumento do IOF e do PIS/Cofins, inclusive sobre combustíveis, e eliminação de parte da desoneração sobre a folha de pagamentos.

Destaque ainda para as movimentações sobre a reforma da Previdência. Segundo informações do Broadcast, o presidente Michel Temer admitiu a possibilidade de incluir uma emenda na proposta de reforma da Previdência estabelecendo prazo de seis meses para que Estados e municípios promovam mudanças nos sistemas de aposentadoria dos servidores.

Além disso, é esperado que o ministro relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, tome uma decisão sobre os 320 pedidos da Procuradoria-Geral baseados nas delações da Odebrecht. Destaque ainda para a repercussão das manifestações do último domingo em defesa da Operação Lava Jato e pelo fim do foro privilegiado, que tiveram adesão menor do que a esperada.

O Brasil conseguiu reverter restrições da China, Chile e Egito, o que pode favorecer empresas do setor de carne, em especial JBS e BRF, que têm sido destaques negativos na bolsa desde que a PF deflagrou a operação Carne Fraca. Além disso, o Comissário da UE Vytenis Andriukaitis vem ao Brasil para discutir a questão da carne com o ministro da Agricultura, segundo o porta-voz da Comissão Europeia, Enrico Brivio.

Vale destacar que o juiz federal Marcos Josegrei da Silva determinou a soltura de três presos na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A decisão do juiz, que é responsável pela operação, foi tomada no sábado (25). Ele determinou a soltura de Rafael Nojiri Gonçalves, Antônio Garcez da Luz e Brandízio Dario Júnior.

Agenda de indicadores
A agenda doméstica é dominada por indicadores do Banco Central. Na quinta-feira, sai o RTI (Relatório Trimestral de Inflação), que, a partir desta edição, passa a ser divulgado às 8h. Na sexta-feira, às 8h30, será apresentado o IBC-Br (Índice de Atividade do Banco Central) de janeiro, considerado uma espécia de prévia do PIB brasileiro. A LCA Consultores estima uma queda de 0,2% na margem e na comparação interanual. Além disso, a autoridade monetária divulga também as notas de mercado aberto, na terça-feira, de política monetária e operação de crédito, na quarta-feira, e de política fiscal, na sexta-feira, todas às 10h30.

Ainda no Brasil, o Tesouro divulga o Relatório Mensal da Dívida Pública, na terça, e o Resultado Primário do Governo Central, na quinta, ambos sem horário definido, além de realizar o leilão tradicional de LTN e NTN-F e o resgate antecipado de NTN-F, na quinta-feira, às 11h30. Na sexta-feira, sai a taxa de desemprego de março, medida pela Pnad Contínua. Ao longo da semana, mas sem data definida, são esperados os números da arrecadação federal de impostos.

No exterior, destaque para o PIB dos Estados Unidos, na quinta-feira, às 9h30, e para os dados de inflação medida pelo PCE, na sexta-feira, no mesmo horário. Na terça-feira, às 13h50, os investidores acompanham a fala de Janet Yellen, às 13h50, e outros dez discursos de presidentes regionais do Fed ao longo da semana.

Na Europa, a sexta-feira traz a taxa de desemprego da Alemanha, Às 4h55, o PIB do Reino Unido, às 5h30, e o CPI da zona do euro, às 6h. Na Ásia, foco nos PMIs Industrial e de Serviços da China, na quinta-feira, às 22h, e para o balanço em conta corrente de março, ainda sem data definida.

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