Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta sexta-feira, dia 31

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• A BM&FBOVESPA (BOV:BVMF3) decidiu mudar de nome após a fusão com a Cetip, operação que criou a quinta maior bolsa de valores do mundo. A nova companhia se chamará B3, um jogo com as palavras Bolsa, Bolsa e Balcão. Não há indicação se haverá uma atualização do símbolo de negociação da nova companhia.

• Também segundo a coluna do Broad, a BRMalls (BOV:BRML3) e o grupo Colombo assinarão, nos próximos dias, um acordo comercial de renovação de contratos e readequação do custo de ocupação para patamares mais suaves. Ao mesmo tempo, a BRMalls vai aderir a uma das opções de pagamento das dívidas previstas no plano de recuperação extrajudicial apresentado pela camisaria.

• A Cemig (BOV:CMIG4) alterou a data de divulgação do balanço do quarto trimestre de 2016 para 7 de abril. Ontem, a elétrica mineira obteve autorização de seus acionistas em assembleia realizada nesta quinta-feira para ultrapassar metas de alavancagem neste ano, segundo ata do encontro divulgada pela companhia ao mercado. A estatal pediu aval aos acionistas para alcançar em 2017 uma dívida de até 4,44 vezes a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ante uma meta aprovada de 4,12 vezes para o ano passado e uma meta estatutária de 2 vezes.

• A Reuters noticia que Wilson Ferreira Jr., presidente da Eletrobras (BOV:ELET6), afirmou que a companhia estuda a possibilidade de vender 110 das 178 das sociedades de propósito específico e devolver as concessões de alguns empreendimentos que ainda não foram concretizados.

• A Klabin (BOV:KLBN11) anunciou o substituto de Fabio Schvartsman, que deixou a companhia para assumir a presidência da Vale, no cargo de diretor geral da companhia. A Klabin indicou o executivo Cristiano Cardoso Teixeira como diretor-geral da empresa, que será submetida para deliberação do Conselho de Administração da Klabin.

• A Light (BOV:LIGT3) contratou Banco do Brasil, BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Santander para uma nova oferta de ações (follow on) com esforços restritos – sem a necessidade de registro prévio na Comissão de Valores Mobiliários e direcionada a investidores qualificados, destaca a coluna do Broad, do Estadão. O plano é de que a oferta já aconteça em abril e a ideia é realizá-la no Brasil e também para investidores institucionais nos Estados Unidos.

• O jornal Valor Econômico teve acesso à minuta de uma medida provisória que prevê uma intervenção do Governo na Oi (BOV:OIBR4) por até três anos.

• A Paranapanema (BOV:PMAM3) registrou prejuízo líquido de R$ 37,1 milhões no quarto trimestre de 2016, 111% acima do prejuízo líquido de R$ 17,6 milhões no mesmo trimestre de 2015. Em 2016, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 373,1 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 134,7 milhões em 2015. A receita líquida da empresa teve queda de 37% no trimestre, para R$ 916,1 milhões ante R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2015. No ano passado, a receita foi de R$ 4,5 bilhões, queda de 15% ante o ano de 2015. A companhia informou ainda que conseguiu renovar mais uma vez o acordo de standstill com os credores. A prorrogação é válida por 15 dias a partir de 24 de março.

• Petrobras (BOV:PETR4) aprovou a construção de uma nova carteira de desinvestimentos, a ser composta apenas por projetos que seguirão os procedimentos da sistemática de desinvestimentos revisada pelo Tribunal de Contas da União. Para a construção da nova carteira, será necessário o encerramento dos projetos que se encontravam em andamento, cujos contratos de compra e venda ainda não foram assinados. A medida não interfere no cumprimento da meta de parcerias e desinvestimentos estabelecida no Plano Estratégico de US$ 21 bilhões para o biênio 2017/2018.

• Após uma oscilação atípica entre as ações ordinárias e preferenciais da Renova (BOV:RNEW3) (BOV:RNEW4) (queda de 23% e alta de 64,7%) a companhia afirmou que desconhece qualquer fato que possa ter provocado oscilações e o aumento no número de negócios, mas listou a baixa liquidez de suas ações como um dos prováveis fatores.

• A Tecnosolo (BOV:TCNO4) informou que o balanço deve ser submetido à auditoria até o fim da próxima semana.

• As ações da Tupy (BOV:TUPY3) e Metal Leve (BOV:LEVE3) tiveram a recomendação cortada para neutra pelo UBS.

• A Vale (BOV:VALE5) teve recomendação elevada de underperform para neutra pelo BMO, com o preço-alvo do ADR sendo elevado de US$ 7 para US$ 10, o que implica um potencial de valorização de 4,8% em relação ao fechamento de quinta-feira.

Bolsas mundiais
As bolsas europeias e os mercados futuros de Nova York registram baixa nessa sessão por três motivos: além da incerteza crescente em relação ao Brexit, que teve um início duro, e expectativa pela fala de dirigentes do Federal Reserve, uma surpresa sul-africana abalou o mercado. O presidente Jacob Zuma demitiu o ministro das finanças, Pravin Gordhan, um dos destaques da reunião do G-20 em Frankfurt. Com isso, ações expostas ao país registram queda nesta sessão.

Na Ásia, os mercados acionários da China avançaram nesta sexta-feira e encerraram sequência de quatro dias de queda, mas ainda assim os principais índices tiveram a maior perda semanal desde meados de dezembro devido a preocupações sobre a liquidez mais apertada e as restrições no investimento imobiliário, reduzindo o apetite por risco. No restante da região os mercados caíram, com os investidores equilibrando posições no último dia do trimestre.

A sexta-feira é de queda para as commodities, o petróleo tem baixa após três altas seguidas, enquanto o minério cai na China antes de feriado de dois dias.

Desempenho dos principais índices:
Ibovespa (Brasil) -0,19%

Dow Jones (Estados Unidos) -0,14%

Nasdaq Composite (Estados Unidos) +0,38%

FTSE 100 (Reino Unido) -0,37%

DAX Index (Alemanha) +0,33%

Cac 40 (Reino Unido) +0,7%

Nikkei 225 (Japão) -0,81%

Commodities:
Ouro +0,35%

Prata +0,52%

Cobre -0,64%

Petróleo -0,18%

Petróleo Brent Crude +0,00%

Um pouco de política
Nesta sexta-feira, às 11h, será divulgada uma pesquisa Ibope sobre a avaliação do governo federal e o grau de confiança no presidente Michel Temer. O levantamento foi encomendado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O levantamento foi realizado entre 16 e 19 de março, com 2.000 pessoas em 126 municípios, Também vale ficar de olho nos sinais de desembarque do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) do governo em meio à baixa popularidade de Temer em Alagoas e de olho em 2018 (veja mais clicando aqui).

Ainda em destaque no radar político, o processo de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer segue no radar. Segundo o Estadão, o Planalto avalia que o processo deve se estender além de 2018, ano em que o presidente conclui o mandato. Além disso, aponta a Folha, nomeado na quinta pelo presidente para o posto de ministro do Tribunal, o advogado Admar Gonzaga rechaça ter vínculo com o presidente, que poderá depender de seu voto para continuar no poder.

Ainda nesta sexta, os movimentos sociais e as centrais sindicais voltam às ruas nesta sexta em todo o país para protestar contra a terceirização e as reformas trabalhista e da Previdência. Falando sobre a Previdência, o jornal Valor Econômico informa que o governo já ensaia um novo recuo na reforma ao considerar a possibilidade de permitir a acumulação de pensão com aposentadoria até um determinado valor, conforme foi proposto pelo PSDB.

Agenda de indicadores
Os destaques domésticos do dia são o IBC-Br (Índice de Atividade do Banco Central), que será divulgado às 8h30, e a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua, que sai às 9h. Às 10h30, sai o resultado primário do setor público consolidado. Além disso, esta sexta-feira é dia de formação da taxa Ptax, o que deve adicionar mais volatilidade ao mercado de câmbio, que contará ainda com dois leilões de linha. Segundo comunicado do BC, haverá um leilão de compra das 15h15 às 15h20, com liquidação em 3 de maio, e outro das 15h35 às 15h40, com liquidação das operações de compra em 5 de julho. Já as operações de venda do BC serão liquidadas em 4 de abril.

Nos Estados Unidos, atenção para a inflação medida pelo PCE, que sai às 9h30, além do indicador de confiança do consumidor de Michigan, às 11h, e o de perfuração de poços, às 14h. Foco também no discurso do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, às 11h.

Mais cedo, saíram os dados do PIB do Reino Unido, da inflação ao consumidor medida pelo CPI da zona do euro e a taxa de desemprego da Alemanha. No domingo, às 22h45, será conhecido o PMI Industrial da China.

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