Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta terça-feira, dia 14

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• A recomendação para o ABC Brasil (BOV:ABCB4) foi cortada pelo Bradesco BBI de outperform para neutro com preço-alvo de R$ 21,00, em meio à forte alta das ações. Já o Banco do Brasil (BOV:BBAS3) segue top pick do setor. O Itaú Unibanco segue com recomendação neutra, enquanto o Santander é underperform.

• Em comunicado ao mercado, a Cemig (BOV:CMIG4) reafirmou que estuda possíveis ações para redução de sua dívida, aumento de produtividade e revisão do portfólio de participações com foco em seus negócios principais e priorizando empresas onde se detém o controle acionário.

• A CVM deferiu o cancelamento do registro de companhia aberta da Iguaçu Celulose em decorrência da adesão de acionistas que representam mais de dois terços das ações em circulação emitidas pela companhia no âmbito da oferta pública de aquisição de ações. A companhia passa a ser uma companhia de capital fechado.

• A Eternit (BOV:ETER3) foi notificada de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra a companhia, que se encontra em curso perante a 1a. Vara do Trabalho de Colombo (PR). A ação pedem a condenação da empresa ao pagamento de R$ 85 milhões a título de danos morais coletivos e a substituição da matéria prima dentro do prazo de noventa dias. A companhia reforça que cumpre as normas e procedimentos de segurança estabelecidos pela Lei Federal no 9.055/95 e no Decreto que a regulamento.

• A Metal Frio (BOV:FRIO3) informou que o Conselho de Administração da companhia aprovou o grupamento de ações na proporção de 15 para 1. A proposta de grupamento depende de aprovação em assembleia geral dos acionistas a ser convocada oportunamente pela administração.

• O controlador da Hypermarcas (BOV:HYPE3) João Alves de Queiroz Filho elevou a sua participação acionária na Igarapava Participações, parte do acordo de acionistas da companhia, o que por consequência ampliou sua fatia no capital da Hypermarcas.

• O lucro líquido da JBS (BOV:JBSS3) caiu 91,9% em 2016, para R$ 376 milhões. No ano de 2016, a receita líquida foi de R$ 170,38 bilhões, crescimento de 4,6%. Ao avaliar o desempenho da companhia, a administração afirma que o ambiente econômico recessivo impactou o consumo no país, além da forte valorização do Real refletir nas exportações. A companhia também comentou sobre a redução na oferta de insumos, particularmente do milho, impactando na rentabilidade da unidade de aves, suínos e processados.

Além disso, a JBS comprou a Plumrose, empresa norte-americana que opera no segmento de produtos preparados e de alto valor agregado, por US$ 230 milhões.

• Segundo o Estadão, o presidente da Oi (BOV:OIBR4), Marco Schroeder, vem manifestando o desejo de conduzir a transição de seu cargo após encaminhar as principais diretrizes da reestruturação da tele. A companhia acredita que a aprovação do plano seja possível ainda este ano. Mas dada a quantidade de credores envolvidos na reestruturação do passivo de R$ 65 bilhões e do conflito com os acionistas, pode ser que tudo leve um pouco mais de tempo.

• A Paranapanema (BOV:PMAM3) formalizou um novo acordo de standstill em conjunto com seus principais credores, pelo prazo de quinze dias, renovável por igual período, no qual os credores comprometem-se a não tomar medidas relacionadas a cobrança de seus créditos.

• Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo afirma que o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá obrigar a Petrobras (BOV:PETR4) a reiniciar os projetos de venda de ativos para corrigir procedimentos considerados irregulares.

• Segundo o Valor, a Rumo (BOV:RAIL3), vai avaliar propostas de investidores para fazer uma injeção de capital na América Latina Logística Malha Sul. Uma de suas empresas, na qual detém 100% das ações, a ALL Malha Sul tem operações nos estados da região Sul do país. Conforme apurou o Valor, o plano de capitalização em estudo prevê um montante de R$ 2 bilhões.

• A Suzano (BOV:SUZB5) firmou uma parceria com o banco holandês Rabobank para a estruturação de um fundo de investimento em direitos creditórios que permitirá uma oferta adicional de crédito a clientes locais da companhia no valor de até R$ 100 milhões.

Bolsas mundiais
Os principais mercados acionários mundiais têm leves variações nesta terça-feira, com o mercado de olho na reunião do Fomc (Federal Open Market Commitee) da próxima quarta e digerindo os diversos dados econômicos chineses, que impactam as commodities. A libra, por sua vez, registra queda com o mercado à espera da premiê britânica, Theresa May, acionar o artigo 50 para o início da retirada do Reino Unido da União Europeia após receber o “sinal verde” do Parlamento.

Voltando à China, a produção industrial e o investimento em ativos fixos avançaram de forma mais forte do que a esperada nos dois primeiros meses do ano, mas as vendas no varejo decepcionaram depois que o governo reduziu a isenção tributária para carros pequenos. A produção industrial chinesa cresceu 6,3% em janeiro-fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o investimento em ativos fixos avançou 8,9% e as vendas no varejo tiveram alta de 9,5% na mesma base de comparação. A leitura sobre os números divulgados reforça a visão de que a segunda maior economia do mundo está em um caminho de crescimento constante, o que impulsiona o minério de ferro em Dalian, enquanto Qingdao fechou com leve queda. Ainda sobre commodities, o petróleo tem leve alta, mas segue perto do menor nível em três meses com expectativas de novos aumentos de estoques
nos EUA.

Ainda na Ásia, uma fonte de tensão: a Coreia do Norte alertou os Estados Unidos nesta terça-feira sobre ataques “impiedosos” se uma frota comandada pelo porta-aviões USS Carl Vinson, que está se juntando a forças sul-coreanas para exercícios militares, infringir a soberania ou dignidade do país.

Desempenho dos principais índices:
Ibovespa (Brasil) -0,89%

Dow Jones (Estados Unidos) -0,32%

Nasdaq Composite (Estados Unidos) -0,63%

Sse Composite Index (China) +0,07%

FTSE 100 (Reino Unido) -0,21%

DAX Index (Alemanha) -0,11%

Cac 40 (Reino Unido) -0,7%

Nikkei 225 (Japão) -0,12%

Commodities:
Ouro +0,05%

Prata -0,03%

Cobre +0,46%

Petróleo -2,29%

Petróleo Brent Crude -1,91%

Minério de ferro +0,00%

Um pouco de política
Ainda em Brasília, segue a apreensão em torno da divulgação da “lista do Janot”. Inicialmente especulava-se que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresentaria 80 inquéritos baseados nas delações de 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht nesta segunda-feira (13), o que não ocorreu. Segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, a lista “emperrou” e pode não seja apresentada nesta terça-feira. Já o jornal Valor Econômico aponta que está prevista para hoje a entrega da aguardada lista ao STF.

Além disso, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (14) mais um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, tendo como alvos o diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Rio Trilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior e o atual subsecretário de Turismo do estado (como consta do site do governo do estado) e ex-subsecretário de Transportes, Luiz Carlos Velloso, Eles são alvos de mandado de prisão no desdobramento da Operação, que investiga corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô.

Por fim, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento hoje (14) às 10h ao juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, na ação em que é acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Agenda de indicadores
O destaque do dia fica com a inflação ao produtor dos Estados Unidos medida pelo PPI, que será conhecida às 9h30. Mais cedo, às 7h, foram divulgados dados da produção industrial da zona do euro, que teve desempenho mais fraco do que o esperado em janeiro. Dados da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, mostram que a produção da indústria do bloco subiu 0,9% em janeiro ante dezembro e registrou expansão anual de 0,6% no período. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam avanços maiores, de 1,4% no confronto mensal e de 0,9% na comparação anual.

Na agenda brasileira, os olhos ficam voltados para Brasília. o Senado pode colocar em votação no plenário o projeto da repatriação de recursos no exterior após mudanças feitas pelos deputados, segundo informações da Agência Senado. O prazo da repatriação passou de 38 para 120 dias, contados a partir da data de regulamentação pela Receita. O patrimônio declarado será aquele em posse do
declarante em 30 de junho de 2016. Enquanto 1ª versão aprovada no Senado previa 17,5% de IR e 17,5% de multa, novo texto traz 15% de imposto e 20,25% de multa.

Além disso, atenção para as revisões de bancos e analistas sobre a Selic. Enquanto mercado de juros futuros precifica aceleração do ritmo de cortes do Banco Central de 0,75 ponto percentual para 1 pp na próxima reunião do Copom, em 12 de abril, analistas já iniciam discussão sobre probabilidade de redução ainda mais
intensa da Selic, de 1,25 ponto percentual, para 11%. Dados de inflação, especialmente IPCA de março, de atividade e sinais do BC no relatório de inflação estão no radar do mercado para lapidar as apostas. Vale destacar ainda que o BTG Pactual revisou sua estimativa para a Selic para dois cortes de 1 ponto percentual em abril e maio, encerrando o ano a 9% ao ano.

 

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