Entenda o cálculo da TR e qual o seu impacto para alguns investimentos

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Se você já abriu uma conta poupança ou trabalhou com carteira assinada, provavelmente a Taxa Referencial faz parte do seu cotidiano. Isto porque o cálculo da TR compõe parte da rentabilidade tanto da poupança quanto do Fundo de Garantia, o famoso FGTS.

Mas afinal, você sabe o que é TR? A Taxa Referencial, como o próprio nome já diz, serve como referência para a taxa de juros no Brasil. Ela foi criada no governo Collor para controlar a inflação e está presente até hoje, visto que muitos elementos ainda precisam da taxa TR para corrigir o seu valor diariamente.

Como funciona o cálculo da TR?

O cálculo da TR é realizado, diariamente, pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e sua fórmula é bastante simples:

TR = 100 x [ (1+TBF ÷ R) – 1]

Agora, vamos entender como é feito este cálculo da TR e o que significam estes elementos. De início é feita uma pesquisa com os 30 maiores bancos do país, calculando a média das taxas de juros pagas pelos CDBs prefixados. Este valor foi denominado como TBF (Taxa Básica Financeira).

O segundo passo é encontrar o valor de R, que é o redutor, e para isso você irá utilizar a fórmula abaixo:

R = a+b x TBF

Esta fórmula é bastante simples de resolver, já que a variável A possui um valor fixo definido pelo governo, a variável B é divulgada pelo BACEN e a TBF, como explicamos logo acima, é a Taxa Básica Financeira, também divulgada pelo Banco Central.

Pronto! Agora você tem todos os valores necessários e, a partir do valor da TBF e do R (redutor), é possível realizar o cálculo da TR. Com estes valores em mãos, você precisará substituí-lo na fórmula de cálculo da TR que falamos acima:

TR = 100 x [ (1+TBF ÷ R) – 1]

Agora que você entendeu o que é TR e como calcular o seu valor, vamos entender sua influência sobre os rendimentos de uma Caderneta de Poupança e do FGTS.

Cálculo da TR na Poupança

Mesmo com o baixo rendimento da poupança, ainda é grande a quantidade de brasileiros que a escolhe como forma de investimento. Porém, vale ressaltar que apesar da simplicidade e da isenção de taxas administrativas e impostos, este investimento não é uma boa escolha.

Para entender as desvantagens da poupança, é necessário entender sua rentabilidade que, como falamos acima, tem grande influência da Taxa Referencial. A remuneração da poupança é composta de duas parcelas: a remuneração básica (TR) + a remuneração adicional. A remuneração adicional precisa de uma atenção à parte, pois ela corresponde a:

  • 0,5% ao mês, quando a meta da Taxa Selic anual estiver acima de 8,5%
  • 70% da meta da Taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR), quando a meta estiver abaixo de 8,5%.

 

Ou seja, hoje essa rentabilidade chega a apenas 6% ao ano mais a TR, perdendo até mesmo para a inflação. Por isso, é importante sempre procurar por investimentos melhores que a poupança.

Cálculo da TR na correção do FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é aquele depósito mensal que a empresa faz para todo funcionário, correspondendo a 8% do salário do empregado que esteja trabalhando em regime CLT. O que muita gente não sabe é que o saldo do FGTS possui rendimento, ainda que extremamente baixo, e parte dele é composto pelo cálculo da TR – Taxa Referencial.

Assim como na poupança, o rendimento da conta do FGTS é composto por duas partes: a remuneração anual de 3% mais a TR. Ou seja, é um rendimento ainda menor que o da Poupança.

Como você pode ver, a TR tem grande influência no dia a dia e nos investimentos mais básicos do brasileiro. Mas isso não quer dizer que seja uma boa remuneração. Entender o mercado financeiro e as taxas básicas da nossa economia faz toda a diferença para uma escolha de investimentos segura e rentável. Conhecimento é a grande chave para o sucesso dos seus investimentos!

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