Ibovespa acentua queda com Petrobras, reforma da Previdência e Janot; dólar e juros sobem

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O Índice Bovespa (BOV:IBOV) acentuou a queda na tarde de hoje, em meio a notícias de que a aprovação da reforma da Previdência pode atrasar, à queda do petróleo no exterior e à expectativa com a lista de denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve ser entregue hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF). A lista deve pedir a abertura de 80 inquéritos envolvendo diversos políticos de todos os partidos e tem por base a delação dos executivos da Odebrecht.

O índice chegou a cair mais de 1% e, às 16h00, perdia 0,96%, para 64.904 pontos. O mercado aguarda também a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que deve anunciar amanhã o aumento dos juros nos EUA, de 0,75% ao ano para 1%.

No Brasil, uma notícia do Valor, de que a aprovação da reforma da Previdência prevista para abril seria adiada para maio provocou preocupações no mercado à tarde. Além disso, Petrobras cai mais de 4% com o recuo do petróleo no exterior. O barril do tipo WTI negociado em Nova York cai 1,40%, para US$ 47,72, enquanto o Brent, de Londres, perde 0,84%, para US$ 50,92. Hoje, a Arábia Saudita, maior produtor mundial, informou um aumento da produção, contrariando a redução acertada pelos países da Opep.

O dólar mais forte também derruba o petróleo e outras commodities, fortalecido pela expectativa de alta dos juros amanhã. Já a libra despenca após o Parlamento britânico ter aprovado ontem a saída do país da União Europeia e a Escócia ter chamado um plebiscito para sair do Reino Unido.

As ações preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras (BOV:PETR4) recuam 4,31% e as ordinárias (BOV:PETR3) (ON, com voto), 4,09%, a terceira e a quarta maiores quedas do índice no dia. A notícia de que o Tribunal de Contas da União pode fazer a estatal rever todo o processo de venda de subsidiárias, adiando o processo em até um ano e meio, também derruba os papéis, por complicar o plano de redução da dívida da companhia pela venda de ativos.

Já as ações da Vale sobem, 0,95% a PNA (BOV:VALE5) e 0,64% a ON (BOV:VALE3). As maiores quedas do índice, além de Petrobras, são de Cemig PN (BOV:CMIG4), 4,62% e Eletrobras ON (BOV:ELET3), 4,20%. As maiores altas são de Localiza ON (BOV:RENT3), 1,86%, Hypermarcas ON (BOV:HYPE3), 1,40%, Vale PNA (BOV:VALE5), 0,92% e Smiles ON (BOV:SMLE3), 0,85%.

No exterior, as bolsas na Europa fecharam em queda com o petróleo em baixa. O Índice Euro Stoxx 50 caiu 0,47%, o DAX, de Frankfurt, 0,01% e o CAC, de Paris, 0,51%. O Financial Times, de Londres, recuou 0,13%. Os mercados europeus acompanham também a eleição na Holanda, que ocorre amanhã, e que pode eleger um grupo anti-União Europeia.

Nos EUA, as bolsas caem, com o Índice Dow Jones perdendo 0,18%, o Standard & Poor’s 500, 0,36% e o Nasdaq, 0,34%.

No Brasil, os juros futuros subiram com o aumento do nervosismo político e com as reformas. Os contratos para janeiro de 2018 projetavam há pouco 10,05%, ante 9,80% ao ano ontem. Para 2019, a taxa subiu para 9,62%, ante 9,53% ontem. E, para 2021, a taxa subiu para 10,07%, ante 9,93% ao ano ontem.

No mercado de câmbio, o dólar sobe 0,91%, para R$ 3,182 para venda no mercado comercial. NO turismo, a moeda está estável, em R$ 3,30 para venda.

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