Semana cheia, PIB amanhã e Deutsche Bank

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Mercados Globais

A semana terá vários indicadores importantes relativos à atividade econômica e à política monetária da maior parte das grandes economias. Na Europa, a OCDE divulga amanhã seu boletim com as projeções econômicas para o ano, na quinta-feira o BCE divulga sua taxa básica de juros com uma coletiva de seu presidente, Mario Draghi. No mesmo dia a Cúpula Europeia tem início. Na sexta o Banco da Inglaterra divulga o relatório trimestral de inflação, que deve dar sinais concretos acerca do futuro próxima da política monetária do país. Nos EUA, teremos dados cruciais do mercado de trabalho. Na quarta-feira, A ADP Systems divulga o total de contratações/demissões do setor privado no mês de fevereiro e na sexta o Dpto do Trabalho divulga os dados do mercado de trabalho (contratações, salários e horas trabalhadas).

Os mercados estão em leve realização em decorrência do lançamento de quatro mísseis pela Coreia do Norte no mar, perto de águas japonesas. Além disso, o cenário político dos EUA fica um pouco mais complicado com a nova ofensiva de D.Trump sobre o ex-presidente Barack Obama. Trump acusa Obama de ter ordenado escutas telefônicas durante a campanha presidencial que o elegeu. Essa nova ofensiva pode ser resultado das cobranças que seu “staff” tem recebido por conta da divulgação de novas informações sobre contatos com o governo russo durante o mesmo período. Também estão se intensificando as cobranças em relação à política econômica e ao Obama Care.

A Europa em queda reflete, sobretudo, a informação de que o Deustche Bank precisa de mais US$ 8 bilhões de reforço de seu capital para se enquadrar nos limites operacionais exigidos pelos reguladores.  É o quarto aumento de capital no maior emprestador alemão desde 2010. Levando em conta que o valor de mercado do banco alemão é de US$ 38 bilhões, essa nova injeção de capital representa 20% do mesmo. As ações estão despencando 6,27% nas bolsas europeias e pressionam as ações de todo o segmento na Europa.

Brasil

No Brasil, serão divulgados o IPCA de fevereiro e o PIB do último trimestre. As estimativas para o PIB vão de queda de 0,3% a queda de 0,9%. A nossa projeção indica um número mais próximo ao piso, entre -0,80% e -0,90%, com uma queda anual de 3,65%. Já o IPCA deve continuar o processo de desinflação, apontando alta de 0,45% no mês passado, O mercado continua a melhorar suas estimativas para inflação de 2017, com o TOP 5 mostrando IPCA de 4,10% e taxa SELIC abaixo de 9%. Temos uma projeção de IPCA em 4,25% e SELIC em 8,75% para o final de 2017.

A imprensa aponta como destaque o cenário binário, dividido entre o otimismo em relação ao esforço do governo em avança na aprovação da reforma da previdência e no sentido de sugerir uma agenda para a reforma tributária. De outro lado, o pessimismo com a possibilidade de novas notícias explosivas oriundas da lava a jato, que deve ter novos desdobramentos nessa semana.

Nossa expectativa, contudo, é a de manutenção do otimismo nos mercados de ações, juros e câmbio.

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