Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta terça-feira, dia 11

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• A Azul (BOV:AZUL4) precificou em R$ 21,00 a ação em sua oferta pública inicial, levantando R$ 1,79 bilhão com a operação. As ações da companhia serão negociadas na Bovespa a partir desta terça-feira.

Nesta terça-feira, após o fechamento do mercado, a Cemig (BOV:CMIG4) divulgará os seus números do quarto trimestre de 2016.

• Sobre as recomendações, a Cosan (BOV:CSAN3) foi rebaixada de compra para neutra pelo Goldman Sachs, enquanto a Ultrapar (BOV:UGPA3) foi rebaixada de compra para neutra pelo Citi.

• A Cyrela (BOV:CYRE3)e MAC Par irão realizar uma reorganização societária da MAC de forma que os empreendimentos que compõem o banco de terrenos da MAC sejam divididos entre as duas companhias por meio de arranjos societários. Os empreendimentos imobiliários já lançados permanecerão na parceria até a venda da totalidade das unidades, com a consequente distribuição do caixa e recebíveis.

• A Eletrobras (BOV:ELET6) informou que três associações, Abrace, Abividro e Abrafe, ganharam tutela antecipada parcial visando à suspensão dos efeitos sobre suas tarifas do pagamento dos créditos relativos a ativos considerados não depreciados existentes em 31 de maio de 2000 da rede básica, segundo comunicado à CVM.

• O CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) proferiu decisão favorável ao Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) reconhecendo serem inaplicáveis as cobranças de Imposto de Renda e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e ratificando a regularidade dos atos da fusão do Itaú com o Unibanco da forma como foram integralmente aprovados pelo Banco Central, pela CVM e CADE em 2008. Segundo a companhia, a decisão do CARF reafirma seu entendimento de que a operação de fusão foi legítima, bem como sancionadas pelas autoridades competentes, no estrito cumprimento de todos os requisitos legais aplicáveis, inclusive tributários.

• A JSL (BOV:JSLG3) vai adquirir, da controlada Simpar, quatro milhões de ações ordinárias da Movida, pelo preço de R$ 8,00 por ação.

• O acionista controlador da Marfrig (BOV:MRFG3) elevou a fatia na empresa de 34,3% para 35% em março, segundo comunicado à CVM. As compras de ações somaram R$ 23,9 mi, em várias transações ao longo do mês, a preços entre R$ 5,90 e R$ 6,92. As ações da companhia acumularam queda de 8,6% no mês passado, quando eclodiu a Operação Carne Fraca.

• A Justiça nomeou o escritório Arnoldo Wald como administrador judicial da Oi (BOV:OIBR4) em substituição ao papel da PwC na empresa. Ainda no radar da empresa, os credores enviaram carta ao presidente do conselho pedindo mais informações sobre as negociações com credores, segundo cópia do documento, ao qual a Bloomberg teve acesso.

• A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de crédito da dívida corporativa da Petrobras (BOV:PETR4) em um nível, para B1, e alterou a perspectiva de estável para positiva, destacando a melhora contínua do perfil de liquidez da companhia e de suas métricas financeiras nos últimos trimestres.

• A CVM enviou carta à Prumo (BOV:PRML3) na qual diz considerar que Mubadala está alinhada ao interesse dos controladores e não deve ser considerada como titular de ações em circulação para fins da OPA. A CVM determina que Prumo altere e reapresente os documentos da OPA até 19 de abril, excluindo o acionista Mubadala como
detentor de ações em circulação para fins da OPA.

• A Sabesp (BOV:SBSP3) informou ter fechado protocolo de intenções com Guarulhos (SP) para elaborar estudos e avaliações visando o equacionamento das relações comerciais e das dívidas existentes entre o município e a empresa. Em janeiro de 2016, a as duas partes haviam anunciado acordo semelhante mas, em agosto, a empresa suspendeu as negociações com Guarulhos sobre dívida estimada então em R$ 2,3 bilhões, acumulada pela cidade ao longo de 20 anos, devido à falta de consenso entre as partes.

• A Tesla (BOV:TSLA34) superou em valor de mercado a General Motors, tornando-se a montadora de veículos mais valiosa dos EUA, com valor de mercado de US$ 50,98 bilhões.

Bolsas mundiais
O noticiário geopolítico segue no radar dos investidores, mas as bolsas europeias buscam uma sessão de recuperação nesta terça-feira, com o mercado monitorando a reunião do G7, além de acompanharem de perto as tensões no Oriente Médio e na Coreia do Norte. A mídia estatal da Coreia do Norte alertou nesta terça-feira para um ataque nuclear contra os Estados Unidos a qualquer sinal de uma ação militar preventiva dos EUA, enquanto um grupo de ataque da Marinha norte-americana liderado por uma aeronave de propulsão nuclear avançava em direção ao oeste do Pacífico. Já o Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse nesta terça-feira que espera que a reunião agendada em Moscou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, seja produtiva, mas expressou preocupação com a postura de Washington em relação à Coreia do Norte.

Por outro lado, contribuindo para o dia de maior ânimo dos mercados, estão os dados da economia alemã, que teve superávit comercial de 21 bilhões de euros (US$ 22,36 bilhões) em fevereiro, maior que o saldo positivo de 18,9 bilhões de euros de janeiro e acima do superávit previsto de 18 bilhões de euros. Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 2,3% em março ante igual mês do ano passado, mostrando que a taxa anual de inflação britânica ficou estável em relação a fevereiro e no maior nível desde setembro de 2013. O mercado também fica de olho nas eleições da França, com o primeiro turno em 23 de abril.

No mercado de commodities, as tensões políticas seguem pesando em metais em Londres; minério de ferro fica estável perto do menor nível em 5 meses.

Desempenho dos principais índices:
Ibovespa (Brasil) -0,27%

Dow Jones (Estados Unidos) -0,15%

Nasdaq Composite (Estados Unidos) -0,45%

FTSE 100 (Reino Unido) +0,23%

DAX Index (Alemanha) -0,50%

Cac 40 (Reino Unido) -0,1%

Nikkei 225 (Japão) +0,27%

Commodities:
Ouro +1,23%

Prata +1,62%

Cobre -0,02%

Petróleo -0,28%

Petróleo Brent Crude -0,46%

Um pouco de política
Em Brasília, o baixo quórum e a obstrução da oposição levou novamente ao adiamento da votação do projeto que estabelece um plano de recuperação fiscal para os Estados em situação de calamidade financeira. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convocou uma nova sessão para as 11h desta terça-feira para tentar, mais uma vez, aprovar o texto. Além disso, a medida provisória que autoriza a prorrogação e a relicitação de contratos de parceria dos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário, passa a trancar a pauta se não for apreciado pelo plenário da Câmara.

Ainda no radar do mercado, está o noticiário sobre a reforma da previdência. O presidente da comissão que discute a reforma, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disse que dos pontos que foram flexibilizados e estarão no relatório da reforma o que tem tomado mais atenção é em relação a regra de transição. Segundo ele, apesar da complexidade do tema, agora “a regra de transição está meio que no detalhe”. “O debate teve uma intensidade maior de sugestões, solicitações de esclarecimentos, em torno da regra de transição”, disse. Marun disse que defende que não deva ser estabelecida uma idade para a regra de transição, mas sim “um parâmetro” e “idade mínima”.

Ao discursar em jantar na noite da última segunda-feira, em São Paulo, Temer afirmou que está negociando a reforma da Previdência com o Congresso Nacional e que as alterações de pontos do projeto estão sendo feitas dentro uma dinâmica natural de diálogo. Ele ressaltou, no entanto, que o Congresso é o “senhor do processo”. Nesta terça, Temer participa de reunião de líderes da Base Aliada na Câmara dos Deputados e membros titulares e suplentes da Comissão Especial da Reforma da Previdência às 9h. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles também participa da reunião.

A Operação Lava Jato segue no radar dos mercados, principalmente após o depoimento de Marcelo Odebrecht a Sérgio Moro, que foi vazado e gerou críticas do juiz. No depoimento, Odebrecht confirmou que o ex-presidente Lula é o ‘amigo’ da planilha de propinas milionárias da empreiteira e ainda disse que ‘Italiano’ – alcunha também lançada na planilha – é uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda/Casa Civil/Governos Lula e Dilma) e ‘Pós Itália’ referência a Guido Mantega, que também ocupou a pasta da Fazenda.

Odebrecht também confirmou todos os repasses anotados na planilha do Setor de Operações Estruturadas, que ficou conhecida como departamento de propinas da empreiteira. A primeira versão da planilha, de 31 de junho de 2012, informa que havia R$ 23 milhões à disposição de Lula, identificado pelo codinome “Amigo”. A segunda versão, datada de 31 de março de 2014, aponta um saldo de R$ 10 milhões para o codinome “Amigo”. Segundo o depoimento, a diferença de R$ 13 milhões teria sido sacada entre os 21 meses que separam as duas versões do documento. Odebrecht apontou que os saques para Lula teriam sido identificados na tabela “Programa B”. “B” é uma referência a Branislav Kontic, que retirava o dinheiro em espécie e entregava ao petista, afirmou o empresário.

Agenda de indicadores
Sem indicadores domésticos de destaque, as atenções dos investidores se voltam para os estoques de petróleo dos EUA, às 13h, e para o discurso do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, às 14h45. No fim do dia, às 22h30, saem o CPI e o PPI da China, com os números da inflação aos consumidores e aos produtores.

Mais cedo, foram conhecidos os números do CPI do Reino Unido, o índice de expectativas da Alemanha e a produção industrial da zona do euro.

No Brasil, hoje tem início o primeiro dos dois dias da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com a perspectiva de aceleração no ritmo de cortes para 1 ponto percentual.

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