Consulte a Bússola de Investimentos ADVFN desta terça-feira, dia 18

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• A Braskem (BOV:BRKM5) informou que não cogita transferir a sede do seu Complexo Petroquímico do México para os EUA e para nenhum outro país, segundo comunicado enviado por e-mail, em resposta a reportagem do Valor Econômico.

• A Cyrela (BOV:CYRE3) encerrou o primeiro trimestre com volume de lançamentos de R$ 612 milhões, mantendo o mesmo nível realizado no primeiro trimestre do ano passado. As vendas no trimestre somaram R$ 520 milhões, queda de 4% na comparação anual.

• O Bradesco BBI rebaixou a Embraer (BOV:EMBR3) para underperform por avaliação de riscos, com o preço-alvo do ADR sendo reduzido de US$ 22 para US$ 18. A entrega de cerca de 100 aviões em 2017 encolherá backlog do E1 para 51 aeronaves em 2018/2019. O banco vê 2-3 anos de turbulência durante a transição de E1 para E2, próxima geração de jatos regionais; contudo, o E2 será produto competitivo. A Embraer deve entregar 9 E2s em 2018 e 35 em 2019, insuficiente para evitar contração de lucros líquidos. A margem será reduzida em 2017 devido ao fim de isenção fiscal. O Bradesco BBI reduziu estimativas de entrega de aeronaves para 88 e 83 em 2018/19, abaixo de 99 e 100 anteriormente; estimativas reduzidas para Ebit 2017/18 em 4% e 20%, respectivamente.

• A Engie (BOV:EGIE3) decidiu que vai participar do leilão de transmissão da ANEEL. A companhia vai contratar todas as garantias necessárias para participação no leilão.

• A Localiza (BOV:RENT3) aprovou a emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 700 milhões. Os recursos serão utilizados para recomposição de caixa da companhia.

• A Marfrig (BOV:MRFG3) foi elevada pelo Bradesco BBI para outperform após seis anos com recomendação neutra/underperform.

• A MRV (BOV:MRVE3) registrou recorde histórico de lançamentos para o primeiro trimestre, atingindo R$ 1,2 bilhão. A companhia acumulou vendas de R$ 1,3 bilhão no período, aumento de 7% na comparação anual.

• Apesar de ser alvo da maior recuperação judicial do País e de ter fechado 2016 no vermelho, a Oi (BOV:OIBR4) pretende pagar, em média, R$ 15,3 milhões a cada um de seus três diretores estatutários em 2017, informa o Estadão. A remuneração é mais de quatro vezes superior à estimada pelas rivais Vivo e Tim. O total a ser pago pela Oi aos executivos deve somar R$ 45,8 milhões caso o valor seja aprovado na assembleia do dia 28 de abril, contra R$ 10,9 milhões na Vivo e R$ 27,2 milhões na Tim, que tem cinco diretores a mais.

• A Justiça concedeu liminar, em ação popular, para suspender a cessão da participação da Petrobras (BOV:PETR4) no bloco exploratório BM-S-8 (Campo de Carcará) para a Statoil (NYSE:STO). A operação já foi finalizada e o valor recebido de US$ 1,25 bilhão já foi gasto informou a companhia. A Petrobras afirmou que tomará as medidas judiciais cabíveis.

• Os analistas do Credit Suisse elevaram a recomendação da Qualicorp (BOV:QUAL3) para outperform, com preço-alvo de R$ 26 por ação. O novo preço-alvo está refletindo: (1) novas estimativas macroeconômicas; (2) resultado de 2016; e (3) mudança na dinâmica do negócio da empresa. “Estruturalmente preferiríamos ver um crescimento sólido de top line com a combinação de crescimento orgânico e aumento de preços mais modestos, mas enquanto a economia nao recupera, esperamos que aumento de preço de dois dígitos seja o principal fator do crescimento de receita. Os analistas acreditam que nossas estimativas estão conservadoras e esperamos uma compressão de margem de 30 ponto-base no curto prazo, refletindo um aumento de provisões”.

• Depois de cair 22% nos últimos 30 dias, o Credit Suisse elevou a recomendação do Santander Brasil (BOV:SANB11) para outperform e revisou o preço-alvo para R$ 30 por ação (de R$32), uma vez que as estimativas foram praticamente mantidas. O novo preço-alvo implica em um preço-alvo de 23%. “Nos preços atuais, SANB11 está negociando a 8.8 vezes o preço sobre o lucro e 1,5 vez a relação entre o preço e o book value, “o que nos parece atrativo ao considerar crescimento de lucro por ação de 22.4% CAGR entre 2016 e 2019, o ROE sustentável de 19.4% e um dividend yield médio de 9.4% para 2017-18”, afirmam os analistas.

• A Usiminas (BOV:USIM5) confirmou que nos dois primeiros meses de 2017 apurou lucro líquido de R$ 121 milhões. Os dados não são definitivos, estando sujeitos à revisão dos auditores externos.

• Em entrevista à rede de notícias Reuters, o varejista francês Casino afirmou que não tem prazo para vender sua participação na Via Varejo (BOV:VVAR11).

Bolsas mundiais
Na volta do feriado prolongado da Pascoa, os mercados europeus registram mau humor e operam em baixa, em meio às incertezas quanto às eleições presidenciais na França no próximo domingo e a possível antecipação das eleições parlamentares no Reino Unido para junho. A primeira-ministra britânica Thereza May anunciou que irá convocar eleições gerais antecipadas para 8 de junho, numa iniciativa que lhe dará maior margem de manobra para o “Brexit” caso ela seja vitoriosa. Em meio a esse anúncio, a bolsa de Londres acentuou as perdas e cai cerca de 1,6%, enquanto a libra avança 0,8%.

Na Ásia, os principais índices acionários da China caíram pela terceira sessão seguida nesta terça-feira em meio a preocupações com o aumento das regulações e a sustentabilidade do crescimento econômico do país. Esse movimento ocorreu apesar da recuperação do setor industrial da China, que responde por cerca de um terço da economia, levou ao crescimento melhor do que o esperado da China no primeiro trimestre diante do aumento das encomendas para exportação e do recorde na produção de aço. Dados divulgados nesta terça-feira pela Agência Nacional de Estatísticas mostraram que o setor industrial cresceu 6,5 por cento no primeiro trimestre ante o ano anterior, ritmo mais forte desde o quarto trimestre de 2014.

No restante da região, a confiança piorava diante do aumento das tensões sobre a Coreia do Norte e às 7:06 (horário de Brasília) o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 0,92 por cento.

No mercado de commodities, mais um dia de expressiva queda para o minério de ferro: o minério cai em Dalian após Citigroup dizer que espera queda do produto diante da perspectiva de oferta excessiva e desaceleração da demanda chinesa.

Desempenho dos principais índices:
Ibovespa (Brasil) -0,35%

Dow Jones (Estados Unidos) -0,73%

Nasdaq Composite (Estados Unidos) -0,30%

FTSE 100 (Reino Unido) -2,46%

DAX Index (Alemanha) -0,90%

Cac 40 (Reino Unido) -1,6%

Nikkei 225 (Japão) +0,35%

Commodities:
Ouro +0,43%

Prata -1,00%

Cobre -2,89%

Petróleo -1,03%

Petróleo Brent Crude -1,35%

Um pouco de política
As revelações da delação da Odebrecht seguem no radar dos mercados. De acordo com delatores, o ministro da Casa Civil do governo Michel Temer, Eliseu Padilha, um dos nomes fortes do governo, pediu, recebeu e gerenciou propinas e caixa dois durante os últimos três governos federais, conforme aponta o jornal Folha de S. Paulo de hoje. Desde FHC, passando por Lula e chegando a Dilma Rousseff, o atual chefe da Casa Civil foi encarregado de arrecadar ao menos R$ 11,5 milhões junto à empreiteira.

Além disso, nesta data, o STJ deve julgar o pedido de liberdade do ex-ministro Antônio Palocci. Contudo, conforme aponta a Folha de S. Paulo, o próprio Palocci vê como mínimas as chances de uma decisão favorável e caminha para fechar um acordo de delação premiada.

Ainda sobre o assunto Lava Jato, Temer disse,em entrevista ao SBT na noite de ontem, não estar preocupado com uma possível delação de Eduardo Cunha, preso desde outubro do ano passado, que possa envolvê-lo. “Não sei o que ele pretende fazer, não estou preocupado com o que ele venha a fazer. Espero que ele seja muito feliz. Espero que se justifique em relação a todos os eventuais problemas que tenha tido. Acho que ele foi um deputado muito atuante, muito eficiente no exercício da legislatura. Mas não sei o que ele vai fazer, não tenho que me incomodar com isso”.

Agenda de indicadores
O destaque doméstico é a ata da reunião do Copom, que saiu mais cedo, o leilão tradicional de NTN-B, que o Tesouro Nacional realiza às 11h30. Nos EUA, foco nos dados do setor imobiliário, às 9h30, no discurso da presidente regional do Fed do Kansas, Esther George, às 10h, e na produção industrial, às 10h15.

Em Brasília, as atenções se voltam para a apresentação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial que trata do tema, prevista para as 11h. Segundo o relator do projeto, Arthur Maia (PPS-BA), ficaram acertadas mudanças nas regras que eliminam a idade mínima para que uma pessoa entre na regra de transição da reforma e nas que propõem aposentadorias especiais de professores, policiais, trabalhadores rurais e benefícios assistenciais e pensões. A apresentação nesta terça, no entanto, não garante o avanço da pauta, já que os deputados podem pedir para votar em separado algumas das 130 emendas apresentadas e que não tenham sido acolhidas pelo relator.

No Senado, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que pretende por fim ao foro privilegiado e que já já estava pronta para votação no Plenário voltou para análise da CCJ, após decisão de que ela tramitasse em conjunto com outra proposta de emenda constitucional. A mudança atrasa a tramitação do tema na Casa.

Além disso, às 8h, o Copom divulgou a ata da última reunião, na semana passada, que cortou a Selic em 1 ponto percentual. A ata apontou que a extensão do ciclo de corte da Selic dependerá de estimativas da taxa de juros estrutural, que continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê. A extensão do ciclo de corte ainda dependerá de fatores de risco e projeções de inflação, assim como o grau de antecipação dependerá da evolução da atividade e dos fatores de risco. O Comitê afirmou considerar o atual ritmo de corte de juros como adequado.

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