IBC-Br registrou crescimento anual de 1,05% em Março de 2017

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De acordo com o Banco Central (BC), o IBC-Br teve alta de 1,05% em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, sem a realização de ajustes sazonais. Todos os meses do ano passado apresentaram forte retração anual nesse tipo de comparação. No primeiro mês de 2017, após a revisão dos dados, o IBC-Br anual apresentou um crescimento de 0,42%. No mês anterior, no entanto, o indicador voltou a cair: -0,65%.

Segundo os números divulgados pela autoridade monetária, o IBC-Br observado (sem ajustes sazonais) encerrou o terceiro mês de 2017 com 141,72 pontos. Os valores apurados nos meses anteriores foram: 129,68 em fevereiro de 2017, 129,03 em janeiro de 2017, 133,95 em dezembro de 2016, 133,03 em novembro de 2016, 133,32 em outubro de 2016, 133,72 em setembro de 2016, 137,87 em agosto de 2016, 136,45 em julho de 2016, 135,14 em junho de 2016, de 133,32 em maio de 2016, 135,65 em abril de 2016, 140,25 em março de 2016, 130,53 em fevereiro de 2016 e 128,49 em janeiro de 2016. Todos os valores foram revisados.

Verificando a variação anual do indicador dessacionalizado, ou seja, indicador que sofreu a realização de ajustes sazonais, a economia brasileira está 0,68% maior em março de 2017 na comparação com o mesmo mês do último ano, uma vez que o indicador passou de 140,25 pontos para 141,72 pontos. Na série dessacionalizada, também houve retração anual do indicador em todos os meses de 2016. A taxa de retração anual vinha diminuindo gradativamente até dezembro, quando teve uma ligeira alta, voltando a cair no primeiro mês deste ano. Nos dois últimos meses, no entanto, o indicador virou, apresentando crescimento.

Clique aqui e confira mais detalhes sobre o IBC-Br de Março de 2017.

 

IBC-Br

O indicador do Banco Central é visto pelo mercado financeiro como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

JL Torres é Sócio-Diretor da ADVFN Brasil. Além de ser um dos principais colaboradores do Jornal ADVFN, também é responsável pelas newsletters Mercado Diário e Semanário Bovespa

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