IBC-Br registrou retração mensal de 0,44% em Março de 2017

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O nível de atividade da economia brasileira aferido mensalmente pelo Banco Central (BC) retraiu no terceiro mês do ano. De acordo com a autoridade monetária, o IBC-Br teve queda de 0,44% em março de 2017, na comparação com o mês anterior, após a realização de ajustes sazonais. Nos últimos doze meses, Maio, Junho, Julho e Dezembro tinham sido os únicos meses nos quais o indicador conseguiu registrar retração econômica mensal.

Segundo os números divulgados pela autoridade monetária, o IBC-Br encerrou o terceiro mês de 2017 com 135,23 pontos. Com a realização dos ajustes sazonais, os valores apurados nos meses anteriores foram revisados de 135,42 para 135,83 em fevereiro de 2017, de 133,67 para 133,99 em janeiro de 2017, de 132,84 para 133,50 em dezembro de 2016, de 132,96 para 133,56 em novembro de 2016, de 132,85 para 133,50 em outubro de 2016, de 133,09 para 133,50 em setembro de 2016, de 133,00 para 133,42 em agosto de 2016, de 133,88 para 134,30 em julho de 2016, de 133,97 para 134,35 em junho de 2016, de 133,57 para 133,88 em maio de 2016, de 134,02 para 134,39 em abril de 2016, de 133,93 para 134,32 em março de 2016, de 134,77 para 135,13 em fevereiro de 2016 e de 135,35 para 135,76 em janeiro de 2016.

Avaliando a variação mensal do indicador observado, ou seja, a oscilação de um mês para o outro sem a realização de ajustes sazonais, houve crescimento de 9,28% na economia brasileira entre fevereiro e março de 2017, quando o indicador passou de 129,68 pontos para 141,72 pontos. Nos últimos catorze meses, na série observada, apenas janeiro de 2017 e os meses de janeiro, abril, maio, setembro, outubro e novembro de 2016 registraram retração mensal. Nos outros sete meses, o IBC-Br registrou expansão.

Clique aqui e confira mais detalhes sobre o IBC-Br de Março de 2017.

 

IBC-Br

O indicador do Banco Central é visto pelo mercado financeiro como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

JL Torres é Sócio-Diretor da ADVFN Brasil. Além de ser um dos principais colaboradores do Jornal ADVFN, também é responsável pelas newsletters Mercado Diário e Semanário Bovespa

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