Agenda americana cheia e mercados globais

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Mercados Globais

 

Em um dia de queda generalizada na Europa, mercados americanos terão uma agenda relativamente cheia no início dos negócios. Nos Estados Unidos haverá discurso de diversos dirigentes do Fed: Bullard (12:15), Mester (13:40) e Powell (15:15). Às 10:45, o Markit Economics divulgará o PMI industrial e de serviço dos EUA e às 11:00, investidores se atentarão a um indicador aguardado com otimismo — venda de novas casas. Após a divulgação de quarta-feira, que mostrou dados mais robustos para as vendas de casas usadas, é possível que o indicador de hoje atue de forma similar. Em abril houve venda de 569 novas casas, com estimativa (em verde) de 597 novas casas:

vendadecasasnovas

O dólar index apresenta queda de 0,17% e os índices futuros são mistos, mas próximos da estabilidade: DJIA F (-0.13%), S&P F (+0,04%) e NASDAQ F (-0,07%).

O petróleo, mesmo acumulando queda semanal nos preços, adquiri leves ganhos de 0,25% em Nymex. É provável que a commodity opere próximo deste nível até que seja divulgado a contagem de sondas Baker Hughes, definindo assim, se os EUA continua empenhado em aumentar sua produção (o que é provável) ou se houve redução em seu número de plataformas.

Na Ásia, o Dow tem alta de 0,21%. Xangai fechou em alta de 0,33% e busca renovar sua máxima de junho. Hong Kong (-0,02%) e Tóquio (+0,11%).

Na Europa, mercados negociam em meio a queda do Stoxx 600 (-0,34%) e um PMI composto misto.  Frankfurt (-0,70%) e Madri (-0,83%) registram uma das maiores quedas. Paris (-0,45%), Londres (-0,18%) e Milão (-0,69%) também caem. As treasuries de 10 anos sobem, assim como o euro (+0,21%).

A Zona do Euro aproveita o seu melhor trimestre, mas sofre uma desaceleração no mês, com resultados desapontadores no núcleo da atividade econômica na Europa — Alemanha e França. Mesmo com desaceleração em junho, a expansão do PMI é certamente a mais forte em seis anos, permanecendo historicamente consistente com o PIB. Ademais, a Zona do Euro continua a maior geração de empregos em quase uma década. Veja o índice abaixo, em comparação com o PIB:

pmi

 

Brasil

 

Dólar em queda e DI estável, em um pregão que abriu relativamente calmo. O índice de preços ao consumidor da FGV apresentou uma nova queda nesta semana, veja abaixo a variação, segundo as classes de despesas:

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O maior impacto deflacionário veio de Habitação (0,44% para -0,18%), devido a redução da tarifa de eletricidade residencial. Alimentação e Transportes continua em um movimento favorável, com queda de carnes bovinas (0,13% para -0,88%) e gasolina (-0,89% para -1,53%), respectivamente.

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