Resultados trimestrais e repercussões das decisões para taxa de juros no Brasil e EUA

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Mercados Globais

Após um pregão morno na Ásia, as bolsas da Europa estão em alta significativa. O otimismo nos negócios, a despeito das incertezas geopolíticas, está turbinando os negócios no continente. Hoje o instituto alemão IFO Institute divulgou seu índice do Clima de Negócios e ele veio em seu nível histórico mais elevado. O índice bateu 116, depois de ter atingido 115,2 em junho.

A decisão do Federal Reserve de ontem surpreendeu os mercados por não dar um sinal objetivo acerca da normalização da oferta monetária. Na reunião anterior o FOMC, comitê de política monetária, havia sinalizado a intenção de retirar US$ 50 bilhões por mês a partir de julho e deixou a porta aberta para mais um aumento dos juros básicos, os fed funds. O FOMC decidiu retirar qualquer compromisso objetivo com a redução da liquidez ou com alta dos juros. Esse foi um sinal dovish (baixista de juros) da diretoria do BC e fez com que o dólar acelerasse suas quedas em relação às moedas chave.

O destaque do dia vai para o Facebook, cujas ações sobem 7,5% no pré mercado da Nasdaq. A ação bate seu valor mais alto na história, fazendo a empresa bater mais de US$ 500 bilhões de valor de mercado. A novidade da empresa veio de sua área de vendas de anúncios para telefones celulares, que cresceu mais de 50% no trimestre. Suas ações subiram 44% no ano e fazem parte do grupo de empresas que têm impulsionado esse mercado altista, veja o gráfico da ação:

Brasil

No Brasil, haverá divulgação de uma série de resultados: Vale, Bradesco, AMBEV, Natura, Tractbel, Raia, Klabin, Estácio, Grendene, Multiplan, Copasa, Ecorodovias e Fleury. A Vale surpreendeu com um resultado de US$ 16 MM, quando as expectativas eram de US$ 530 MM. A receita líquida e o EBITDA vieram em linha, o que pode jogar a explicação do resultado para a variação financeira, decorrente da oscilação financeira. Após a conferência telefônica da empresa, soltaremos um post em nosso site. Os ADRs da empresa estão em alta no pré-mercado de Nova York.

A FGV divulgou o índice de confiança da indústria e ela veio em alta em julho, após a queda em junho, veja o gráfico:

 

 

A recuperação da confiança da indústria é importante após a divulgação, ontem, da queda da confiança do varejo. A economia espera alguns impulsos para ter uma recuperação efetiva da atividade econômica, ainda pressionada pelas expectativas ruins vindas do fiscal, que teve notícias muito ruins ontem, e pela crise política, que terá a votação na Câmara, na próxima terça, da autorização de investigação de Michel Temer. O déficit anunciado ontem pelo Tesouro foi de R$ 19,798 bilhões em junho e de R$ 56,092 no primeiro semestre, piores valores da história. A meta de R$ 139 bilhões está seriamente ameaçada, o que aumenta muito a probabilidade de alta de impostos até o fim do ano.

 

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