Ações da Cesp sobem após divulgação de preço do edital de privatização

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Segundo a Reuters, o edital de privatização da elétrica paulista Cesp (BOV:CESP6), publicado hoje (03/08), prevê um preço de R$16,80 por ação para a venda do bloco de controle da companhia pelo governo do Estado de São Paulo. Isso poderá movimentar aproximadamente 1,956 bilhões de reais na licitação, prevista para 26 de setembro na B3.

No meio do dia, as suas ações operavam em alta de mais de 3%, a R$16,64, após terem subido 4% no início do pregão, com o preço para a licitação divulgado. No mesmo período, o Ibovespa recuava 0,28%.

O leilão oferecerá a investidores as ações preferenciais do governo paulista no bloco de controle da Cesp, o que representa 40,6% do capital social total da companhia. o certame deverá envolver ainda a oferta de ações ordinárias que representam cerca de 5% do capital aos empregados da companhia. O vencedor do leilão deverá se comprometer a comprar todas as ações que eventualmente sobrarem após a oferta aos empregados.

O governo paulista vinha há tempos ensaiando uma privatização da estatal, e retomou os planos no ano passado, após uma melhoria do ânimo de investidores em relação a ativos no setor elétrico do Brasil, que ofereceu uma perspectiva de melhor arrecadação na venda da companhia.

Segundo o edital, o vencedor da licitação pela Cesp deverá pagar o valor ofertado à vista, no quinto dia útil após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar a transferência do controle da empresa.

Os interessados deverão apresentar sua proposta pela elétrica na sede da B3 em 18 de setembro, enquanto a sessão pública do leilão acontecerá no dia 26. Cada participante da licitação poderá apresentar um lance, sendo que se houver diferença menor que 10 por cento entre as propostas, haverá uma disputa em viva-voz, na qual os interessados poderão apresentar novas ofertas pela empresa até a definição de um vencedor.

O contrato de compra e venda das ações da Cesp que deverá ser assinado pelo vencedor do leilão de privatização prevê ainda um mecanismo para assegurar ganhos futuros ao governo paulista, caso o novo controlador da empresa consiga negociar condições favoráveis em uma disputa judicial com a União. O governo de São Paulo entende ter direito a indenizações adicionais por usinas da Cesp que foram relicitadas pela União após o final do contrato de concessão.

Um fator que pode limitar o interesse na privatização da empresa, no entanto, é o prazo de concessão das usinas da companhia, que vencem entre 2020 e 2028.

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