Cautela sob os mercados; investidores olham para o Jackson Hole

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Índices futuros de Wall Street em leve queda, sinalizando uma cautela dos investidores nesta segunda-feira (21/08). A agenda econômica diária é modesta, mas o mercado já aguarda o principal evento da semana, conhecido como Jackson Hole. Este evento ocorre anualmente e reúne ministros das finanças, bancos centrais, acadêmicos e importantes casas do mercado financeiro. Sendo assim, o mercado espera obter informações valiosas sobretudo a respeito da flexibilização quantitativa do Fed.

Às 09:30, o Federal Reserve de Chicago divulgou o seu índice de atividade nacional, que apresentou uma queda pouco relevante em sua tendência de crescimento, de 0,01. O índice não movimentou o pré-mercado americano, que se preocupa com as tensões (novamente) entre os EUA e Coreia do Norte. Ademais, Donald Trump fará um pronunciamento televisionado (sem horário definido) sobre a estratégia para a guerra no Afeganistão.

As tensões geopolíticas, inevitavelmente, afetam os mercados globais: Stoxx 600 (-0,07%), Paris (-0,42%), Frankfurt (-0,46%) e Londres (-0,02%). Na Ásia, Tóquio (-0,40%), Hong Kong (+0,40%) e Xangai (+0,56%). Mercado acionário chinês continua a registrar altas e se descola das demais bolsas asiáticas, como a de Tóquio e Singapura.

Ainda em relação à China, o minério de ferro 62%, cotado no porto de Qingdao, registrou alta de 2,40% e atinge o preço de US$ 79,81 a tonelada seca. Isto fez com que ações de mineradoras subissem ao redor do mundo. O petróleo WTI tem uma queda de 0,68%.

Brasil

No Brasil, o mercado local abriu em leve alta, próximo da estabilidade, enquanto o dólar renova mínimas, sendo negociado próximo de R$ 3,13. Já o DI para 2021 vai a 9,410. O foco no mercado local é misto. Além da influência do mercado externo, é possível que os agentes já comecem a precificar a votação do parecer da Medida Provisória 777 e a votação para o projeto de reforma política. Os ativos relacionados ao minério de ferro lideram as altas até o momento.

Quanto aos indicadores divulgados no dia, mercado continua a indicar um novo corte para a Selic em setembro, projetando um corte de 0,75 ponto percentual; e indicando manutenção em dezembro.

Além disso, o monitor do PIB aponta retração de 0,24% no segundo trimestre, com uma grande retração da formação bruta de capital fixo (-5,1%). Ainda na comparação trimestral, a importação retraiu 1,8% e a exportação apresentou crescimento de 3,2%, de acordo com o IBRE.

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