Citi avalia ações dos principais bancos na B3

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O Citi cortou a recomendação para as ações do Itaú (BOV:ITUB4) de compra para neutra após observar que os papéis estão caros na B3, mostra um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (25/08). “O valuation mais rico e incertezas macroeconômicas que afetam as tendências operacionais, nos fazem questionar nossa recomendação”, avalia o analista Jorg Friedemann.

Segundo o analista, os resultados do segundo trimestre vieram em linha com o esperado, mas a taxa Selic menor e a demanda por empréstimos explicam as revisões das estimativas para 2018. As ações negociam, estima o Citi, a um múltiplo de preço sobre o lucro (P/L) a 10,6 vezes, mais de um desvio acima da média histórica dos últimos cinco anos.

Setor

Para o Citi, os balanços dos principais bancos do setor vieram em linha com as projeções, mas duas forças opostas tornam o cenário mais conturbado.

“Uma política mais suave pode apoiar uma mudança na agenda política das reformas estruturais e redução do risco país. Assim, removemos a recomendação alto risco para todos os bancos brasileiros. No entanto, a tendência de recuperação gradual da economia brasileira atrasa o crescimento do crédito, o que reduz as estimativas de lucro por ação”, diz Friedemann.

Bancos

O analista cortou a projeção para o lucro do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) em 3,7% e 3,9% para 2017 e 2018, respectivamente, mas manteve o preço-alvo em R$ 38.

“Nossa recomendação para as ações do Banco do Brasil consiste: 1) tese preservada, com crescimento de 18,3% do lucro por ação em 2018, 2) avaliação de um desconto de 32%, com as ações negociando em 7,1 vezes o P/L”, explica. A recomendação é de compra.

Já para o Santander Brasil (BOV:SANB11), a estimativa é mais favorável, e depois de outro trimestre de bons resultados, o lucro líquido esperado para 2017 e 2018 foi revisado positivamente em 5,1% e 5,6%. O preço-alvo é de R$ 28 e a recomendação é neutra por conta de um “valuation esticado” em relação aos pares.

Por fim, o Bradesco (BOV:BBDC4) se apresenta com uma melhora na qualidade dos ativos e com a esperança de que os custos mais baixos tragam trimestres mais favoráveis. Com isso, a projeção para o lucro por ação foi melhorada em 3,2% para 2017. A demanda por crédito ainda lenta e a taxa Selic menor levou, contudo, a uma revisão nas estimativas para 2018, com um aumento de 1,4% para o lucro por ação do período.

A recomendação é neutra, apesar do aumento do preço-alvo para R$ 34.

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