Em Junho, varejo brasileiro interrompeu sequencia de nove trimestres consecutivos de taxas negativas

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Em bases trimestrais, o volume do comércio varejista, ao registrar expansão de 2,5% no segundo trimestre de 2017, interrompeu nove trimestres consecutivos de taxas negativas nesse tipo de confronto, ambas comparações em relação a igual trimestre do ano anterior.

O aumento no ritmo de vendas do varejo na passagem do primeiro (-2,7%) para o segundo trimestre de 2017 (2,5%) foi observado em todas as atividades, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de -11,2% para 7,5%);Outros artigos de uso pessoal e doméstico (de -5,3% para 3,6%); e Móveis e eletrodomésticos(de 3,0% para 8,9%).

O comércio varejista ampliado mostrou desempenho semelhante ao mostrar avanço de 2,9% no segundo trimestre do ano, interrompendo doze trimestres de taxas negativas seguidas. Esse movimento foi particularmente influenciado pelo desempenho observado em Veículos, motos, partes e peças, que reduz significativamente o ritmo de queda ao registrar variação de -1,0% no segundo trimestre, após recuo de 7,7% assinalado no primeiro trimestre do ano de 2017, enquanto o setor de Material de construção avançou de 4,3% para 5,1% no segundo trimestre.

 

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em junho de 2017.

 

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