Itaú: lucro acima do esperado agrada analistas, que recomendam compra

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O Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) registrou no segundo trimestre um lucro não recorrente de R$ 6,17 bilhões e um ROE (em inglês, Return on Equity , Retorno sobre Patrimônio Líquido, taxa de retorno do investimento dos acionistas na empresa) de 21,2%. O resultado representa alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado e superou a projeção de boa parte dos analistas, que esperavam lucro de R$ 6 bilhões.

“O lucro líquido ficou 3% acima do consenso e em linha com nossas estimativas, com maior renda provinda de juros compensando maiores provisões para perdas”, destaca relatório da Citi Corretora.

O otimismo com os resultados se refletiu na alta de papéis do setor bancário na Bovespa, onde as ações preferenciais (PNs) do Itaú Unibanco subiam 3,24% após o horário do almoço. “O resultado do Itaú foi melhor do que o esperado, com queda na inadimplência, que gerou uma menor provisão para devedores duvidosos; expansão na margem financeira com clientes e no controle de gastos, resultados bastante positivos”, avaliaram os analistas da XP Investimentos. “Reiteramos nossa visão positiva para as ações do banco.”

A equipe do Citi também espera uma reação positiva diante dos resultados do banco no segundo trimestre, que apontaram manutenção da lucratividade e tendências positivas de qualidade para os ativos. “Adicionalmente, embora em linha com nossas estimativas, o lucro líquido ficou acima do consenso”, afirma o Citi em relatório. “Enquanto o crescimento dos empréstimos permaneceu sob pressão, a administração reiterou o guidance (0-4% de crescimento) – o que poderia sugerir que uma melhor tendência é esperada para o segundo semestre”, ressaltam os analistas em relatório.

À primeira vista, os resultados do balanço parecem positivos, diz o BB Investimentos, com um lucro 1,3% superior ao esperado pelo banco. “O Itaú entregou outro resultado trimestral positivo, mantendo o nível de ROE em alta, apesar de muitos ajustes contáveis”, diz o BB. O resultado bom, porém, já era esperado, o que reduziu seu impacto no mercado. “Em suma, mantemos nossa visão de alta para o Itaú, e a recomendação de compra (Outperform) para os papéis.” As ações do Itaú continuam sendo a principal escolha no setor financeiro brasileiro do BB Investimentos, com preço-alvo de R$ 48,00.

UBS vê pontos fortes e fracos, mas recomenda compra

Os principais pontos positivos no desempenho do Itaú Unibanco, na avaliação do UBS foram: provisões mais baixas, melhorias no volume de empréstimos em atraso (Non Performed Loans, NPL), menor criação de NPL, Margem Líquida de Intermediação Financeira (NIM, que compara os ganhos com empréstimos com o custo dos recursos para emprestar) resiliente, recuperação de carteira de crédito uma situação de capital bastante confortável que abre espaço para maior retorno desse capital para os investidores. Os negativos: resultado do seguro, índice de eficiência, menores ganhos de tesouraria e maior tributação.

“Esperamos uma reação positiva ao mercado”, destacam os analistas do UBS. Segundo o relatório do banco suíço, os resultados do segundo trimestre do Itaú mostram uma melhoria adicional na qualidade dos ativos, um ponto de inflexão no crescimento geral dos empréstimos (embora, no mercado em geral, eles tenham permanecido em território negativo), bem como uma posição de capital mais forte, que provavelmente abrirá caminho para que mais capital seja devolvido aos acionistas.

“Mantemos nossa indicação de compra para Itaú, com preço justo de R$ 48,00”, diz o UBS, que estima que as ações do banco estão sendo negociadas a um preço que equivale a 9,1 vezes seu lucro (P/L, relação que dá uma ideia de quantos anos o investidor teria o retorno de seu investimento em lucros) e a 1,8 vezes seu valor patrimonial (P/Valor Patrimonial), segundo estimativas para 2018.

 

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