Produção industrial no Rio de Janeiro em Junho de 2017

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Em junho de 2017, a produção industrial do Rio de Janeiro ajustada sazonalmente mostrou expansão de 3,1% frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar duas taxas negativas consecutivas neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 3,6%.

Com isso, ainda na série livre de influências sazonais, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,2% no trimestre encerrado em junho de 2017 frente ao patamar do mês anterior, reduzindo, assim, o ritmo de perda frente ao resultado do mês de maio (-0,9%).

A produção industrial fluminense mostrou variação negativa de 0,1% no índice mensal de junho de 2017, interrompendo a sequência de nove meses de taxas positivas consecutivas neste tipo de confronto. Na análise trimestral, o segundo trimestre de 2017 (1,8%) registrou perda de dinamismo frente ao observado nos três primeiros meses do ano (5,6%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O índice acumulado de janeiro a junho de 2017 avançou 3,6% frente a igual período do ano passado. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 1,8% em junho de 2017, manteve a trajetória ascendente iniciada em maio de 2016 (-9,2%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial do Rio de Janeiro apontou variação negativa de 0,1% em junho de 2017, com apenas seis das quatorze atividades investigadas mostrando queda na produção. O principal impacto negativo foi registrado pelo setor de produtos alimentícios (-28,7%), pressionado, em grande parte, pela menor produção de sorvetes, biscoitos, preparações e conservas de peixes, pães, farinha de trigo e carnes e miudezas de aves congeladas. Outras pressões negativas importantes vieram das atividades de impressão e reprodução de gravações (-38,3%), de outros produtos químicos (-14,1%) e de produtos de minerais não-metálicos (-12,2%), influenciadas, principalmente, pelo recuo na fabricação dos itens impressos de segurança, na primeira; inseticidas para uso na agricultura, preparações catalíticas para craqueamento de petróleo, tintas e vernizes para impressão e misturas de substâncias odoríferas utilizadas como matérias básica para indústrias, na segunda; e chapas, painéis, ladrilhos, telhas e outros artefatos de fibrocimento, massa de concreto preparada para construção, vidro flotado e desbastado ou polido, argamassas e tijolos perfurados, na última. Por outro lado, a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria foi assinalada por metalurgia (14,8%), impulsionada, em grande medida, pelo crescimento na produção dos itens bobinas a quente e a frio de aços ao carbono, folhas-de-flandres e bobinas grossas de aços ao carbono. Vale citar também os avanços vindos de indústrias extrativas (1,5%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%) e de bebidas (9,9%), explicados, especialmente, pela maior produção de gás natural, no primeiro ramo; de gás liquefeito de petróleo e óleos combustíveis, no segundo; e de cervejas e chope, no último.

No índice acumulado do primeiro semestre de 2017, a produção industrial do Rio de Janeiro apontou expansão de 3,6% frente a igual período do ano anterior, com apenas seis das quatorze atividades investigadas mostrando aumento na produção. Os principais impactos positivos foram registrados pelos setores de indústrias extrativas (7,7%) e de metalurgia (33,3%), impulsionados, em grande parte, pela maior produção de óleos brutos de petróleo e gás natural; e de bobinas a quente de aços ao carbono, folhas-de-flandres, bobinas a frio de aços ao carbono, bobinas grossas de aços ao carbono e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono, respectivamente. Outras pressões positivas importantes vieram dos ramos de veículos automotores, reboques e carrocerias (18,6%), de produtos de metal (9,2%) e de bebidas (5,2%), influenciados, principalmente, pelos avanços nos itens automóveis, no primeiro; esquadrias de alumínio e recipientes de ferro e aço para o transporte ou armazenagem de gases comprimidos ou liquefeitos, no segundo; e cervejas e chope, no último. Por outro lado, a contribuição negativa mais relevante sobre o total da indústria foi assinalada pela atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,8%), pressionada, em grande medida, pelo recuo na produção dos itens óleo diesel e gasolina automotiva.

 

Pesquisa Industrial Mensal

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor industrial brasileiro. Essa pesquisa avalia o comportamento da produção real mensal nas indústrias extrativa e de transformação do país. Clique aqui e confira mais detalhes sobre a produção industrial brasileira durante o mês de junho de 2017.

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