Resumo do dia: o que aconteceu em Brasília hoje

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Confira os principais acontecimentos da política hoje.

Votação

Depois de um dia agitado na Câmara dos Deputados, o parecer que recomendava o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer foi aceito. Foram 265 votos Sim, 227 votos Não, duas abstenções e 19 ausências. Eram necessários 172 votos pró-temer para que a denúncia fosse barrada.

Confira o gráfico feito pelo site Nexo Jornal.

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Noticiário Internacional

Os jornais internacionais repercutiram negativamente o resultado da votação de ontem (02/08) a favor de Temer. Eles criticaram as justificativas dadas pelos Deputados, chamando de “espetáculo indigno”, segundo o Der Tagesspiegel alemão, que também afirmou que “Se Dilma Rousseff tivesse só a metade da sede de poder e da degeneração moral de Michel Temer, ela ainda estaria no poder”. Outros jornais também comparam o caso do atual presidente e de sua antecessora, afirmando que as denúncias agora eram muito mais graves.

O The Guardian, da Inglaterra, e o Le Monde, da França, lembraram que ao menos 190 deputados também são investidagos pela Justiça e sugeriram que isso não trazia credibilidade para a votação. Por outro lado, o alemão Die Welt comparou Temer ao Lula e falou que faltava no atual presidente a habilidade com o público que sobra no petista.

 PSDB

Após orientar os deputados a votarem contra Temer, o senador Tasso Jereissanti (CE) foi mantido como presidente interino do PSDB até a escolha de um novo nome para comandar a legenda. Ele é defensor da saída do partido da base-aliada e ressaltou que “se o presidente da República quiser tirar todos os nossos [quatro] ministros é problema dele. O partido não faz questão desses ministérios, que fique bem claro”, segundo a Agência Brasil.

Jereissanti está substituindo o senador Aécio Neves (MG), que parmanece licenciado da presidência do PSDB desde as delações de Joesley Batista. Neves não relacionou o seu pedido de afastamento às delações. O PSDB pretende antecipar para o fim do ano a renovação do programa e da direção do partido na sua convenção nacional e a apresentação de um pré-candidato à Presidência da República em 2018.

Minstra Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) se declarou contrária ao aumento de 16,38% nos sálarios dos juízes. Para a Ministra Cármen Lúcia, isso seria ruim diante da atual crise econômica do país, uma vez que como os salários do Judiciário são vinculados aos dos ministros do STF, o aumento provocaria um efeito cascata nas instâncias inferiores. Na próxima semana, a corte realizará uma reunião administrativa para aprovar ou não a inclusão desse aumento no orçamento do Judiciário em 2018.

Reforma da Previdência e Tributária

Segundo o Ministro Henrique Meirelles, o governo federal pretende aprovar a reforma da Previdência até outubro deste ano e votar a tributária até novembro. Para ele, o resultado da votação sobre a denúncia contra o presidente Temer não interfirá nas reformas. “Não é simplesmente quem é contra ou a favor do governo. Vai além disso. Acreditamos na viabilidade da aprovação”, declarou.

Ministro Luis Roberto Barroso

Hoje (03/08), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, no Simpósio de Direito Empresarial da Aliança de Advocacia Empresarial (Alae), que a “Operação Abafa” contra a corrupção é visível atualmente e que muitos gostariam de impedir as mudanças necessárias acabar com a desonestidade política. Para ele, era preciso alterações na lei eleitoral para reduzir o custo das eleições e aproximar o político do eleitor.

Ministros exonerados

Os 10 ministros que haviam sido exonerados para reassumirem seus mandatos como deputados federais e votarem à favor do presidente Michel Temer ontem (02/08) já reassumiram os cargos hoje, segundo as nomeações publicadas no Diário Oficial da União.

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