Analista estrangeiro prevê reação do mercado com possíveis resultados das eleições de 2018

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A recente pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre os possíveis cenários para as eleições presidenciais de 2018 chamaram a atenção de analistas estrangeiros. O analista do mercado Latino Americano Bret Rosen, escreveu para o Americas Quarterly sobre quais são as expectativas dos investidores diante dos resultados trazidos pela CNT.

Ele destacou que a Bolsa de Valores permaneceu em alta após a divulgação da pesquisa, o que aponta para um otimismo com relação ao fim próximo da crise econômica no país. Porém, as movimentações políticas dos últimos dois anos, incluindo o impeachment de Dilma Rousseff, as investigações contra o presidente Michel Temer e as prisões de políticos poderosos, fazem com que o mercado permaneça volátil.

Reforma da Previdência e o programa de privatizações, incluindo a Eletrobras, são o foco dos investidores, segundo Rosen, mas isso poderá mudar com as eleições de 2018. O analista enxergou três cenários para a próxima presidência: uma esquerda, um populista de extrema direita e um centro moderado.

Isso indica que há grandes possibilidades de que haja uma mudança radical na política brasileira, especialmente com o aumento da austeridade e da indignação com a corrupção.

Esquerda

A pesquisa da CNT aponta uma vitória do ex-presidente Lula, ou de alguém similar a ele, caso ele não posso concorrer por causa das condenações na Operação Lava Jato. O petista continua ganhando muito apoio dos menos favorecidos economicamente, que ainda permanecem gratos pelos programas sociais do seu governo, como o Bolsa Família. Ao mesmo tempo, o alto nível de rejeição do ex-presidente dificilmente faria com que ele sobrevivesse ao segundo turno.

Por mais que a economia tenha tido um período de bom desempenho entre os anos de 2003 e 2011, o mercado se preocupa com a sua possível volta. “A versão ‘paz e amor’ do Lula de sua presidência é menos provável de se evidente se sua campanha ganhe mais força. Com o impeachment de Rousseff e seus problemas segais subsequentes, os discursos de Lula se tornaram mais incendiários e sua plataforma provavelmente girará em torno de princípios tradicionais de esquerda, incluindo a rejeição da reforma da previdência e outras políticas favorecidas pelos economistas ortodoxos”, comenta Rosen.

Caso Lula se torne presidente, o analista espera que as ações caiam significativamente e que o dólar suba para aproximadamente R$ 4,00. Existe a possibilidade que os juros voltem a crescer com a perspectiva que as reformas estruturais acabem.

Rosen também aponta que caso o ex-presidente não possa se reeleger, a esquerda deve se voltar para nomes como Fernando Haddad e Ciro Gomes.

fernando-haddad

Populista de extrema direita

O nome de destaque desse cenário é o deputado Jair Bolsonaro, que vem crescendo nas pesquisas. Assim como o ex-presidente Lula, o seu grau de rejeição é alto, o que complicaria as suas chances no segundo turno.

“Bolsonaro tem opiniões muito extremas sobre segurança pública, direitos humanos e outras áreas, e opiniões menos desenvolvidas sobre políticas econômicas. Os fãs do retorno de um estilo militar de governo no Brasil são atraídos pelo Bolsonaro, que funcionaria como um candidato de lei e ordem. Na verdade, com o aumento dos crimes nas ruas em algumas regiões do país, há um segmento da população que favorece uma figura mais autoritária para liderar o país”, aponta o analista.

Ainda assim, sua visão extremista e opiniões escandalosas sobre questões sociais assusta o mercado. Mesmo que Bolsonaro não tenha revelado uma política econômica concreta, há grandes chances que este cenário seja similar ao de um governante de esquerda, com aumento de juros e do dólar e queda na Bolsa, de acordo com a opinião do especialista. Ao mesmo tempo, um governo de extrema direita seria incerto no Brasil, visto que isso nunca aconteceu em um governo democrático.

JairBolsonaro

Centro moderado

Neste cenário, há dois candidatos fortes que ainda podem se consolidar: Geraldo Alckmin e João Doria, ambos do PSDB. Os dois são visto pelo mercado como aqueles que avançariam com as reformas propostas pelo governo Temer, desde que consigam resolver os problemas internos da legenda. A primeira questão a ser solucionada é o partido decidir sobre o rompimento oficial com a base de apoio da presidência, manchada por esquemas de corrupção. Depois disso, é preciso saber quem o partido irá indicar para as eleições de 2018.

Alckmin já havia competido contra Lula em 2006 e deixou claro o seu interesse em concorrer ano que vem. Ao mesmo tempo, Doria é um rosto novo na política, se afastando do estilo clássico de governante sob a marca de gestor. Doria já deixou subentendido em uma entrevista ao Estado de S. Paulo que consideraria sair do partido para conseguir concorrer à presidência e suas recentes viagens ao nordeste indicam que ele estaria começando a fazer campanha.

“Existem outros nomes fora do PSDB que também podem surgir como concorrentes neste cenário, mas qualquer um terá que montar uma coalizão de apoio de outros partidos centristas e do DEM, do presidente da Câmara Rodrigo Maia. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é frequentemente citado como possível candidato. Marina Silva, do partido Rede, ganhou aproximadamente 20% dos votos nas duas últimas eleições presidenciais, e transita entre este cenário e o primeiro. Ela também é capaz de outra corrida forte, com sua plataforma favorecendo a ênfase em questões ambientais”, argumenta Rosen.

Este seria o cenário mais positivo para o mercado, de acordo com o especialista. “O aumento nos preços dos ativos seria menos dramático do que a queda das ações, títulos e moedas, caso o cenário 1 se concretizasse”, afirma. Caso um desses nomes realmente ganhasse força e o cenário internacional permanecesse estável, Rosen acredita que o desempenho do país continuaria positivo. Para isso, é preciso que esses políticos de centro moderado conseguissem o apoio da mídia e da elite empresarial.

JoaoDoria

Comentários

  1. Nei Lima diz:

    Quanta bobagem em um texto só.Os “supostos analistas ditando as regras” do mercado, quem são os picolés de xuxu do mercado financeiro. Também rotulam de “extrema direita” aquels que não obedecem a cartilha dos grandes banqueiros, como sempre na internet tem especialista pra tudo ,inclusive rotulando aqueles que não rezam a cartilha do seu maior boss, George Soros. O BRssil o brasileiro já está cansado de especialistas de de “tudo”. Do que adinata ter um salário e um celular de última geração em um país desses,se na próxima esquina o marginal vai te roubar vai rir da sua cara e não próxima esqie lá estará ele novamente. Não queremos dinherio e nem ceular de última geração, queremos politica de SEGURANÇA PÚBLICA.

  2. Lu Cas diz:

    Dória centro moderado?
    O analista aí não pesquisou e viu que o Dória é apoiado por aqueles fascistinhas do MBL não?
    O cara acabou de ser eleito e NÃO FEZ NADA EM SÃO PAULO AINDA, E PELO VISTO NEM VAI FAZER!

    O que é bom para o mercado é péssimo para o povo na maioria das vezes… só querem ma mar nas te tas dos juros…

  3. ANTONIO BARBOSA diz:

    ► Quanta ignorância !! – Precisamos é de mentalidade política. A opção é: Nenhum desses acima. Precisamos de um politico sem demagogia e que não tenha passado político. Esses estão marcados com a corja de bandidos !!

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