Conheça Ethereum, a moeda virtual que pode substituir o Bitcoin

Google+ LinkedIn

Certamente a primeira coisa que passa pela sua cabeça ao falar sobre criptomoedas, ou “moedas digitais” é Bitcoin. Mas você ja deve ter percebido que esse universo de moedas digitais é muito maior do que aparenta.

Uma moeda que está ganhando destaque no mercado é a Ethereum (ETH) e ela difere da Bitcoin (BTC) e de outras moedas virtuais.

A tecnologia Ethereum é muito mais do que uma criptomoeda. É uma plataforma para computação compartilhada mundial de código aberto. Mas o que significa isso? Simples! A plataforma é uma rede descentralizada, baseada na tecnologia Blockchain, com código aberto e controlado pelos próprios usuários.

A diferença que tem trazido destaque para o Ethereum é que, apesar de ser uma plataforma baseada em blockchain, o Ether (ETH) também pode ser usado como criptomoeda e a sua aplicabilidade vai muito além disso. Diferente do Bitcoin, a moeda Ether não funciona somente como método de pagamento. Ela oferece também outras possibilidades ao programador, para qualquer tipo de tarefa imaginável e aplicações descentralizadas. Além disso, não possui um limite de fornecimento, nem à quantidade.

A plataforma permite que desenvolvedores de qualquer parte do mundo crie e distribua Smart Contracts, fazendo com que o Ether possa ser usado como suporte para qualquer aplicação computadorizada que você possa imaginar.

Por exemplo, você tem a liberdade de criar aplicativos para distribuição de energia (Desenvolvido pela empresa LO3 Energy, o aplicativo é baseado na compra e venda de energia solar) e aplicativos que permitem a publicidade digital.

Além disso, na ethereum é permitido que cada usuário crie sua própria criptomoeda ou token, o que atrai startups e pessoas que procuram por financiamentos. Através da “Oferta Inicial de Moedas”, ou “ICO”, na sigla em inglês, o empreendedor consegue vender uma criptomoeda para arrecadar dinheiro. Apesar de o ICO poder ser feito com qualquer moeda virtual, a ether já conta com uma plataforma própria para realizar essas transações.

Para entendermos melhor como funciona a plataforma, convidamos o especialista em criptomoedas e Ethereum, Rafael Motta (Guia do Bitcoin).

Do que os usuários precisam para operar na plataforma Ethereum?

Rafael: Ainda não é algo comum no Brasil trabalhar com Ethereum. É preciso comprar Bitcoin em alguma exchange nacional para, através dele, poder adquirir o token Ether em algum outro site estrangeiro. Existe uma opção em nosso país, a Braziliex, que trabalha com diversas altcoins, inclusive o ETH, porém, devido ao baixíssimo volume transacionado, há pouquíssima liquidez. Ainda somos bastante carentes no que diz respeito a trabalhar com altcoins em geral.

O que são os “smart contracts”?

Rafael: Funciona mais ou menos assim: são contratos escritos como código de programação, não como um contrato legal, lavrado tradicionalmente em cartório, por exemplo. Eles possuem em sua programação todas as regras, deveres e direitos de ambas as partes, tal qual um contrato tradicional. Com isso, você pode fazer contratos com pessoas que você sequer conhece de forma bastante transparente e segura, sem necessidade de intermediários. Você tem um contrato direto com aquela pessoa ou instituição, reduzindo a burocracia e os custos envolvidos em uma documentação legal comum.

A mineração da moeda Ethereum é feita da mesma forma que o Bitcoin?

Rafael: A mineração do Bitcoin utiliza a tecnologia SHA-256, enquanto a mineração de Ethereum utiliza a tecnologia Scrypt, assim como outras altcoins, como a Dash. Ambas utilizam suas próprias blockchains. Trata-se, de forma bem direta, do mesmo processo de mineração (investimento de poder computacional para fortalecimento das redes blockchain como um todo), mas em linguagens diferentes.

Como se compra e armazena Ether?

Rafael: A forma mais simples de comprar o token Ether é através das exchanges. Poloniex é uma das mais conhecidas e renomadas no ramo, apesar de existirem outras bem confiáveis, como CEX.io, Bitfinex, Bittrex, Kraken etc. As opções são muitas, mas as que foram citadas estão entre as mais importantes em fluxo de mercado. A própria wallet Blockchain agora possui funcionalidade para armazenar Ether, apesar de a MyEtherWallet ser atualmente a mais utilizada.

Quais as diferenças entre Ethereum x Bitcoin?

Rafael: São muitas! Bitcoin possui apenas função de criptomoeda, enquanto o Ethereum, na verdade, é uma plataforma completa de contratos inteligentes que possui seu próprio token, o Ether. Devido à sua imensa utilização nos mais diversos segmentos digitais, esse token acabou sendo utilizado como dinheiro, assim como o Bitcoin. Mas a Ethereum é muito mais que isso.

 

O Ethereum pode ser considerado um concorrente e ultrapassar o bitcoin? 

Rafael: Com toda a certeza. Ethereum é uma plataforma, Bitcoin é apenas uma moeda. Grande parte dos desenvolvedores experimentam criar suas criptomoedas e/ou projetos de empresa digital através da plataforma Ethereum. O público-alvo é muito maior.

Para finalizar, de algumas dicas para quem gostaria de investir em Ether.

Rafael: O Bitcoin possui grande importância e até certo tradicionalismo envolvido, o que é maravilhoso. Mas é de suma importância darmos força a outros projetos de grande potencial. O mercado deve ser mediado pela confiança e pela pluralidade de ideias, não pela centralização em apenas uma ou duas criptomoedas. O polêmico acordo de Nova York nada mais foi que uma grande tentativa de grandes investidores de mineração de Bitcoin de manipular o mercado de maneira bem perigosa. Uma das formas que temos de nos vacinar de grandes manipuladores é dando as boas-vindas à concorrência.

Ficou com alguma dúvida relacionada ao assunto? Entre em contato conosco no e-mail brunar@advfn.com.br

 

Bruna Rodrigues é estudante de jornalismo pela universidade FIAM-FAAM. Repórter da ADVFN e responsável pelos Destaques do Dia, Criptomoedas e Boletim Focus. Contato: brunar@advfn.com.br

Deixe um comentário

Esta área do website ADVFN.com é destinada para comentários e anáises individuais independentes. Estes blogs são administrados por autores independentes através de uma plataforma de alimentação comum, não representando as opiniões da ADVFN. A ADVFN não monitora, aprova, altera ou exerce controle editorial sobre estes artigos, não aceitando, portanto, ser responsabilizada por tais informações. As informações disponibilizadas no website ADVFN.com destina-se para sua informação em geral mas não, necessariamente, para suas necessidades particulares. As informações não constituem qualquer forma de recomendação ou aconselhamento por parte da ADVFN.COM.