Indústria brasileira acumulou crescimento de 0,8% nos sete primeiros meses de 2017

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Nos sete primeiros meses de 2017, o setor industrial brasileiro apresentou um acréscimo de 0,8%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com o recuo de 1,1% em julho de 2017, prosseguiu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%).

O indicador dos sete primeiros meses de 2017 sobre a produção total da indústria nacional apresentou resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 13 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 51,4% dos 805 produtos pesquisados.

Principais Setores da Indústria Brasileira em 2017

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (11,6%) e indústrias extrativas (5,2%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria, impulsionadas, em grande parte, pelos itens automóveis, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e autopeças, na primeira; e minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, na segunda.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (19,7%), de máquinas e equipamentos (3,1%), de metalurgia (2,5%), de produtos do fumo (17,7%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,9%).

Principais Produtos da Indústria Brasileira em 2017

Em termos de produtos, os impactos positivos mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, televisores, telefones celulares, placas de circuito impresso montadas para informática, aparelhos de comutação para telefonia, antenas, máquinas automáticas digitais para processamento de dados, transmissores ou receptores de telefonia celular, indicadores de velocidade, impressoras e unidades centrais para automação industrial; máquinas para colheita e suas partes e peças, tratores agrícolas, rolamentos de esferas, agulhas, cilindros ou roletes para equipamentos industriais, máquinas para o setor de celulose, aparelhos de ar-condicionado de paredes e de janelas (inclusive os do tipo split system), aparelhos de ar-condicionado para veículos, carregadoras- transportadoras, máquinas de limpeza ou polimento por jato de água, motoniveladores e escavadeiras; bobinas a quente e a frio de aços ao carbono não revestidos, artefatos e peças diversas de ferro fundido, ferronióbio, folhas-de-flandres e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono; fumo processado industrialmente e cigarros; e conjuntos de malha de uso feminino, vestidos de malha, calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de malha de uso feminino, calças compridas de uso feminino, camisas, blusas e semelhantes para uso profissional, vestuário e seus acessórios de malha para bebês e calcinhas de malha.

Por outro lado, entre as treze atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,1%) assinalou a maior contribuição negativa no total da indústria, pressionada, em grande parte, pelos itens óleo diesel e álcool etílico. Vale destacar também os resultados negativos vindos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-4,8%), de outros equipamentos de transporte (-12,0%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), de produtos alimentícios (-0,6%) e de impressão e reprodução de gravações (-12,3%). Em termos de produtos, os impactos negativos mais relevantes nesses ramos foram, respectivamente, fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante, grupos eletrogêneos, geradores de corrente alternada e suas partes e peças, quadros, painéis, cabines e outros suportes equipados com aparelhos elétricos de interrupção e proteção, motores elétricos de corrente alternada e contínua, lustres e luminárias, transformadores e suas partes e peças e disjuntores; massa de concreto preparada para construção, abrasivos naturais ou artificiais, artigos de fibrocimento e cimentos “Portland”; aviões, rebocadores e outros barcos para empurrar embarcações e motocicletas e suas peças e acessórios; medicamentos; sorvetes, picolés, açúcar cristal, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, rações, iogurte e misturas e pastas para produtos de padaria; e impressos de segurança com controle de adulteração, impressos para fins publicitários em papel e revistas periódicas de consumo sob encomenda.

Grandes Categorias Econômicas

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os sete primeiros meses de 2017 mostrou maior dinamismo para bens de consumo duráveis (9,8%) e bens de capital (3,7%), impulsionadas, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (15,9%) e eletrodomésticos (10,8%), na primeira; e de bens de capital agrícola (18,9%), para uso misto (13,5%) e para construção (25,5%), na segunda.

Vale destacar, nos dois grandes grupamentos, a influência da baixa base de comparação, uma vez que no período janeiro-julho de 2016 esses segmentos apontaram recuos de 21,4% e de 17,7%, respectivamente. O setor produtor de bens intermediários (0,0%) repetiu o patamar registrado em igual período do ano anterior. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não- duráveis (-0,5%) assinalou a única taxa negativa no índice acumulado de 2017, pressionado, especialmente, pela redução na fabricação de produtos associados às atividades de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (medicamentos), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico) e de produtos alimentícios (sorvetes, picolés, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas e sucos concentrados de laranja).

Pesquisa Industrial Mensal

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor industrial brasileiro. Essa pesquisa avalia o comportamento da produção real mensal nas indústrias extrativa e de transformação do país. Clique aqui e confira mais detalhes sobre a produção industrial brasileira durante o mês de julho de 2017.

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