PIB brasileiro subiu 0,3% no segundo trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado

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Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB brasileiro apresentou variação positiva de 0,3% no segundo trimestre de 2017, o primeiro após doze trimestres consecutivos com resultados negativos nesta base de comparação. O Valor Adicionado a preços básicos teve variação positiva de 0,3% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios mantiveram-se praticamente estáveis (0,1%).

Dentre as atividades que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Agropecuária registrou crescimento de 14,9% em relação a igual período do ano anterior. Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no segundo trimestre e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE – julho 2017), divulgado no mês de agosto. Com exceção do café, que apresentou queda na estimativa de produção anual de 7,0%, as demais culturas com safra neste trimestre apontaram crescimento na estimativa de produção anual e ganho de produtividade: milho (56,1%), soja (19,7%) e arroz (16,3%).

A Indústria sofreu queda de 2,1%. Nesse contexto, a Indústria de Transformação apresentou contração de 1,0%. O seu resultado foi influenciado, principalmente, pelo decréscimo da produção de equipamentos de transporte (exceto veículos automotivos); máquinas, aparelhos e materiais elétricos; produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; e alimentos e bebidas.

A Construção também apresentou redução no volume do valor adicionado: -7,0%. Já a Extrativa Mineral se expandiu em 5,9% em relação ao segundo trimestre de 2016, puxada pelo crescimento da extração de petróleo e gás natural e de minérios ferrosos. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, por sua vez, registrou variação negativa de 0,5%.

O valor adicionado de Serviços teve variação negativa de 0,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a contração de 2,5% dos Serviços de informação – atividade esta que inclui telecomunicações, atividades de TV, rádio e cinema, edição de jornais, livros e revistas, informática e demais serviços relacionados às tecnologias da informação e comunicação (TICs) – e o recuo de 2,1% de Intermediação financeira e seguros. Também apresentaram resultado negativo as atividades de Administração, saúde e educação pública (-1,3%) e Transporte, armazenagem e correio (-0,5%).

Já o Comércio (atacadista e varejista) e as Atividades imobiliárias cresceram, ambos, 0,9%, seguidos pelos Outros Serviços2, que apresentaram variação positiva de 0,3%.

Pela ótica da despesa, após nove trimestres consecutivos de queda a Despesa de Consumo das Famílias voltou a apresentar resultado positivo: crescimento de 0,7%. Este resultado foi influenciado pela evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

A Formação Bruta de Capital Fixo sofreu contração de 6,5% no primeiro trimestre de 2017, a décima terceira consecutiva. Este recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações de bens de capital e pelo desempenho negativo da construção neste período. A Despesa de Consumo do Governo, por sua vez, teve contração de 2,4% em relação ao segundo trimestre de 2016.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram crescimento de 2,5%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços sofreram contração de 3,3% no segundo trimestre de 2017. Dentre as exportações de bens, aqueles que registraram os maiores aumentos foram veículos automotores, petróleo e gás natural, produtos agropecuários e papel e celulose. Na pauta de importações de bens, as quedas mais relevantes ocorreram em máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte (exceto veículos automotores), minerais metálicos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e produtos de metal.

Clique aqui para conferir mais detalhes sobre o PIB brasileiro no segundo trimestre de 2017.

Série Histórica de Variação Anual Percentual do PIB Brasileiro

Confira abaixo a tabela com todos os valores percentuais de variação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro comparando um trimestre com o mesmo período no ano anterior.

Período Agropecuária Indústria Serviços Famílias Governo Investimento PIB
1996.I 2,6 -6,0 2,7 -1,2 -3,3 -12,7 -0,6
1996.II 2,2 -3,0 3,7 1,8 -0,2 -4,1 1,3
1996.III -0,6 11,3 3,2 5,4 2,8 10,1 5,6
1996.IV 8,9 1,5 -0,3 6,7 -6,8 13,9 2,3
1997.I 7,0 3,3 1,9 7,9 1,2 11,3 3,4
1997.II 4,4 8,0 2,2 6,0 -0,8 10,7 4,8
1997.III 1,5 0,2 1,3 2,1 -5,7 8,5 1,8
1997.IV -11,0 6,4 4,7 -2,8 11,5 3,6 3,7
1998.I -1,4 0,1 1,4 -0,5 1,2 3,5 1,0
1998.II 13,1 -0,3 1,9 -1,1 2,3 2,1 1,5
1998.III 5,2 -2,7 1,8 0,0 5,4 -1,2 0,4
1998.IV -5,3 -5,2 0,7 -1,3 4,0 -4,9 -1,4
1999.I 12,6 -4,2 2,8 -0,9 0,7 -8,4 0,8
1999.II 1,6 -4,4 1,7 -0,6 1,0 -10,4 -0,4
1999.III 3,5 -3,5 0,9 -0,1 1,1 -11,3 -0,6
1999.IV 10,3 1,8 2,0 3,1 3,9 -5,0 2,2
2000.I 6,2 4,6 3,1 3,0 3,6 -0,3 4,4
2000.II 3,4 3,9 3,3 4,2 1,3 3,9 4,0
2000.III 1,5 4,4 4,3 4,7 -2,3 6,8 4,6
2000.IV -1,6 4,7 4,5 4,1 -2,8 8,8 4,6
2001.I 2,9 4,1 2,4 4,0 1,1 10,2 3,5
2001.II 3,0 0,4 3,2 3,1 2,2 2,0 2,3
2001.III 6,0 -2,6 1,7 -1,8 3,5 1,2 0,5
2001.IV 11,1 -3,9 1,0 -1,9 3,6 -7,4 -0,5
2002.I 4,7 -2,3 2,9 0,2 4,3 -7,9 0,5
2002.II 7,3 2,3 2,5 0,7 4,1 -4,3 2,3
2002.III 11,7 5,7 3,4 2,7 4,2 -0,5 4,2
2002.IV 8,8 9,2 3,6 1,6 2,8 7,6 5,2
2003.I 15,4 0,1 1,8 0,0 -0,8 3,1 2,7
2003.II 13,4 -2,0 0,9 -2,0 0,3 -6,8 0,8
2003.III 1,5 1,9 0,5 -0,7 2,0 -6,9 0,6
2003.IV 0,8 0,3 0,8 0,6 4,7 -4,9 0,6
2004.I 0,0 7,4 3,3 0,9 3,6 0,9 3,9
2004.II 2,0 8,9 5,6 3,1 6,5 11,9 6,3
2004.III 4,6 8,8 5,2 4,9 4,3 14,2 6,6
2004.IV 1,5 7,7 5,8 6,6 1,3 7,2 6,2
2005.I 3,2 4,2 4,5 5,3 3,7 1,4 4,2
2005.II 2,4 5,2 4,2 4,8 0,6 3,0 4,5
2005.III -2,0 -1,1 3,5 4,4 1,7 0,9 2,1
2005.IV 0,4 0,2 2,5 3,3 2,1 2,6 2,2
2006.I 0,5 3,3 4,6 4,9 3,0 8,8 4,3
2006.II -0,3 -1,9 3,9 5,8 2,4 3,6 2,3
2006.III 11,1 2,5 4,4 5,3 2,6 5,8 4,5
2006.IV 10,3 4,1 4,5 5,1 6,2 8,7 4,8
2007.I 3,9 4,1 5,7 6,4 4,3 7,2 5,2
2007.II 0,6 8,7 6,0 6,2 6,6 12,4 6,5
2007.III 4,7 7,0 5,4 5,8 4,9 14,2 5,9
2007.IV 4,2 5,0 6,3 7,1 0,7 13,7 6,6
2008.I 4,8 7,1 5,3 7,2 3,0 12,0 6,2
2008.II 11,1 5,2 5,8 7,0 0,5 13,6 6,3
2008.III 5,0 6,8 6,2 8,4 3,9 18,0 7,0
2008.IV 0,8 -2,3 2,1 3,5 0,9 5,5 1,0
2009.I -1,4 -10,8 1,0 2,3 3,2 -9,5 -2,4
2009.II -5,5 -8,0 0,7 4,0 2,2 -8,3 -2,2
2009.III -7,5 -5,8 1,4 4,5 0,3 -3,9 -1,2
2009.IV 1,1 5,7 5,1 7,0 6,1 12,9 5,3
2010.I 6,9 15,3 6,2 7,5 3,0 29,0 9,2
2010.II 10,1 13,0 6,0 5,4 5,1 22,9 8,5
2010.III 5,5 8,3 5,7 5,3 4,8 15,3 6,9
2010.IV 3,1 5,4 5,3 6,8 2,8 7,8 5,7
2011.I 5,4 5,7 4,7 6,4 2,6 8,2 5,2
2011.II 0,7 5,1 4,3 6,6 3,3 8,1 4,7
2011.III 7,7 4,0 2,8 4,0 1,8 5,8 3,5
2011.IV 10,9 1,9 2,1 2,5 1,2 5,5 2,6
2012.I -11,2 2,4 2,2 3,0 2,1 3,1 1,7
2012.II -0,2 -3,2 2,4 2,2 2,1 1,1 1,0
2012.III 4,7 -0,5 3,3 3,9 1,9 -1,5 2,5
2012.IV -5,9 -1,4 3,7 4,8 3,0 0,6 2,5
2013.I 21,5 -1,5 2,8 3,8 -0,1 2,9 2,7
2013.II 10,2 4,4 3,1 4,1 1,2 8,5 4,0
2013.III -2,7 2,9 2,7 3,5 2,5 7,3 2,8
2013.IV 4,2 2,7 2,4 2,6 2,4 4,5 2,6
2014.I 6,9 4,0 2,8 3,7 1,9 4,3 3,5
2014.II 0,2 -3,4 0,6 1,7 1,2 -6,3 -0,4
2014.III 1,1 -3,6 0,4 1,1 1,0 -7,5 -0,6
2014.IV 2,8 -2,6 0,2 2,6 -0,8 -6,7 -0,3
2015.I 7,1 -4,7 -1,1 -1,2 0,0 -9,8 -1,8
2015.II 4,7 -5,5 -2,1 -2,9 -1,2 -12,5 -3,0
2015.III 0,2 -6,4 -3,4 -4,7 -1,4 -14,8 -4,5
2015.IV 0,8 -8,6 -4,1 -6,7 -1,7 -18,7 -5,8
2016.I -8,3 -7,0 -3,5 -5,8 -0,8 -17,3 -5,4
2016.II -6,1 -2,9 -2,7 -4,8 -0,5 -8,6 -3,6
2016.III -6,0 -2,9 -2,2 -3,4 -0,8 -8,4 -2,9
2016.IV -5,0 -2,4 -2,4 -2,9 -0,1 -5,4 -2,5
2017.I 15,2 -1,1 -1,7 -1,9 -1,3 -3,7 -0,4
2017.II 14,9 -2,1 -0,3 0,7 -2,4 -6,5 0,3

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