Apesar do crescimento sólido na China, minério de ferro e mercados caem

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Mercados Globais

Ontem as bolsas dos EUA caíram por volta de 0,5%, marcando uma realização, ainda que modesta. A sinalização dos futuros indica a continuidade das quedas, tendo um impulso no quadro europeu, pressionado pela continuidade da tensão na Espanha, que lida com o movimento de independência da Catalunha. As incertezas quanto à evolução do processo de independência são um peso importante, tanto para a Espanha, como para todos os países da Zona do Euro.

A China, que está no meio do mais importante evento político do país, o 19º Congresso do Partido Comunista Chinês que, sob o comando de Xi Jinping, definirá as estratégias políticas e econômicas a serem seguidas pela segunda maior economia do planeta. Hoje foram divulgados os dados de crescimento do PIB do terceiro trimestre, com uma alta de 6,8%, apontado para um crescimento anual maior do que esperam os analistas.

A produção industrial surpreendeu para cima – crescendo 6,6% em setembro – e as vendas do varejo subiram 10,3%. Todos os indicadores do país continuam mostrando a economia acelerando, o que coloca uma perspectiva positiva para o crescimento global. Apesar dos dados positivos do crescimento da China, o minério de ferro caiu 3,5%, em virtude da política de ajustamento dos estoques, em curso no país. Esse ajuste de estoques tem implicado na queda do minério, que caiu de US$ 74,5 a tonelada no final de agosto, para os atuais US$ 61,1, acumulando uma desvalorização de 18% no período. Em relação ao preço médio de 2016, porém, o minério de ferro ainda tem uma forte valorização, já que o preço médio ficou entre US$ 45 e US$ 50.

Veja o gráfico dos preços do minério de ferro:

 

Brasil

No Brasil, os mercados repercutem as quedas no exterior, com destaque para Vale, que cai 0,50%, siderúrgicas e Petrobrás. O dólar segue perto do fechamento de ontem, sendo negociado a R$ 3,17 e os juros para 2021 se mantêm abaixo dos 9%. O cenário político ganhou um novo impulso, com a vitória do governo na CCJ, que recusou, pela segunda vez, a denúncia feita pela PGR em relação ao presidente Michel Temer.

 

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