Ata do Fed; Minério de Ferro; Pesquisa Mensal do Comércio

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Na véspera do feriado nacional a agenda está apertada, tanto no exterior como aqui. O minério de ferro mantem sua trajetória de queda e está sendo negociado próximo dos US$ 60.

Mercados Globais

Veja o gráfico dos preços futuros do minério de ferro:

 

Depois de chegar aos US$ 78 no início de setembro, os preços despencaram 23%, até o patamar atual. Somente em outubro os preços caíram 15% e essa tendência está sendo reforçada pelas limitações impostas pelo governo chinês à produção de aço no norte do país, por questões ambientais. Com essa queda dos preços, os ADRs da BHP caíram 7% e da Vale 14%. Hoje o mercado deve continuar esse ajuste, que também afeta os preços das empresas siderúrgicas.

O FED divulgará às 15 hs a Ata da última reunião de seu comitê de política monetária, que deve alinhar as expectativas do mercado em relação ao processo de normalização da política monetária, que consiste em elevação dos juros básicos e redução da oferta de moeda. O dólar, em consequência desse evento, está em queda frente às principais moedas globais, incluindo o real.

Brasil

No Brasil, a FGV divulgou a primeira prévia do IGP-M de outubro e ela desacelerou em relação à primeira prévia de setembro, de 0,34% para 0,32%. O índice de preços no atacado, IPA, veio em 0,42% e acumula queda de 4,13% no ano, com destaque para os produtos agropecuários, que caíram 12,16%. Esse número confirma a tendência de inflação muito baixa para o ano e reforça as expectativas de queda da taxa SELIC para 7%.

O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio e ela surpreendeu negativamente, mostrando uma contração de 0,5% nas vendas do varejo em agosto. O principal indicador da pesquisa, para avaliar o momento da recuperação econômica, é o de vendas dos supermercados, e ela pesou na queda do indicador, apontando uma retração nas vendas de 0,3%. O destaque positivo, confirmando os dados já divulgados pelas associações do setor, é o de vendas de automóveis, que ficou positiva em 2,8%, acumulando uma queda de 0,8% no ano.

Veja o gráfico que mostra o comportamento do varejo no Brasil:

 

De seu pico, no início de 2015, as vendas despencaram 8%. Do fundo, de dezembro de 2016, elas já subiram 5%. Esse número, por ser um sinal importante sobre o consumo das famílias, que representa mais de 60% do PIB, deverá mudar um pouco as projeções para o crescimento do terceiro trimestre desse ano.

 

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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