Cielo mostra que ainda pode surpreender o mercado; ação dispara mais de 8%

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As ações da Cielo (BOV:CIEL3) disparam 8% nesta terça-feira (31) após a publicação dos resultados do terceiro trimestre mostrar números acima do esperado pelo mercado. A empresa mostrou habilidade para manter margens em um cenário de maior concorrência e de retomada do consumo.

  • “Após a grande queda das ações causada por um desempenho decepcionante receita no segundo trimestre, as expectativas foram baixas para o terceiro trimestre. Talvez muito baixas, porque os resultados, publicados ontem à noite, foram melhores do que o esperado. Enquanto a receita continua diminuindo em uma comparação ano a ano, a tendência definitivamente melhorou”, afirmam os analistas Eduardo Rosman e Thiago Kapulskis do BTG Pactual. A recomendação é de compra, com um preço-alvo de R$ 27,50.
  • “O ritmo de ganhos foi impulsionado por volumes e receitas de pré-pagamento muito fortes a nível da indústria, como resultado da recuperação das vendas no varejo e de um ambiente de crédito benigno, respectivamente. O controle de custos também continua a ser um destaque positivo, levando, por exemplo, à esperada expansão de margem da Cateno. Por outro lado, ainda não vemos sinais tangíveis de normalização no ambiente competitivo”, avaliam os analistas Lucas Lopes, Marcelo Telles e Alonso Garcia do Credit Suisse. A recomendação foi mantida em neutra, com preço-alvo de R$ 24.
  • “No geral, o novo crescimento dos volumes parece ser uma boa notícia para o mercado”, avalia o analista Rafael Frade do Bradesco. Ele ressalta, contudo, que a pressão no MDR – porcentagem no valor de cada venda – e no número de maquininhas ainda está de acordo com a recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 28 por ação.
  • Para o Santander, a queda na quantidade de maquininhas mantém uma tendência negativa ao longo de todo ano de 2017, o que aumenta a preocupação com relação a capacidade da companhia em manter seus clientes com sua atual estratégia. “Além disso, o segmento de pré-pagamento perdeu penetração, reduzindo uma receita recorrente para Cielo”, avalia o analista Henrique Navarro. Ele lembra ainda que a exclusividade com a ELO se encerra no quarto trimestre, o que reforça a cautela com as ações. A recomendação é “abaixo do mercado”, com preço-alvo de R$ 24.
  • Embora levemente acima do consenso, o lucro líquido de Cielo ficou abaixo da estimativa da equipe do BB Investimentos, que cita o acirramento da competição, mas elogia o aumento de market share. “Esperamos ver crescimento nos lucros abaixo de 5%, em média, nos próximos três anos”, diz nota assinada por Wesley Bernabé, Carlos Daltozo e Kamila Oliveira. Os analistas mantêm sugestão “neutra” às ações CIEL3, com preço-alvo para o fim de 2018 de R$ 25,00.
  • “Apesar da piora do resultado operacional, o resultado líquido se manteve praticamente estável devido ao crescimento de 29,0% do resultado financeiro positivo, beneficiado pela redução do endividamento”, destaca relatório assinado pelo analista da Spinelli, Samuel Torres.
  • A Cielo, que credencia lojistas para a captura de transações com cartões de crédito e débito, registrou lucro líquido de R$ 1,017 bilhão no terceiro trimestre deste ano, alta de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No conceito ajustado, que considera o resultado cash da Cateno, companhia fruto da associação com o Banco do Brasil, o lucro líquido somou R$ 1,084 bilhão de junho a setembro, aumento de 0,7% ante idêntico intervalo do ano passado.
  • Nesta tarde na B3, às 15h35 min, as ações da Cielo (CIEL3) operavam em alta de 8,41%, cotadas a R$ 22,17, liderando com folga a ponta positiva do Ibovespa, que recuava 0,37%, aos 74.523,16 pontos. Na máxima, chegaram a subir 8,75% (a R$ 22,24). No ano, os papéis apuram perda acumulada de 1,93%.

Fonte: Money Times

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