Crescimento firme da Zona do Euro; Início da reunião do Copom e resultado de grandes empresas

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A empresa IHS Markit divulgou a pesquisa PMI de atividade da Zona do Euro, indicando um quarto trimestre de atividade forte, apesar da queda dos índices em relação ao mês anterior, pela segunda vez. O índice industrial está em 58,7 e o de serviços em 54,9, ambos indicando uma atividade forte na região, que tem levado as empresas a contratarem mão de obra e manter os salários em alta. O indicador acima de 50 indica expansão e abaixo contração. A Zona do Euro vem em expansão firme desde o final de 2013, conforme o gráfico abaixo:

Mercados Globais

 

 

É provável que essa performance positiva possa ser atribuída ao sucesso do programa de estímulos Quantitative Easing que está sendo levado a cabo pelo Banco Central Europeu, tal como o Federal Reserve dos EUA. Além do impulso do programa do banco central, as exportações da região deram suporte à recuperação da região, dando sinais de que a atividade global se mantém firme, corroborando os indicadores do FMI e do Banco Mundial. Resultados semelhantes foram divulgados para o Japão, que veio com o índice composto em 52,5.

Mais tarde, às 11:45 hs, será divulgado o PMI dos EUA, que tem como estimativa de mercado 53,5. Pouco depois, às 12 hs, o Fed de Richmond divulga sua própria pesquisa industrial. Hoje, tomando parte importante do cenário, saem os resultados da 3M, AT&T, Caterpillar, GM, Lockheed Martin e McDonald’s, podendo dar um incentivo para novos recordes nos índices americanos.

Brasil

No Brasil, as contas realizadas pelas lideranças políticas indicam uma votação folgada para o presidente Michel Temer, para enterrar a segunda denúncia feita contra ele pela PGR. Segundo a Broadcast, é possível que o presidente consiga 270 votos, mais do que na primeira votação, quando recebeu 263. A previsão é de que a votação ocorra amanhã e isso deve aliviar a pressão sobre as expectativas, que deram uma balançada nos últimos dois pregões.

Hoje começa a reunião do Copom, e amanhã é esperado o anúncio de uma queda de -0,75%, na taxa SELIC. A temporada de balanços das grandes empresas começou hoje com a Fíbria, que divulgou seu resultado do terceiro trimestre. O lucro da empresa veio em R$ 743 milhões, abaixo do esperado pelos analistas ouvidos pela Broadcast (Itaú, BTG e Lopes Filho), mas superior aos R$ 32 milhões apresentados no ano passado e a prejuízo de R$ 259 milhões do segundo trimestre.

O EBITDA veio em R$ 2,84 bilhões, com alta de 24% em relação ao ano passado, refletindo um aumento na produção, nas vendas e nos preços da celulose. O papel vem subido fortemente, refletindo a mudança de percepção do mercado, que penalizou as ações da empresa por alguns meses, por conta da queda do dólar e dos preços internacionais da celulose. Veja o gráfico:

 

 

As ações estão próximas do recorde de R$ 55,06, de novembro de 2015. Também sai o resultado de Lojas Renner, após o fechamento do pregão.

 

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