Maia aguarda quórum para colocar processo contra Temer em votação na Câmara

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a etapa de discussão da denúncia contra Michel Temer em plenário por falta de inscritos por volta do meio-dia. De acordo com o regimento da Câmara, teriam direito a debater pelo menos quatro deputados (dois favoráveis e dois contrários à denúncia) antes de iniciar o processo de votação da matéria. Acompanhe ao vivo pela TV Câmara.

A partir da fala de quatro parlamentares, é possível encerrar a discussão depois de apresentação e aprovação de requerimento de encerramento. Mas, como não havia inscritos, devido à estratégia da oposição de não registrar presença em plenário, a discussão foi encerrada depois que seis deputados da base discursaram.

Mais discursos

O processo de votação, no entanto, só pode começar depois que o plenário atingir o quórum de 342 deputados, mínimo estipulado pela Constituição para que uma denúncia contra o presidente da República possa ser investigada ou não pelo Supremo Tribunal Federal.

Enquanto o quórum não é alcançado, Maia disse que vai esperar e conceder o tempo de discurso a que lideranças partidárias têm direito. Às 13h24 o quórum do plenário era de 295 deputados, segundo a Agência Câmara.

Retirada de painel com votos

Enquanto no plenário deputados governistas tentam alcançar o quórum de 342 parlamentares presentes para iniciar a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral de Governo), a poucos metros dali, próximo ao corredor que dá acesso às comissões da Casa, membros da oposição resistem à retirada de um painel, instalado por eles, com a foto dos parlamentares e com uma previsão de como cada um deve votar nesse caso.

As fotos estão coladas em três quadros que trazem os seguintes títulos: “Investigar Temer”, “Em cima do muro”, e “Livrar Temer”. A decisão de retirar o painel havia sido tomada ainda ontem (25) pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Hoje, policiais legislativos chegaram a avisar a um grupo de parlamentares de oposição que só deixariam o painel no local até meio-dia, sob o argumento de que os trâmites legais para a sua instalação não foram seguidos. Diante da resistência dos idealizadores do protesto, até o fechamento desta reportagem, o painel continuava no mesmo lugar.

“É uma tentativa antidemocrática de fazer com que as pessoas não acompanhem o voto dos deputados e deputadas. Por que um painel com o voto de cada deputado não pode ficar no corredor da Câmara? Isso é um absurdo. A gente está fazendo uma resistência democrática, e eles voltaram atrás aparentemente nessa tentativa de retirar o painel, mas nós vamos continuar aqui firmes”, disse o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ).

Nos últimos dias, deputados favoráveis ao prosseguimento da denúncia contra Temer tiraram fotos e gravavam vídeos em frente ao painel.

Questionada pela reportagem se Rodrigo Maia recuou da decisão, a assessoria do presidente da Câmara disse apenas que “a autorização foi para o painel ficar lá até ontem”.

As informações são da Agência Brasil.

 

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