O mercado terá como destaque a continuidade de divulgação dos balanços e IGP-M

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Mercados Globais

A semana terá como destaque a reunião do Federal Reserve que anunciará, na quarta-feira, suas decisões sobre a taxa básica de juros (fed funds) e a oferta monetária, sinalizando sobre os passos a serem dados nas próximas reuniões. Nesse terreno, fundamental para o equilíbrio dos mercados globais, tem sido perturbado continuamente pelos ruídos gerados na Casa Branca, tanto pela condução atabalhoada da política fiscal, como pelos sinais contraditórios emitidos em relação à indicação do novo presidente do principal banco central do planeta. Hoje as taxas de juros dos títulos soberanos estão em um patamar 20 pontos base superiores para os EUA e cerca de 15 pontos base para baixo para outros títulos de países avançados. Os títulos do tesouro alemão, por exemplo, estão sendo negociados a 0,38% e os da Itália, abaixo dos 2%, a 1,89%.  O dólar, que vinha subindo em relação às outras moedas, estacionou na região de US% 1,16 para o euro. O petróleo WTI, por sua vez, está sendo negociado em US$ 53,90, em um movimento que surpreende, ao romper com as máximas de seis meses, veja o gráfico dos preços do barril WTI:

 

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Além da decisão do Federal Reserve, são destaques o PMI industrial chinês, que sairá hoje à noite, e o payroll dos EUA, que calcula as vagas criadas no mês anterior.

Brasil

No Brasil, o mercado terá como destaque a continuidade de divulgação dos balanços do terceiro trimestre. Nessa semana saem Itaú e Multiplan, Cielo, M. Dias Branco e Sulamérica, hoje. Amanhã saem Porto Seguro e Magazine Luíza. Na quarta-feira, véspera de feriado, AES Tietê, Bradesco e Eletropaulo. A semana passada mostrou que o terceiro trimestre confirma nossas expectativas: a retomada da atividade, ainda que lenta, serviu para turbinar os resultados corporativos, por conta dos ajustes realizados ao longo de 11 trimestres da recessão, contabilizados pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) da FGV.

A boa notícia do dia veio com o IGP-M que desacelerou, após as altas mais intensas dos primeiros 20 dias de medição. O índice de inflação da FGV mostrou que os preços do atacado voltaram a se acalmar, com os preços industriais fechando em ligeira queda de 0,03% e os agropecuários em alta de 0,76. No ano o atacado contabiliza queda de 4,37%, de forma absolutamente inédita. Os preços ao consumidor foram pressionado, uma vez mais, pelo petróleo e pela energia, principais fontes de manutenção, junto com a indexação de nossa economia, da inflação em patamares elevados. Veja a tabela com os resultados do IGP-M:

 

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Além dos dados corporativos, o mercado deve trabalhar na digestão da última pesquisa eleitoral para o pleito presidencial do ano que vem. Segundo o Ibope, o ex-presidente Lula está na liderança, com folga, segundo de longe por Bolsonaro. Um segundo turno entre dos dois teria como resultado 36% dos votos para Lula e 15% para Jair Bolsonaro. Os outros candidatos ficam no intervalo entre 5% a 7%.

Ainda hoje sairá o resultado primário do governo em setembro, com a expectativa Bloomberg sinalizando um mega déficit de R$ 23 bilhões. O viés para o dia é de mercado lateral para os juros e o dólar, com o Ibovespa seguindo a tendência das bolsas dos EUA.

 

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