O que fazer com as ações da Vale?

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O resultado da Vale (BOV:VALE3) no terceiro trimestre veio em linha às estimativas dos analistas consultados pelo Money Times ou, em alguns casos, levemente abaixo. Dos seis consultados, três reiteraram a recomendação de compra às ações da mineradora. De uma maneira geral, a grande questão que fica é sobre o quanto o preço do minério de ferro pode cair ano que vem com a desaceleração na China. E, sob este cenário, se a Vale irá conseguir entregar a prometida redução no endividamento e absorver os menores preços com mudanças operacionais e comerciais.

  • A analista Gabriela Cortez do BB Investimentos ressalta a flexibilidade da Vale em ajustar a qualidade da sua produção ao gerenciar o nível de ferro do minério com misturas para tender a demanda do mercado. Além disso, ela destaca a meta de reduzir ainda mais o seu nível de endividamento para 2018. A recomendação outperform (compra) foi reiterada, com um preço-alvo de R$ 43.
  • Bradesco lembra que o balanço veio um pouco abaixo das estimativas do banco, mas pontua que houve forte crescimento em relação aos trimestres comparáveis. A recomendação continua “neutra”, com preço-alvo de R$ 31.
  • Itaú BBA avalia o resultado como forte e destaca o avanço na geração de caixa como resultado de custos mais baixos e prêmio pela qualidade superior do minério, segundo a Bloomberg. A recomendação de outperform (compra) foi reiterada.
  • Para o Safra, o balanço mostrou uma “excelente” realização do preço do minério de ferro. A ação, aponta o banco, ainda é negociada a múltiplos atrativos, apesar da preocupação com a queda na demanda chinesa, de acordo com a Bloomberg. A recomendação de compra foi reafirmada.
  • Para os analistas Leonardo Correa e Gerard Roure, do BTG Pactual, a recomendação é “neutra” aos recibos de ações da Vale (ADR) negociados em Nova York. Na avaliação deles, a Vale vive um momento de evolução, com uma nova gestão e caminhando para mudanças relevantes em governança corporativa. No entanto, eles preferem ficar à margem no momento por conta da “visão cautelosa sobre a direção dos preços do minério de ferro”.
  • Credit Suisse tem sugestão “neutra” aos recibos de ações da Vale (ADRs). Em texto assinado pelos analistas Ivano Westin, Renan Criscio e Rafael Cunha, eles veem o resultado trimestral como negativo aos papéis, uma vez que o lucro ficou abaixo do esperado e que o bom resultado da divisão de minério de ferro já era previsto. “Em nosso cenário base de preço de US$ 55 a tonelada do minério de ferro, vemos as ações negociando a 7,2x Ev/Ebitda 2018, o que julgamos justo.”
  • Com impulso do preço do minério de ferro (de US$ 50,95 a tonelada para US$ 67,2 a tonelada), a Vale anunciou um lucro líquido de US$ 2,23 bilhões no terceiro trimestre, quase quatro vezes maior do que o visto no mesmo período do ano anterior. O EBITDA somou US$ 4,192 bilhões, alta de 41% ante igual intervalo em 2016. A dívida líquida caiu 19% para US$ 21,066 bilhões.
  • Nesta tarde na B3, as ações da Vale caíam 1,85%, cotadas a R$ 32,94. O Ibovespa recuava 0,62%, aos 76.192 pontos. No ano, os papéis da mineradora acumulam alta de 32,63%.

Fonte: Money Times

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