Produção industrial brasileira registrou nova expansão anual em Agosto de 2017

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Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, a produção total da indústria brasileira apontou crescimento de 4,0% em agosto de 2017, após também registrar taxas positivas em maio (4,5%), junho (0,9%) e julho (2,9%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 4,0% em agosto de 2017, com resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 54 dos 79 grupos e 55,7% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (28,2%) exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada, em grande parte, pela maior fabricação dos itens automóveis, caminhões, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e autopeças.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de produtos alimentícios (4,7%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22,1%), de indústrias extrativas (2,6%), de produtos do fumo (63,0%), de produtos de borracha e de material plástico (4,9%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (11,0%), de produtos diversos (14,2%) e de móveis (12,0%).

Em termos de produtos, os impactos positivos mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, açúcar cristal, VHP e refinado de cana-de-açúcar, sucos concentrados de laranja, carnes de bovinos congeladas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, óleo de soja em bruto e achocolatados em pó; televisores, transmissores ou receptores de telefonia celular, aparelhos de comutação para telefonia, antenas, placas de circuito impresso montadas para informática, telefones celulares, máquinas automáticas digitais para processamento de dados, indicadores de velocidade, impressoras, monitores de vídeo e computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes); minérios de ferro; fumo processado industrialmente e cigarros; peças e acessórios de plástico para indústria automobilística, tubos flexíveis de plásticos, protetores e bandas de rodagem para pneumáticos, pneus novos para automóveis, ônibus e caminhões e sacos, sacolas e bolsas de plástico para embalagem ou transporte; amaciantes de tecidos, produtos de beleza ou de maquilagem, desodorantes corporais e sabões ou detergentes em pó; moedas, artefatos folheados ou chapeados de metais preciosos, placas indicadoras e sinalizadoras de metal, seringas e agulhas, artigos e aparelhos para prótese dentária, velas e luvas de borracha para segurança e proteção; e móveis diversos de metal e de madeira para instalações comerciais (gôndolas e semelhantes), colchões, assentos e cadeiras de metal (inclusive cadeiras de praia), estantes de madeira de uso residencial e poltronas e sofás de madeira.

Por outro lado, ainda na comparação com agosto de 2016, entre as seis atividades que apontaram redução na produção, as principais influências no total da indústria foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,7%), outros equipamentos de transporte (-14,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,8%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,8%), pressionadas, em grande parte, pelos itens óleo diesel e naftas para petroquímica, na primeira; aviões, motocicletas e suas peças e acessórios, partes e peças para veículos ferroviários e rebocadores e outros barcos para empurrar embarcações, na segunda; grupos eletrogêneos, fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante, refrigeradores ou congeladores (freezers) para uso doméstico, motores elétricos de corrente alternada ou contínua, quadros, painéis, cabines e outros suportes equipados com aparelhos elétricos de interrupção e proteção, disjuntores e fusíveis, lustres e luminárias, ventiladores para uso doméstico, geradores de corrente contínua e suas partes e peças e transformadores, na terceira; e medicamentos, na última.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (18,5%) e bens de capital (9,1%) assinalaram, em agosto de 2017, os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (3,5%) e de bens intermediários (2,0%) também mostraram taxas positivas no índice mensal desse mês, mas ambos com crescimento abaixo da magnitude observada na média nacional (4,0%).

O segmento de bens de consumo duráveis mostrou avanço de 18,5% em agosto de 2017, décima taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde maio último (20,8%). Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (33,3%). Vale citar também as expansões assinaladas pelos grupamentos de eletrodomésticos da “linha marrom” (15,1%) e de móveis (6,5%), enquanto a produção de eletrodomésticos da “linha branca” (0,0%) repetiu o patamar registrado em igual mês do ano anterior. Por outro lado, motocicletas (-13,1%) e outros eletrodomésticos (-4,9%) apontaram os impactos negativos mais importantes.

O setor produtor de bens de capital mostrou crescimento de 9,1% no índice mensal de agosto de 2017, quarto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais elevado desde dezembro do ano passado (16,7%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado, em grande parte, pelo avanço observado no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (19,8%), impulsionado, principalmente, pela maior fabricação de caminhões, veículos para transporte de mercadorias e caminhão-trator. As demais taxas positivas foram registradas por bens de capital para uso misto (30,4%) e para construção (58,0%). Por outro lado, os impactos negativos foram assinalados pelos grupamentos de bens de capital para fins industriais (-3,8%), agrícola (-8,7%) e para energia elétrica (-7,9%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis apontou crescimento de 3,5% em agosto de 2017, após também registrar taxa positiva em julho último (4,3%). O desempenho nesse mês foi explicado, em grande parte, pela expansão observada no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (4,0%), impulsionado, principalmente, pela maior produção de sucos concentrados de laranja, carnes de bovinos congeladas, cervejas, chope, achocolatados em pó, açúcar refinado de cana-de-açúcar, biscoitos, bolachas e leite esterilizado/UHT/Longa Vida. Os subsetores de semiduráveis (4,7%), de carburantes (3,8%) e de não-duráveis (1,5%) também assinalaram resultados positivos nesse mês, influenciados, em grande medida, pelos itens telefones celulares, calçados de couro, tênis, roupas de cama (colchas, cobertores, lençóis, etc.), calças compridas de uso feminino, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino, artefatos de alumínio para uso doméstico, conjuntos de malha de uso feminino, colchões, calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de malha, maiôs e biquínis, no primeiro; gasolina automotiva e álcool etílico, no segundo; e medicamentos, livros, brochuras ou impressos sob encomenda, amaciantes de tecidos e cigarros, no terceiro.

A produção de bens intermediários, ao crescer 2,0% no índice mensal de agosto de 2017, apontou a quarta taxa positiva consecutiva e a mais intensa desde maio último (3,6%). O resultado desse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (15,3%), de indústrias extrativas (2,6%), de produtos alimentícios (3,8%), de produtos de borracha e de material plástico (5,1%), de máquinas e equipamentos (10,0%), de metalurgia (1,6%), de celulose, papel e produtos de papel (2,6%), de produtos têxteis (3,2%), de produtos de minerais não-metálicos (0,6%) e de outros produtos químicos (0,1%), enquanto as pressões negativas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,3%) e produtos de metal (-3,5%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-1,9%), que marcou o quadragésimo segundo recuo consecutivo nesse tipo de comparação; e de embalagens (2,7%), que interrompeu quatro meses seguidos de queda na produção.

Pesquisa Industrial Mensal

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor industrial brasileiro. Essa pesquisa avalia o comportamento da produção real mensal nas indústrias extrativa e de transformação do país. Clique aqui e confira mais detalhes sobre a produção industrial brasileira durante o mês de agosto de 2017.

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