Três dicas do que fazer com a queda da Selic

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No final da tarde desta quarta-feira, 25 de outubro, o Comitê de Política Monetária (copom) anunciou uma queda de 0,75 ponto percentuais na Taxa Básica de Juros (selic).  Com essa diminuição na taxa de juros, devemos esperar que a partir de hoje, o CDI apresente retorno de apenas 7,39% ao ano. Essa rentabilidade é praticamente metade do existente no ano passado.

Aplicações referenciadas a 100% do CDI devem render pelo menos 0,6% ao mês.

A redução da taxa selic divulgada ontem não será a última do ano. No inicio de dezembro* (05/12) está agendada mais uma reunião do Copom, aonde é esperada mais uma redução de 0,5%. Caso isso se confirme, a taxa básica de juros encerrará o ano de 2017 na marca de 7%, sua mínima histórica.

Após essa queda nos juros, a pergunta que paira a cabeça da grande maioria dos investidores é “quais investimentos continuam interessantes após as quedas na taxa de juros?”.

Abaixo você encontra dicas de investimentos que você deve dar atenção:

Ações

Um dos investimentos que se tornam mais interessantes não só com a queda da selic, mas também com a melhora dos índices econômicos, são as ações. Não é à toa que recentemente o Ibovespa – principal índice da bolsa de valores brasileira – está melhorando cada dia mais.

A realidade é que, com a estabilidade dos índices econômicos (principalmente o IPCA), o risco-Brasil cai, trazendo mais confiança aos investidores sobre o futuro do país. Além disso, Juros baixos trazem uma troca básica da economia: os investimentos conservadores perdem uma parte dos seus rendimentos, e o investidor, para conseguir maiores retornos, precisa partir para aplicações que envolvem maiores riscos.

É interessante citar ainda que se essa queda na taxa de juros vier seguida de um crescimento estável da economia, o grau de risco de inadimplência por parte das empresas e das famílias tende a diminuir, e isso pode fazer com que os juros dos financiamentos, tão altos no Brasil, sejam jogados para baixo.

Debêntures

As debêntures nunca deixam de ser uma boa opção para investir, mesmo quando a economia do país não andava tão bem. Entretanto, os investimentos em renda-fixa tendem a ir piorando em rentabilidade, e as debêntures são investimentos em renda-fixa.

Mas um ponto a se destacar é que não foi apenas a taxa de juros que caiu, e sim os todos os índices econômicos que melhoraram. Todas essas mudanças ocorrendo no sistema econômico do país, não afetam apenas negativamente o mercado de investimentos . Apesar da redução, essa melhora traz um benefício real ao mercado, em especial às empresas.

Indo direto ao ponto, com a redução da inflação e dos juros, para uma empresa se financiar e investir ficou muito mais fácil e estável. O cenário não está mais tão incerto. Então o ambiente brasileiro está se tornando propício novamente para as empresas investirem, e não só mais enxugar custos.

Muitas empresas buscam nas debêntures uma forma de adquirir capital para tocar esses investimentos. Então, estaremos propícios a ver um mercado de debêntures mais robusto, com diversas opções ao investidor.

Fundo Multimercado

Caso você seja um investidor conservador, ao ler os dois primeiros investimentos, surgiu uma pulga atras da orelha sobre o risco que você terá que arcar nos seus investimentos. Realmente, para quem faz esse tipo conservador fica difícil ter uma flexibilidade maior com riscos, mesmo sabendo que é necessário se expor a eles para conseguir uma rentabilidade maior.

Em si, os fundos multimercados são a opção para o investidor que está disposto a arriscar mais nos investimentos, mas que acredita que não tem o preparo o suficiente para fazer isso por conta própria.

Assim, ao investir em um fundo multimercado,a responsabilidade do investimento e do seu sucesso é passada a um gestor profissional, do qual terá a função de, obviamente, utilizar o dinheiro disponibilizado pelo investidor para investir e ter um rendimento satisfatório.

Como os fundos multimercados possuem certa flexibilidade em suas estratégias, você pode encontrar não apenas fundos multimercados que tem estratégias de risco mas como também fundos multimercados conservadores! Ou seja, o investidor é capaz de escolher qual fundo faz mais sentido a ele.

Veja mais: Veja como ficam a poupança e outros investimentos com os juros baixos

*clique aqui e confira o calendário completo de 2017 das próximas reuniões do Copom

Bruna Rodrigues é estudante de jornalismo pela universidade FIAM-FAAM. Repórter da ADVFN e responsável pela Bússola de Investimentos, Destaques do Dia, Criptomoedas e Boletim Focus. Contato: brunar@advfn.com.br

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