BB tem lucro líquido ajustado de R$ 2,7 bi no 3º tri, 16% a mais; retorno é de 10,8%

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O Banco do Brasil (BB) (BOV:BBAS3) encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido ajustado (sem eventos extraordinários) de R$ 2,708 bilhões, 15,9% acima do obtido no mesmo período do ano passado e 2,2% acima do trimestre anterior. O lucro cresceu em boa parte pelo aumento das receitas com tarifas, da redução de despesas com pessoal e da queda com despesas com provisões de crédito. Já a carteira de empréstimos caiu 7,9% no trimestre, mais que os 4% de retração projetados pelo banco para o ano.

Em nove meses, o lucro recorrente está em R$ 7,872 bilhões, 45,1% acima do de 2016. O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido, principal indicador de rentabilidade das instituições financeiras, subiu de 9,9% no terceiro trimestre do ano passado para 10,8% neste ano. Em 9 meses, o retorno está em 10,4% sobre o patrimônio.

Já o lucro contábil, que considera os eventos extraordinários do período, foi maior, R$ 2,841 bilhões, 26,5% superior ao do mesmo trimestre do ano passado e 8,5% acima do obtido no segundo trimestre. No ano, o lucro do BB atinge R$ 7,903, 11,8% mais que em 2016. O retorno contábil no terceiro trimestre ficou em 12,9% sobre o patrimônio líquido, acima dos 11,1% do ano passado e dos 12,1% do segundo trimestre. No acumulado do ano, o retorno não recorrente é de 11,8%, acima dos 11,4% de 2016.

A melhora do lucro veio do aumento de receitas com tarifas, de 9,9% sobre o trimestre do ano passado, e pela queda nas despesas com pessoal, de 11,4%. Nos serviços, destaque para o aumento de 11,1% nas receitas de serviços sobre conta corrente, 26,9% em administração de fundos e 7,7% de seguros e capitalização.

As receitas operacionais caíram, 3%, enquanto as despesas recuaram mais, 4,2%. As provisões para liquidação duvidosa de créditos também caiu, 5,8%, também ajudando no resultado. O lucro do banco por ação ficou em R$ 2,81, acima dos R$ 2,50 do mesmo período do ano passado, o que equivaleria a um retorno de dividendos equivalente a 2,68%, inferior aos 4,86% do ano passado por conta da alta dos preços da ação.

Com a redução das despesas maior que a das receitas, o banco melhorou seu índice de eficiência, que é quanto as despesas representam de suas receitas operacionais. Ou seja, quanto ele gasta em relação ao que ganha. Esse índice caiu de 39,7% no terceiro trimestre de 2016 para 38,5% neste ano.

O Índice de Basileia, que mostra quanto o banco tem de capital para garantir suas operações, em relação ao total de empréstimos ponderados pelo risco, subiu para 19,1% em setembro, 1,5 ponto a mais que em setembro do ano passado. A melhora veio do aumento do patrimônio líquido e da redução dos empréstimos. Pelas regras de Basileia III, mais exigentes, o banco teria um capital de 9,5%.

Em parte, esse aumento do Índice de Basileia reflete a queda de 7,9% na carteira de crédito ampliada do BB. de R$ 735 bilhões em setembro de 2016 para R$ 677 bilhões em setembro deste ano. A maior queda ocorreu na carteira de pessoas físicas, 15,5%, especialmente nas linhas de capital de giro, R$ 14,8 bilhões, ou 11,5% da carteira, e de títulos e valores mobiliários e garantias, com R$ 13,6 bilhões, ou 25,6% da carteira.

Já os empréstimos para pessoas físicas cresceram 1,2% em 12 meses, puxados pelo crédito consignado e pelo financiamento imobiliário. O agronegócio, parcela importante do crédito do BB, cresceu 0,8%, com destaque para o aumento de R$ 7,8 bilhões em crédito rural compensando a queda de R$ 6,3 bilhões no segmento agroindustrial.

Já as despesas com provisões para perdas com crédito caíram no geral, de R$ 6,644 bilhões para R$ 6,257 bilhões em 12 meses, redução puxada por pessoas jurídicas, de 19%, mas aumentaram para pessoas físicas, 15,3%, e para o agronegócio, 27%. A cobertura, ou seja, o quanto o banco tem de reservas (provisões) para as perdas de crédito em relação à inadimplência, caiu de 159,4% em setembro do ano passado para 152,3% este ano.

Perdas em renegociações cresceram 66%

O banco informou ainda que a carteira de créditos renegociados subiu 0,7%, para R$ 25,876 bilhões, ante R$ 25,694 bilhões no ano passado. O valor baixado para prejuízo subiu 65,9%, de R$ 1,370 bilhão no terceiro trimestre do ano passado para R$ 2,273 bilhões este ano. A carteira renegociada representa 4,1% da carteira total, mais que os 3,8% do ano passado.

 

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