Petróleo e ADRs de Petrobrás e Vale; divulgação de índices de preço

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Mercados Globais

Ontem, feriado da proclamação da república, os mercados acionários globais tiveram um dia de volatilidade, com destaque para os ADRs de Petrobrás e Vale que, após caírem 1% ao longo do pregão, fecharam em alta. O ADR de Petrobrás, apesar da recuperação de ontem, ainda está com queda de 12% em relação à máxima de US$ 11,20, do dia 06. O petróleo encerrou o rally que o fez subir até US$ 58, iniciado com o recrudescimento das ações políticas da Arábia Saudita, tanto internamente, como em relação aos países dirigidos por maioria xiita. Ontem, o destaque foi para os resultados de produção e estoques do petróleo nos EUA, que confirmaram que a alta de preços induz rapidamente à alta de produção: a produção de petróleo atingiu 9,6 milhões de barris por dia, com uma alta de 3% em relação à mesma semana de setembro e de 11% à mesma semana de setembro do ano passado.

Veja o gráfico da produção:

 

 

Esse comportamento ratifica o que temos visto no mercado. Com a alta dos preços, os países que não são membros da OPEP reagem rapidamente com aumento de sua oferta, extraindo tanto dos campos tradicionais, como nos campos de extração de xisto, nos EUA e Canadá.

As bolsas estão em alta nos principais mercados, e os mercados de moedas estão voltando, gradativamente, aos patamares anteriores do dólar, que está sendo negociado a US$ 1,177 em relação ao euro.

Hoje o dia será voltado à votação, que pode ocorrer ou não, do pacote de corte de impostos, no congresso dos EUA. Alguns senadores republicanos sinalizaram que votarão contra as propostas do governo, o que aumentou as já elevadas incertezas.

Brasil

No Brasil, a FGV divulgou o IGP-10 e o IPCS, ambos mostrando uma desaceleração das altas de preços de alimentos e a continuidade da pressão dos preços de energia elétrica, gás de cozinha e gasolina. Veja a tabela do IPC-S:

 

Com esse comportamento do IPC-S, é possível que a inflação ao consumidor feche no intervalo de 3,10% a 3,40%. O IGP-10, que acumulou queda de 1,31% no ano, deve fechar 2017 com deflação, a primeira em décadas. Com esse comportamento, o reajuste de vários contratos, com impactos significativos na inflação de 2018, será negativo.

O mercado tende a ver a recuperação, ainda que parcial, dos preços das ações da Petrobrás e da Vale.

 

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