Resumo do dia: saiba o que aconteceu hoje na política nacional

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Confira o que movimentou esta quinta-feira na política

Reforma da Previdência

O ministro da fazenda, Henrique Meirelles admitiu que houve um enxugamento da Reforma da Previdênia, que pode reduzir em 50% os R$ 800 bilhões que seriam economizados com a proposta integral, mas que acredita na sua aprovação. “As pessoas me perguntam qual é a proposta e eu digo que o Congresso é soberano para aprovar a reforma que for adequada. Estamos dialogando e fornecendo cálculos sobre o impacto fiscal. A Previdência não é uma questão de vontade, é uma necessidade matemática”, afirmou.

Reforma Ministerial

Temer afirmou que uma reforma ministerial “será inevitável” para garantir a aprovação de mudanças na previdência. O presidente está sendo pressionado pelo Centrão para retirar membros do PSDB dos cargos e repassar o posto para aliados da base, em especial o Ministério das Cidades que possui um orçamento grande. “Reforma é algo que, toda vez que você governa, elas estão sempre estarão em cogitação. Eu saberei o momento certo”, declarou Temer.

Incômodo para o presidente

A defesa de Temer pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que volte atrás com a decisão de enviar ao juiz federal Sérgio Moro as investigações por organização criminosa contra Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures. Eles foram acusados junto com o presidente e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, porém eles não possuem foro privilegiado, por isso não é necessário a autorização da Câmara para a continuidade do processo. A defesa argumentou que seria inconveniente para o presidente, porque as investigações poderiam atingir Temer, que não poderia se defender por não fazer parte do processo na primeira instância.

Presidência do PSDB

O senador Aécio Neves destitui ou senador Tasso Jereissati da presidência interina do PSDB, motivado pela “desejável isonomia” entre os candidatos ao comando da sigla. Jereissati anunciou a sua candidatura oficialmente ontem e já atuava como presidente interino desde maio, quando Aécio se licenciou do cargo após ser gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista. Agora, o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, assumirá o posto até 9 de dezembro, quando acontece a convenção nacional do PSDB.

Ciro, Lula, PMDB e eleições

O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência em 2018, afirmou que não é o momento para discutir alianças para as próximas eleições, especialmente com partidos que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ciro também culpou o ex-presidente Lula pela ascensão do PMDB ao Planalto.  “O Lula é o grande responsável por ter feito esse tipo de aliança que botou Michel Temer na Vice-Presidência, e na linha de sucessão. É o grande responsável por ter ’empoderado’ o (ex-deputado) Eduardo Cunha (PMDB) com Furnas, de onde (Cunha) roubou montanhas de dinheiro. E o Lula sabia disso porque eu pelo menos disse a ele cem vezes que o Eduardo Cunha era corrupto e que com o dinheiro de Furnas iria assaltar o poder.”

A foto do presidente

O presidente Temer, finalmente, divulgou a foto oficial do seu mandato, um ano e cinco meses após assumir o cargo. Ele havia posado para a foto cinco meses atrás na biblioteca do Palácio da Alvorada e optou por não usar a faixa presidencial. O último presidente a não usar a faixa na foto oficial foi Itamar Franco, que assumiu após a destituição do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A foto oficial de Temer foi tirada por Beto Barata.

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