2018: As 13 ações favoritas do Santander no varejo

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Santander enxerga que o setor de varejo deva se beneficiar da continuidade da retomada econômica em 2018, mas é preciso montar uma carteira mais seletiva para acompanhar a alta. Em relatório, os analistas do banco afirmam que continuam “acreditando que as empresas mais expostas a segmentos discricionários serão mais impactadas” pelo aquecimento da atividade, ajudando a reduzir o desemprego “para 11,8%” no fim do ano que vem.

Confira as expectativas do Santander para os principais ativos do segmento.

Arezzo (ARZZ3)

O banco acredita que a Arezzo terá bons lucros nos próximos dois trimestres, resultado da expansão do comércio eletrônico acima das expectativas e que pode chegar a ser responsável por 15% da receita no longo prazo. A recomendação é de manutenção, com preço-alvo de R$ 50,00.

B2W (BTOW3)

O preço-alvo é de R$ 28,00, com recomendação de compra para a B2W. “Cremos que a B2W tem uma vantagem competitiva diferenciada no que se refere a logística e tecnologia, o que a coloca em posição privilegiada para enfrentar um ambiente mais competitivo”, afirma o relatório ao comparar a empresa com a Amazon.

Carrefour (CRFB3)

“Vemos espaço para alguma expansão na margem EBITDA nos próximos dois anos. Apesar de reconhecermos que o momento de lucros vem sendo afetado pela recente redução substancial na inflação de alimentos, ainda vemos potencial de alta para nosso preço-alvo”, diz o relatório. A recomendação é de compra, com preço-alvo em R$ 19,00. O Santander também destaca o plano de expansão da empresa através dos mercados express e das lojas do Atacadão.

Hering (HGTX3)

O banco estima uma melhora nos resultados da Hering já no segundo semestre de 2017, o que também se estenderá em 2018, resultado das mudanças na sua área comercial. A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 32,00.

CVC (CVCB3)

O preço-alvo é de R$ 55,00 para o final de 2018, com base na expectativa de que o ambiente macroeconômico contribua para resultados mais sólidos. “Além disso, acreditamos que a integração das empresas adquiridas recentemente deve permitir futuras sinergias”, afirma o Santander.

Hypermarcas (HYPE3)

Após a Hypermarcas se tornar uma companhia totalmente farmacêutica, o Santander aponta que seus resultados ficaram mais previsíveis, o que reforça a expectativa de solidez nos números da empresa. A recomendação é de manutenção, com preço-alvo de R$ 38,00.

Lojas Americanas (LAME4)

“Continuamos a acreditar que Lojas Americanas tem oportunidades adicionais para expandir sua base de receita e margem bruta [aumento da participação de produtos de marca própria e melhoria no mix de vendas]. (…) A Lojas Americanas é nossa principal recomendação no setor de varejo do Brasil”, afirma o Bradesco. A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 22,00.

Lojas Renner (LREN3)

A recomendação é de manutenção, com preço-alvo de R$ 37,00. “Acreditamos que a empresa está a caminho de tornar uma varejista exclusivamente de moda em poucos anos (com possibilidade de margens maiores e melhor produtividade de vendas)”, afirma o relatório.

Magazine Luiza (MGLU3)

Magazine Luiza deve ter bons resultados com a expansão do seu marketplace com o comércio eletrônico, segundo o Santander. “Além disso, cremos que a redução esperada na taxa Selic deve trazer um alívio para os resultados financeiros da empresa nos próximos dois anos”, afirma o relatório. O preço-alvo é de R$ 75,00.

Natura (NATU3)

“Acreditamos que as iniciativas em curso no Brasil devem se traduzir em uma pequena aceleração das vendas, embora sejam necessários alguns esforços de marketing. Além disso, a reestruturação da The Body Shop ainda é incerta e requer um esforço adicional da administração, em nossa opinião”, aponta o banco. Por isso, a recomendação é “abaixo do mercado”, com preço-alvo de R$ 30,00 para o final de 2018.

Pão de Açúcar (PCAR4)

A recomendação é de manutenção, com preço-alvo de R$ 86,00. Segundo os analistas, a estratégia de conversão de hipermercados menos produtivos em Assaí, a bandeira de atacado de autosserviço, é positiva. Além disso, o ambiente de baixa inflação pode trazer bons resultados no futuro, mesmo que seja prejudicial no curto prazo.

Raia Drogasil (RADL3)

O Santander estima que a Raia Drogasil apresente um crescimento anual em 2018 e 2019 de 18% e 29%, respectivamente, no lucro líquido. A recomendação é de manutenção, com preço-alvo de R$ 80,00.

Via Varejo (VVAR11)

“Esperamos que a margem EBITDA cresça 100 pontos-base até 2019 (frente aos níveis de 2017). Apesar do rally no preço da ação neste ano (+100% no acumulado do ano), ainda vemos potencial de alta para a VVAR11”, diz o relatório. A recomendação é de compra e o preço-alvo estipulado é de R$ 27.

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