Expectativas e impactos da nova redução dos juros básicos; PIB da UE

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Após a realização de dois pregões, as bolsas voltaram a subir, sobretudo na Europa, com a divulgação do PIB, dentro das expectativas, em 0,6%. As economias da região estão mostrando taxas de crescimento animadoras, resultantes da política de estímulo do Banco Central Europeu, que vem mantendo taxas de juros muito baixas e uma oferta monetária elevadíssima. Veja o gráfico do PIB da União Europeia:

Mercados Globais

O petróleo continua a cair, indo para os US$ 56,20, depois que a agência estatal dos EUA, EIA, confirmou aumento da oferta e estoques ontem. O dólar está subindo contra quase todas as moedas chave, com destaque para o euro, que caiu abaixo dos US$ 1,18, para US$ 1,1770.

Brasil

No Brasil o Banco Central confirmou as expectativas e reduziu a taxa SELIC para 7%. Além disso, sinalizou que está com intenções claras de fazer pelo menos mais uma redução, de 0,25% na próxima reunião. O parágrafo no qual ele registra esse sinal é:

“A evolução do cenário básico, em linha com o esperado, e o estágio do ciclo de flexibilização tornaram adequada a redução da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual nesta reunião. Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores.”

Evidentemente, como é comum a todas as decisões de política monetária, o COPOM deixa aberta a possibilidade de mudar de opinião caso algo de diferente ocorra, ao colocar que “Essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.  As mudanças na evolução do cenário dizem respeito, sobretudo, às questões políticas, envolvendo as reformas, as eleições, a percepção de risco país e todas as suas consequências sobre o câmbio, os juros mais longos e a taxa de crescimento.

De qualquer forma, os impactos da nova redução dos juros básicos se farão sentir na economia real, pela pressão que faz nos caixas dos bancos, na taxa de câmbio e nos mercados acionários, por incentivar um fluxo adicional de investidores para a bolsa e por melhorar as avaliações de valor das empresas.

A abertura brasileira está pressionada pelas incertezas em relação à capacidade do governo de aprovar a reforma da previdência ainda em dezembro. São necessários pelo menos 290 votos para que as lideranças se animem em pautar a votação para a semana que vem. Os últimos levantamentos, feito pela Folha de SP, indicam cerca de 260. Índice em queda de mais de 1%, dólar e juros mais longos em alta.

 

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

Comentários

  1. ivan vieira dos santos diz:

    MEUS AMIGOS, TEM DE HAVER UMA CAMPANHA NACIONAL PELA BAIXA DA TAXA SELIC, PARA UM NÍVEL DE , PELO MENOS 3,5 % E AINDA SE REMUNERARIA O CAPITAL ESPECULATIVO EM CERCA DE 60% REAL , POIS A INFLAÇÃO ESTÁ EM 2,5%. VOCÊS PODEM FAZER ESSA CAMPANHA !!!!!!!!!!!

    COM A SELIC EM 3,5 % , O PAIS PAGARIA, AINDA, CERCA DE R$ 115 BI DE JUROS SOBRE A DIVIDA INTERNA. COM SELIC EM 7,0% O PAIS PAGA , EM TORNO DE R$ 230 BI DE JUROS SOBRE O SALDO DA DÍVIDA INTERNA, QUE É POE VOLTA DE R$ 3,3 TRILHÕES, REPITO 3,3 TRILHÕES. PENSE NISTO ……….

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