FIP Enseada: Petros recupera R$ 37 milhões de perda de investimento

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A Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) (PETR3) (PETR4), recuperou R$ 37 milhões de uma perda em um investimento em 25% das cotas do Fundo de Investimento em Participações Enseada (FIP Enseada), fundado em 2010 para investir na Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD).

O calculo equivale ao que a Petros investiu na época, R$ 17 milhões, mais a correção até 9 de novembro, quando foi acordado um plano do Ministério Público Federal (MPF) com a BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e o Bradesco Asset Management S.A (BBDC4), à época administradora e gestora do FIP, para cobrir prejuízos causados aos fundos de pensão que aplicaram recursos no ativo.

Caso o valor investido pela Petros no Fip Enseada fosse corrigido pela meta atuarial, o fundo de pensão da Petrobras receberia R$ 36,5 milhões, menos do que ficou acordado. O investimento estava concentrado no Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), de benefício definido, e já havia sido provisionado como perda contábil.

Para o Walter Mendes, presidente da Petros, desde que assumiu a posição, em setembro de 2016, sempre ajudou o MPF nas investigações sobre os investimentos dos fundos de pensão.“Intensificamos o trabalho de apuração interna em busca da recuperação de recursos que, no passado, foram destinados a investimentos que não performaram como o esperado, sempre no melhor interesse dos participantes, que são os verdadeiros donos do patrimônio da fundação”, ressaltou.

CVM Investiga

A companhia entrou em novembro do ano passado com uma representação na Comissão de Valores Imobiliários (CVM), pedindo abertura de processo investigativo para apurar a atuação da BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda e do Bradesco Asset Management S.A. no exercício de suas atribuições como administradora e gestora do fundo. A Petros  questionou a possibilidade de conflito de interesses, porque o Bradesco era o principal credor da Gradiente.

Segundo a Petros, os R$ 37,6 milhões que foram para o caixa “não interferem no valor do equacionamento do deficit acumulado em 2015 no PPSP, uma vez que o recebimento ocorre após a divulgação do balanço anual daquele ano, mas poderá contribuir para reduzir a chance de novos equacionamentos futuros”.

Para o fundo de pensão da Petrobras “a revisão de valores durante a vigência de um equacionamento, com o objetivo de desonerar as partes quanto ao pagamento das contribuições extras, é permitida somente quando o plano de benefício registrar equilíbrio atuarial”.

Fonte: Reuters

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