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Leilão de linhas de transmissão trará investimentos de R$ 8,7 bi e economia de R$ 620 milhões por ano

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O consumidor brasileiro vai poder economizar R$ 620,967 milhões por ano na conta de energia, segundo os cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como resultado do leilão de transmissão de 11 lotes para a construção, operação e manutenção de 4.919 quilômetros de linhas de transmissão e subestações. O leilão da Aneel foi realizado hoje (15) na empresa B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista.

Esta economia é prevista porque as empresas vencedoras do leilão ofertaram menor valor de receita anual permitida (RAP). De acordo com a Aneel, a expectativa de investimentos é de R$ 8,7 bilhões, com geração de 17.868 empregos diretos nas obras.

“Os investimentos são de extrema relevância, corrige necessidades do sistema, como qualidade do fornecimento. E, pensando no futuro, há dois lotes que permitem o escoamento de Belo Monte; mais cinco lotes serão importantes para o escoamento do Nordeste e Minas Gerais”, enfatizou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Eduardo Azevedo Rodrigues, em coletiva à imprensa após o leilão.

O leilão ocorreu nesta sexta-feira (15) na empresa B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista. Dez estados brasileiros (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins) receberão as obras, que têm previsão para serem iniciadas em março de 2018.

Para o secretário de Energia Elétrica, Fábio Lopes Alves, os números mostram o sucesso do leilão. “Por trás destes números está a confiança do empreendedor no próprio país e na retomada da economia, já que são investimentos de longo prazo”. Alves ainda ressaltou a importância dos leilões realizados este ano. “Esse ano, tivemos contratados cerca de R$ 20 bilhões em leilões de transmissão. Isso requer toda uma logística após o leilão; não é só ganhar o leilão, é construir o projeto”. Segundo o secretário, o próximo leilão de transmissão está previsto para o primeiro semestre de 2018.

Leilão na B3

O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado hoje (15) na empresa B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista, terminou com 11 lotes arrematados em 10 estados brasileiros (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins). Participaram da concorrência 47 empresas/consórcios. Na média, o deságio foi de R$ 40,46%.

O leilão de transmissão é para a construção, operação e manutenção de 4.919 km de linhas de transmissão e subestações com capacidade de transformação de 10.416 mega-volt-amperes (MVA) nos estados. O consumidor também poderá sentir melhorias no bolso, afinal vencem o leilão as empresas que ofertarem o menor valor de Receita Anual Permitida (RAP). Segundo o governo, isso deve refletir no custo da energia.

O primeiro lote, composto pelas instalações no estado do Paraná, foi arrematado pelo Consórcio Engie Brasil Transmissão, de origem franco-belga, por R$ 231.275 milhões, deságio de 34,80%. Concorreram neste lote quatro empresas.

Venceu a disputa pelo segundo lote, referente às linhas no estado do Piauí e Ceará, a empresa de origem espanhola Celeo Redes Brasil S.A., por R$ 85.271 milhões, deságio de 53,21%. O lote foi disputado por 12 concorrentes.

A empresa indiana Sterlite Power Grid Ventures Limited arrematou o terceiro lote, pelas instalações no estado do Pará e Tocantins, por R$ 313.100 milhões, deságio de 35,72%. Foram cinco lotes concorrendo este lote.

O quarto lote, pelas instalações no estado do Tocantins e Bahia, foi arrematado pela brasileira Neoenergia S.A., por R$126 milhões e deságio de 46,62%. A disputa teve 10 empresas/consórcios.

Já o quinto lote, para as instalações também no Tocantins e na Bahia, foi arrematado por R$ 14.431 milhões pela Cesbe Participações S.A. com deságio de 53,94%. O lote foi concorrido por 19 grupos.

O sexto lote, pelas instalações no estado do Paraíba e Ceará, foi arrematado pela Neoenergia S.A., com deságio de 44,56% e valor de R$ 57.325 milhões. Deste lote participaram 14 grupos.

O sétimo lote, para as instalações no estado de Minas Gerais, foi vencido pela brasileira Construtora Quebec S.A., pelo valor de R$ 32. 600 milhões, deságio de 34,65%. A disputa teve nove empresas/consórcios.

O Consórcio Linha Verde, brasileiro, arrematou o oitavo lote, também por instalações em Minas Gerais, por R$ 32.978 milhões e deságio de 35,50%. Estiveram na disputa oito grupos.

A disputa pelo nono lote, composto por instalações no estado da Bahia, foi vencida pelo EEN Energia e Participações S.A., por R$9.090.608 milhões, deságio de 47,86%. Disputaram este lote 17 empresas.

O décimo lote, para instalações em Pernambuco, foi arrematado pela Consórcio Br Energia/Enind Energia, com deságio de 40% e valor de R$ 7.285 milhões. A disputa teve 18 participantes.

O último lote, também para linhas Pernambuco, foi vencido pela Montagno Construtora Ltda, por R$ 4.030 milhões e deságio de 52,91% O décimo primeiro lote foi disputado por 21 propostas.

O leilão está incluído entre os empreendimentos do Programa de Parcerias de Investimentos. Os prazos para entrada em operação comercial variam entre 36 e 60 meses.

Este é o segundo leilão de linhas de transmissão de energia realizado pelo Governo Federal em 2017. O primeiro foi em abril, quando foram arrematados 31 lotes, com investimento previsto de R$ 12,7 bilhões. Na média, o deságio foi de 36%. Mais de 20 empresas participaram do leilão.

As informações são da Agência Brasil.

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