2018: Credit Suisse avalia a Atividade Econômica do país

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Em relatório assinado pelos analistas Nilson Teixeira, Iana Ferrão, Leonardo Fonseca e Lucas Vilela, o Credit Suisse apontou as suas expectativas para 2018 e 2019 com relação à Atividade Econômica do país. A taxa de crescimento do PIB, o risco das eleições e a necessidade de reformas estruturais mais amplas se destacam pelo seu impacto no cenário esperado.

O ano de 2017 foi marcado pela retomada da economia. A melhora foi causada tanto por fatores internos quanto externo, entre eles, a mudança na orientação política econômica, o forte crescimento da safra agrícola e o crescimento global mais expressivo.

O banco ressalta também que o afrouxamento monetário contribuiu significativamente para o crescimento da atividade no Brasil e que o impacto da redução da taxa Selic pode alcançar o seu efeito máximo nos próximos três ou quatro trimestres. Isso, de acordo com as estimações feitas pelos modelos SVAR (Structural Vector Autoregressive Model) e VAR (Vector Autoregressive Model).

Fonte: Credit Suisse

Fonte: Credit Suisse

A expectativa do Credit Suisse é que o PIB  nacional cresça 2,5% entre o 3T17 e o terceiro trimestre de 2018, mas que o ritmo desacelere para 2,3% em 2019. A expansão seria resultado de um maior consumo das famílias, que deve subir 3,1%. Por outro lado, o setor externo afetaria negativamente o produto interno, já que o padrão observado “tende a ser similar ao de períodos em que o aumento da demanda doméstica foi acompanhado pela alta das importações”, segundo o relatório.

Outros entraves para a recuperação este ano serão a menor expansão da economia global  e a redução dos gastos públicos, que sugere uma menor contribuição das exportações e do consumo do governo. O mesmo vale para o PIB Agropecuário, que deve recuar até 2,4%, segundo os dados do relatório.

Por outro lado, o crescimento do PIB Industrial, principalmente da indústria de transformação, será determinante para o produto interno este ano, podendo contribuir com um avanço de 3,3% no índice, de acordo com o Credit Suisse.

Além disso, a aprovação da reforma da legislação trabalhista poderia desencadear resultados positivos no mercado de trabalho, como a queda na taxa de desemprego, o que elevaria ainda mais o crescimento do consumo das famílias. Mas o aumento da economia global e a vitória nas eleições de um candidato comprometido com uma agenda de ajustes econômicos também trariam benéficos na visão do banco.

Fonte: Credit Suisse

Fonte: Credit Suisse

Sobre as eleições para a Presidência este ano, “uma grande vantagem de um candidato não comprometido com a necessidade de ajuste fiscal nas pesquisas eleitorais em meados de 2018 tende a gerar uma expressiva deterioração das condições financeiras no país, com impacto negativo sobre o crescimento da economia”, afirma o relatório.

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