5 passos essenciais para começar a investir na Bolsa de Valores

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Muitas pessoas no Brasil ainda não conhecem ou não sabem exatamente como funciona o investimento na Bolsa de Valores. Os motivos para essa falta de conhecimento são diversos e vão desde a pouca educação financeira até a aversão ao risco que o investimento em renda variável apresenta.

Segundo dados da própria Bolsa de Valores brasileira, a B3, existem cerca de 613 mil pessoas físicas cadastradas, ou seja, apenas 0,3% de um total de mais de 200 milhões de brasileiros investe em ações ou contratos futuros.

Muitos que começam a investir nesse mercado são atraídos pela falsa promessa de ganhos astronômicos em pouquíssimo tempo. Com isso, após as primeiras perdas, essas pessoas acabam se frustrando e saindo da Bolsa antes de aprender que é possível ganhar dinheiro de forma consistente investindo em ações.

Conhecer bem as particularidades dessa modalidade de investimento e saber bem o que está fazendo é essencial nesse contexto, independentemente do perfil ou bolso. Mesmo o investidor mais arrojado precisa dominar as nuances do mercado, que pode abrir um leque de oportunidades, seja no Day Trade ou no longo prazo.

Por outro lado, o investidor mais conservador, que está preocupado em acumular patrimônio, também pode ser bem sucedido investindo na Bolsa de Valores se souber identificar as melhores oportunidades no horizonte e, caso necessário, contar com ajuda especializada.

Algumas atitudes são essenciais para quem está começando a investir na Bolsa de Valores. O conhecimento prévio, por exemplo, é um grande diferencial que permitirá alcançar o sucesso. Isso não significa, porém, que este mercado só está aberto para quem tem um diploma em Economia.

Existem investidores de diferentes perfis e formações investindo na Bolsa. Apesar das diferenças, eles compartilham alguns hábitos em comum. Veja abaixo 5 dicas para começar a investir na Bolsa de Valores e trilhar um caminho de sucesso:

1) Iniciar com os pés no chão

O início de qualquer investidor na Bolsa deve ser o mesmo: começar devagar e ir aos poucos aumentando a exposição financeira conforme for ganhando consistência de rentabilidade.

A grande maioria dos investidores não está acostumada ao sobe e desce da Bolsa e, principalmente, ao perde e ganha diário das operações, especialmente as de Day trade.

Aqueles que começam operando com posições grandes, que exigem mais capital, muitas vezes não vão ter a disciplina de encerrar operações que não foram bem sucedidas, abrindo espaço para que haja grandes perdas em um curto espaço de tempo.

Nesse sentido, aprender a ganhar com pouco serve como uma espécie de treinamento para poder ganhar com muito em breve e conquistar de forma gradual a confiança necessária para ter consistência nas operações.

2) Conhecer seu perfil de investidor

Preencher o questionário de análise do perfil do investidor, além de ser uma exigência regulatória da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é o melhor caminho para saber exatamente qual a modalidade de investimento e os ativos mais recomendados para o seu perfil.

Dessa forma, será possível evitar as frustrações de investir em ativos que não correspondem às necessidades e expectativas do investidor.

3) Estabelecer seus objetivos

Planejar é muito importante quando o assunto é investimento em renda variável. Estabelecer objetivos e regras ajuda a administrar os investimentos de forma coerente e tomar decisões rápidas com maior facilidade.

É muito importante que o investidor saiba com clareza o capital que irá aplicar, os ativos que irá investir, os prazos que estão mais alinhados com suas expectativas, a disponibilidade de tempo para acompanhar as operações e também os limites de perdas e ganhos periódicos.

Todos esses pontos podem ser facilmente definidos com o aprendizado básico de mercado ou com auxílio de um assessor de investimentos, que além de ajudar a estabelecer objetivos também pode tirar dúvidas.

4) Escolher uma corretora que atenda suas necessidades

Uma das maiores dúvidas dos iniciantes é escolher a instituição financeira que será sua parceira durante seus investimentos na Bolsa de Valores. Alguns critérios são fundamentais na hora de fazer essa escolha. Por exemplo:

  • Atendimento ágil
  • Diversidade de produtos e serviços
  • Custos operacionais
  • Tecnologia

Esses são apenas alguns aspectos que merecem ser considerados nessa tomada de decisão. É importante lembrar que um dos maiores erros de quem está começando a investir é escolher a corretora apenas pelo custo de corretagem.

Em muitos casos, ocorre uma grande quebra de expectativa, já que a estrutura oferecida não é adequada ou, então, essa oferta irresistível pode até mesmo embutir os custos de corretagem em outras taxas que não ficam tão claras para o investidor.

Quem está começando precisa de uma boa assessoria e de atendimento qualificado para tirar suas dúvidas, bem como ter em mãos uma plataforma de fácil utilização. Mas, infelizmente, muitos só compreendem o verdadeiro valor desses recursos  quando ocorrem perdas ao investir.

5) Estudar e conhecer o mercado

É muito comum escutar a frase: “se eu soubesse disso tinha evitado perdas”. Muitos investidores, seduzidos pela possibilidade de ganhos rápidos, acabam ignorando um passo muito importante, que é saber onde está pisando e ter pleno conhecimento do que está fazendo.

Quanto maior é a rentabilidade buscada, maior deve ser a dedicação do investidor. Com isso, muitas vezes será preciso contar com o auxílio de profissionais para aprender e  alcançar seus objetivos.

Quando falamos sobre investimento na Bolsa de Valores, é preciso ressaltar que o aprendizado deve ser constante. Existem cursos, e-books e vídeos gratuitos que podem ser muito interessantes para um investidor iniciante.

Saber quais são os primeiros passos de um investidor na Bolsa é importante para evitar erros. A diferença entre quem investe nos melhores investimentos e quem se deixa levar pela euforia do mercado é o conhecimento.

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