Bovespa fecha quase estável após S&P cortar o rating do Brasil

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Após a S&P divulgar ontem que reduziu o rating brasileiro, o Ibovespa fechou praticamente estável, com leve variação negativa. Os investidores estão buscando realização de forma limitada, uma vez que as perspectivas do exterior continuam otimistas.

Histórico

O indicador caiu 0,02%, cotado a 79.349,12 pontos. As ações da Gerdau Met (GOAU4) subiram 3,3%, as da Ecorodovias (ECOR3) cresceram 2,6% e as da Usiminas (USIM5) valorizaram 2,4%.

Por outro lado, os papéis da Kroton (KROT3) caíram 3,8%, os da Estácio (ESTC3) recuaram 2,8% e os da Eletrobras (ELET3) perderam 2,6%.

Após 9 pregões em janeiro, o índice valorizou 3,86%. Já se foram 6 fechamentos positivos contra 3 negativo. Dezembro encerrou com 76.402,08 pontos.

Já no comparativo com 2017, após 9 pregões, o Ibovespa subiu 3,86%. Já foram 6 fechamentos positivos contra 3 negativo. Ano passado, o índice fechou com 76.402,08 pontos.

Influências

Ontem , a agência classificadora de risco Standard & Poor’s (S&P) cortou o rating brasileiro para BB-, por causa do baixo progresso na aprovação de reformas estruturais que favoreçam o equilíbrio fiscal do país.

Por outro lado, o fluxo de investimento estrangeiro continua forte, o que segurou uma queda mais forte da Bolsa brasileira hoje. “Para o investidor estrangeiro que entra aqui pouco muda porque já não temos o importante selo de investment grade. O novo rebaixamento dificulta e retarda a volta para o investment grade, mas, por outro lado, aumenta a urgência para aprovação das reformas necessárias, não somente a da Previdência mas outras medidas importantes como reoneração da folha de pagamentos, tributação de fundos exclusivos”, disse o analista da corretora Lerosa Investimentos Vitor Suzaki à Reuters.

O rebaixamento da nota do Brasil já era esperada desde o final do ano passado, quando o governo não conseguiu votar a Reforma da Previdência.

Repórter da ADVFN, Ana Beatriz Bartolo é formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Interessada em política e economia, trabalha por um jornalismo ético que cumpra seu papel social. Twitter: @anabeatrizbart

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