Depois do fim do rotativo, governo quer que bancos reduzam juro do cheque especial

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) avalia medidas para reduzir os juros do cheque especial. Em nota publicada hoje, a entidade informou que estuda ações para melhorar o ambiente de crédito no país e reduzir o “spread” bancário, diferença entre os juros que o banco paga para captar dinheiro de investidores e as taxas cobradas dos tomadores de empréstimos e financiamentos.

O comunicado não entrou em detalhes. Em dezembro, segundo os dados mais recentes da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), os juros do cheque especial estavam em 12,15% ao mês ou 295,48% ao ano. Dessa forma, alguém que use R$ 1 mil nessa modalidade deverá R$ 3.295,48 ao fim de 12 meses, se não quitar a operação. O cheque especial está somente atrás do cartão de crédito, que encerrou 2017 com taxa de 321,63% ao ano.

Não é a primeira vez que o governo força os bancos a reverem suas taxas de crédito. No ano passado, o Banco Central mudou as regras dos cartões de crédito, acabando com o crédito rotativo sem limite e obrigando os bancos a refinanciar a dívida não paga após o primeiro mês. Isso forçou os bancos a redesenharem seus sistemas de faturas de cobrança e levou a uma redução dos juros cobrados dos clientes.

Hoje, o presidente da Febraban, Murilo Portugal, reuniu-se com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia. Na saída do encontro, não confirmou se a redução de juros do cheque especial foi discutida. Apenas disse que os dois trataram de medidas tributárias.

Os bancos culpamos impostos elevados cobrados no crédito e a alta inadimplência para justificar as taxas do cheque especial e a diferença entre os juros de 7% da Selic e os 295,48% ao ano do cheque especial.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse a jornalistas que os juros do cheque especial são elevados. Ele confirmou que o Banco Central (BC) estuda medidas para a redução das taxas, mas negou que exista alguma ação definida.

“Eu acho que é importante a queda de juros no cheque especial, que está muito elevado. Mas não há nenhuma medida específica já definida. O BC está estudando várias coisas”, disse Meirelles na portaria do Ministério.

As informações são da Agência Brasil.

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